sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

EZEQUIAS E A VITÓRIA DA FÉ

JESUS CRISTO.

         EZEQUIAS E A VITÓRIA DA FÉ


   "Depois destas coisas e desta fidelidade, veio Senaqueribe, rei da Assíria, entrou em Judá, acampou-se contra as cidades fortificadas e intentou apoderar-se delas. vendo, pois, Ezequias que Senaqueribe vinha e que estava e que estava resolvido a pelejar contra Jerusalém, resolveu, de acordo com seus príncipes e os seus homens valentes, tapar as fontes das águas que havia fora da cidade; e eles o ajudaram. Assim, muito povo se ajuntou, e taparam todas as fontes, como também o ribeiro que corria pelo meio da terra, pois diziam: Por que viriam os reis da Assíria e achariam tantas águas? Ele cobrou ânimo, restaurou todo o muro quebrado e sobre ele ergueu torres; levantou também o outro muro por fora, fortificou a Milo na Cidade de Davi e fez armas e escudos em abundância. Pôs oficiais de guerra sobre o povo, reuniu-os na praça na porta da cidade e lhes falou ao coração, dizendo: Sedes fortes e corajosos, não temais, nem vos assusteis por causa do rei da Assíria, nem por causa de toda a multidão que está com ele; porque um há conosco maior do que está com ele. Com ele está o braço de carne, mas conosco, o SENHOR, nosso DEUS,  para nos ajudar e para guerrear nossas guerras. O povo cobrou ânimo com as palavras de Ezequiel, rei de Judá. Depois disto, enquanto Senaqueribe, rei da Assíria, com todo seu exército sitiava Laquis, enviou os seus servos a Ezequias, rei de Judá, que estava em Jerusalém, dizendo: Diante de apenas um altar vos prostrareis e sobre ele queimareis incenso? Não sabeis vós o que eu e meus pais fizemos a todos os povos da terras? Acaso, puderam, de qualquer maneira, os deuses das nações daquelas terras livrar o seu país das minhas mãos? Qual é, de todos os deuses daquelas nações que meus pais destruíram, que pôde livrar o seu povo das minhas mãos, para que vosso DEUS vos possa livrar das minhas mãos? Agora, pois, não vos engane Ezequias, nem vos incitem assim, nem lhe deis crédito; porque nenhum deus de nação alguma, nem de reino algum pôde livrar o seu povo das minhas mãos, nem das mãos de meus pais; quanto menos vos poderá livrar o vosso DEUS das minhas mãos? Os seus servos falaram ainda mais contra o SENHOR DEUS e contra Ezequias, seu servo. Senaqueribe escreveu também cartas, para blasfemar do SENHOR, DEUS de Israel, e para para falar contra ele, dizendo: Assim como os deuses das nações de outras terras não livraram o seu povo das minhas mãos, assim também o DEUS de Ezequias não livrará o seu povo das minhas mãos. Clamaram os servos em alta voz em judaico contra o povo de Jerusalém, que estava sobre o muro, para os atemorizar e os perturbar, para tomarem a cidade. Falaram do DEUS de Jerusalém, como os deuses dos povos da terra, obras das mãos dos homens. Porém o rei Ezequias e Isaías, o profeta, filho de Amoz, oraram por causa disso e clamaram ao céu. Então, o SENHOR enviou um anjo que destruiu todos os homens valentes, os chefes e os príncipes no arraial do rei da Assíria; e este, com o rosto coberto de vergonha, voltou para sua terra. Tendo ele entrado na casa de seu deus, os seus próprios filhos na casa de seu deus, os seus próprios filhos ali o mataram, a espada. Assim, livrou o SENHOR a Ezequias e os moradores de Jerusalém das mãos de Senaqueribe, rei da Assíria, e das mãos de todos os inimigos; e lhes deu paz por todos os lados. Muitos traziam presentes a Jerusalém ao SENHOR e coisas preciosíssimas a Ezequias, rei de Judá, de modo que, depois disto, foi enaltecido à vista de todas as nações. 2 Crônicas 32.1-23".

    INTRODUÇÃO


   Ezequias foi um rei piedoso, como todos os relatos bíblicos demonstram (2 Reis 18-20; 2 Crônicas 29-33; Isaías 33-39). De acordo com o autor dos livros dos Reis, não houve outro como ele, nem antes, nem depois, porque Ezequias confiava no SENHOR “Confiou no SENHOR, DEUS de Israel, de maneira que depois dele não houve seu semelhante entre todos os reis de Judá, nem entre os que foram antes dele. 2 Reis 18.5”. Um testemunho da fidelidade dele também é dado em Jeremias “Miquéas, o morastita, profetizou nos dias de Ezequias, rei de Judá, dizendo: Sião será lavrada como o campo, Jerusalém se tornará em montão de ruínas, e o monte do templo, numa colina coberta de mato. Mataram-no, acaso, Ezequias, rei de Judá? Antes, não temeu este ao SENHOR, não implorou a favor do SENHOR? E o SENHOR não se arrependeu do mal que falara contra eles? E traríamos nós tão grande mal sobre a nossa alma? Jeremias 26.18-19”. Miquéas, contemporâneo de Isaías, profetizara que Jerusalém seria destruída “Portanto, por causa de vós, Sião será lavrada como um campo, e Jerusalém se tornará em montões de ruínas, e o monte do templo, numa colina coberta de mato. Miquéas 3.12”. A resposta desse rei a tal foi humilhar-se. Buscou ao SENHOR e a calamidade não aconteceu. Cem anos mais tarde os anciãos, no tempo de Jeremias, estavam familiarizados com a história do livramento de DEUS e da fidelidade de Ezequias. Conheçamos, assim, sua história repleta de grandes desafios.

          1 – AS REFORMAS DE EZEQUIAS

Ezequias foi responsável por uma grande faxina espiritual na vida do povo de Judá, e pelo restabelecimento do culto autêntico ao SENHOR. O segundo livro das Crônicas (29.1 – 31.21) apresenta um relato detalhado de suas reformas, que começaram imediatamente após a coroação “No primeiro ano do seu reinado, no primeiro mês, abriu as portas da Casa do SENHOR e as reparou. 2 Crônicas 29.3”.
   A reforma teve como objetivo principal centralizar a adoração ao SENHOR novamente em Jerusalém. Como parte desse programa, o jovem rei ordenou que o templo fosse reaberto e purificado. A Idolatria foi removida da área do santuário, inclusive a imagem de Neustã, a serpente de bronze que Moisés erigira no deserto, pois essa estátua havia se tornado objeto de culto, o que demonstra quão facilmente substituímos a verdadeira adoração pela falsa.
   Os sacerdotes e levitas voltaram a servir de acordo com os preceitos bíblicos. A música foi incorporada no culto, segundo o costume introduzido nos templos do rei Davi. Ezequias até mesmo incentivou os habitantes do reino do Norte a participar da adoração em Jerusalém, pois nessa época eles não mais possuíam seu centro político. Samaria fora destruída pelos Assírios (722 a.C.) e os israelitas sobreviventes coexistiram com outros povos. Ezequias enviou mensageiros que percorreram toda a região de Judá e Israel, a fim de convidar o povo a adorar ao SENHOR. Alguns dos remanescentes no reino do Norte escarneceram dos mensageiros, mas outros se humilharam e foram participar da páscoa. A maioria do povo de Judá atendeu “Também em Judá se fez sentir a mão de DEUS, dando-lhes um só coração, para cumprirem o mandado do rei e dos príncipes, segunda a PALAVRA DO SENHOR. 2 Crônicas 30.12”.
   Uma grande multidão reuniu-se em Jerusalém para celebrar. A Festa dos Pães Asmos, que ocorre logo depois da páscoa, durou sete dias e foi acompanhada de “GRANDE ALEGRIA”. Tiveram tempo tão maravilhoso em adoração e louvor ao SENHOR, que resolvem estender a festa por mais uma semana. Nada similar a este acontecimento sucedera desde os dias do rei Salomão “Houve grande alegria em Jerusalém; porque desde o dia de Salomão, filho de Davi, rei de Israel, não houve cousa semelhante em Jerusalém. 2 Crônicas 30.26”.
   O povo estava muito contente, devido à experiência maravilhosa que teve durante a festa. Essa alegria espalhou-se por outras áreas. Essa alegria espalhou-se por outras áreas da vida. Um dos resultados foi a destruição de todos os locais ilegítimos usados para adoração em Judá e Israel. Outro resultado foi a restauração dos dízimos e das ofertas generosas trazidas pelo povo para manter em funcionamento.
   O cronista fecha essa seção enfatizando que Ezequias fez o que era bom, reto e verdadeiro “Assim fez Ezequias em todo o Judá; fez o que era bom, reto e verdadeiro perante o SENHOR, seu DEUS. Em toda a obra que começou no serviço da Casa de DEUS, na lei e nos mandamentos, para buscar a seu DEUS, de todo o coração o fez e prosperou. 2 Crônicas 31.20-21”. Viu a necessidade de restaurar o verdadeiro culto ao SENHOR e não perdeu tempo para iniciar o projeto. Seu primeiro mandato já trouxe resultados que foram sentidos por toda a terra.

          2 – ENFRENTANDO O PODEROSO INIMIGO

   A situação de política externa de Judá permanece tensa. Acaz, seu pai, fizera uma aliança com os assírios e por essa razão Ezequias era considerado vassalo deles. Ele conseguiu desenvolver reformas internas, sem incorrer na ira de Sagão II. Todavia, com sua morte em batalha (705 a.c.), Senaqueribe o sucedeu no trono e teve que lidar com as insurreições da Babilônia até o Egito e finalmente em 701 a.C., voltou-se para Judá, para subjugá-la.
     Nos preparativos para enfrentar o exército assírio, Ezequias tapou as fontes externas de água para dificultar a permanência do inimigo, reconstruiu os muros da cidade, ergueu torres e fabricou um grande número de armas e escudos. Também construiu um grande túnel, que ligava o ribeiro de Giom ao poço de Siloé, para garantir a capacidade de Jerusalém resistir ao inimigo por um tempo maior, pois haveria água disponível, mesmo que a cidade fosse sitiada.
   Ezequias era um rei piedoso e bom político. Por um lado, tinha grande confiança no poder do SENHOR para livrá-lo “Com ele (Senaqueribe) está o braço da carne, mas conosco o SENHOR, nosso DEUS para nos ajudar, e para guerrear as nossas guerras. 2 Crônicas 32.8”. Por outro lado, conhecia a crueldade dos assírios; quando se aproximaram, tentou pacificá-los com o pagamento do tributo. Provavelmente arrependeu-se por sua rebelião anterior contra eles.
   O rei assírio, entretanto, enviou Rabsaqué com uma carta e um grande exército a Jerusalém, para exigir a rendição da cidade. Esse comandante assírio tentou desmoralizar os oficiais e os cidadãos judeus, dizendo-lhes em hebraico que ninguém seria capaz de salvá-los das mãos de Senaqueribe.
   Ezequias foi ao templo orar e colocou a carta diante do SENHOR. Em sua oração, reconheceu que somente o Todo-poderoso é DEUS sobre os reinos da terra. Encerrou sua oração implorando que o SENHOR os livrasse de Senaqueribe e, dessa forma, mostrasse que era o único DEUS verdadeiro.
   DEUS enviou sua resposta. A arrogância de Senaqueribe chegara ao conhecimento do SENHOR e, por essa razão, DEUS colocaria anzóis em seu nariz e freio em sua boca Você não percebe que há muito tempo eu já havia determinado tudo isso. Desde a antiguidade planejei o que agora faço acontecer, que você deixaria cidades fortificadas em ruínas. Seus habitantes, sem forças, desanimam-se envergonhados. São como pastagens, como brotos tenros e verdes, como ervas no telhado, queimadas antes de crescer. Eu, porém, sei onde você está, sei quando você sai e quando retorna; e como vocês e enfurece contra mim. Sim, contra mim você se enfureceu e o seu atrevimento chegou aos meus ouvidos. Por isso porei o meu anzol em seu nariz e o meu freio em sua boca, e o farei voltar pelo caminho por onde veio. 2 Reis 19-25-28”. Senaqueribe espalhou sua destruição por toda a região e tornou-se arrogante, ao pensar que construía um império pelo seu próprio poder. Não perceberá que servia a um propósito divino.
   Naquela mesma noite, o Anjo do SENHOR feriu 185 mil soldados assírios; o rei levantou acampamento e, coberto de vergonha voltou para Nínive, onde acabou morto pelos seus filhos, quando se encontrava no templo de seu deus Nisroque.
   Aparentemente, a salvação de Jerusalém resultou em um  reconhecimento em grande escala de que só o SENHOR era DEUS. Muitas pessoas levaram ofertas ao templo Mui­tos trouxeram ­a Jerusalém ofertas para o Senhor e presentes valiosos para Ezequias, rei de Judá. Daquela ocasião em diante ele foi muito respeitado por todas as nações. 2 Crônicas 32.23”. Ezequias também foi exaltado depois desse incidente. Certamente era um milagre ter o exército assírio ao redor da vida, Pronto para atacar, e de repente vê-los em retirada. O SENHOR operou uma obra maravilhosa e fez com que as nações ao redor refletissem sobre aquele acontecimento.

          3 – LIÇÕES DO LIVRAMENTO DE EZEQUIAS

   O cerco de Jerusalém pode representar as grandes dificuldades que nos advêm, e que não nos sentimos preparados para combater. Podem ser dificuldades nos relacionamentos, ou as pressões do diabo em outras áreas.
   Se desejamos vencer as batalhas que se levantam contra nós, temos que aprender com Ezequias a lidar com elas. Em primeiro lugar, aprendemos a tapar as fontes que saciam a sede do inimigo, Ou seja, tudo aquilo que dá força ao inimigo. É preciso que reflitamos sobre como nós mesmos temos alimentado e fortalecido o nosso problema. Ore e procure ajuda de um conselheiro para localizar essas fontes e jogue areia nelas.
   A segunda lição é a necessidade de restaurarmos os muros de nossa vida espiritual, ou seja, temos que concertar as deficiência na nossa comunhão com DEUS, erguer as defesas da FÉ, fortalecer-nos com a palavra, e clamarmos pela misericórdia divina.
   A terceira lição está no enfrentamento da dúvida, pois a maior estratégia inimiga é nos fazer cair da FÉ através da desconfiança e da intimidação. Foi assim que agiu Rabsaqué, tentando minar a confiança do povo. É preciso então, lutar contra as dúvidas quanto ao poder de DEUS, seu propósito e seu amor para conosco. É preciso dizer como o Salmista: “Firme está o meu coração, ó DEUS Salmos 57.7”. A melhor arma contra a dúvida é a FÉ alimentada pela oração. Dias de provação devem ser dias de oração.
   No mesmo ano do livramento, 701 a.C., Ezequias foi acometido por sua doença mortal, com a idade de 39 anos. O rei orou para que o SENHOR o curasse, e DEUS lhe deu mais quinze anos de vida. Contudo, após seu tempo de vida ser ampliado, ele não foi grato, mas seu coração se exaltou. Por causa disso, o SENHOR declarou que sua ira viria sobre o rei e sobre todo povo judeu. Ezequias e os moradores de Jerusalém humilharam-se e evitaram a ira de DEUS naquela geração “Ezequias, porém, se humilhou por se ter exaltado o seu coração, ele e os habitantes de Jerusalém; e a ira do SENHOR não veio contra eles nos dias de Ezequias. 2 Crônicas 32.26”.
   Aprendemos com isto que a soberba é um agente secreto mandado pelo inimigo quando a batalha já está quase vencida. Quando estamos livres do inimigo e nos sentimos em paz, este agente ataca-nos enaltecendo pelas nossas vitórias. Por isso, “CUIDADO!” É preciso humildade e o reconhecimento da graça de DEUS. “Tomou, então, Samuel uma pedra, e a pôs entre Mispa e Sem, e lhe chamou Ebenézer, e disse: Até aqui nos ajudou o SENHOR. 1 Samuel 7.12”; “E vós já tendes visto tudo quanto fez o SENHOR, vosso DEUS, a todas estas gerações por causa de vós, porque o SENHOR, vosso DEUS, é o que pelejou por vós. Josué 23.3”.


          CONCLUSÃO

   Por intermédio do rei Ezequias, aprendemos que a primeira preocupação que devemos ter é a de buscarmos prestar uma correta adoração a DEUS, e que isto muitas vezes requer verdadeira reforma em nossa vida. Aprendemos também que, por mais forte que sejam os nossos opressores, pela força do SENHOR, podemos alcançar vitória tapando as fontes, erguendo muros e enfrentando a dúvida lançada pelo inimigo.

          APLICAÇÃO

   Como você pode melhorar na área da adoração? De que modo você pode enfraquecer a ação do inimigo em sua vida? Para quais batalhas específicas você precisa pedir ajuda do SENHOR?


DIÁCONO: LUIS MARIANO SIQUEIRA

LIÇÃO Nº 8 REVISTA NOSSA FÉ

NUVEM DE TESTEMUNHO

SALGUEIRO-PERNAMBUCO 19/02/16

  pode represen

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

O CHAMADO DE AMÓS

JESUS CRISTO.


                   O CHAMADO DE AMÓS

   "Então, Amazias, o sacerdote de Betel, mandou dizer a Jeroboão, rei de Israel: Amós tem conspirado contra ti, no meio da casa de Israel; a terra não pode sofrer todas as suas palavras. Porque assim diz Amós: Jeroboão morrerá à espada, e Israel, certamente, será levado fora de sua terra, em cativeiro. Então, Amazias disse s Amós: Vai-te, o vidente, foge para a terra de Judá, e ali come o teu pão, e ali profetiza; mas em Betel, daqui por diante, já não profetizarás, porque o santuário do rei e o templo do reino. Respondeu Amós e disse a Amazias: Eu não sou profeta, nem discípulo de profeta, mas boieiro e colhedor de sicômoros. Mas o SENHOR me tirou de após o gado e o SENHOR me disse: Vai e profetiza ao meu povo de Israel. Ora, pois, ouve a palavra do SENHOR. Tu dizes: Não profetizaras contra Israel, nem falarás contra a casa de Isaque. Portanto, assim diz o SENHOR: Tua mulher se prostituirá na cidade, teus filhos e tuas filhas cairão a espada, e a tua terra será repartida a cordel, e tu morrerás na terra imunda, e Israel, certamente, será levado cativo para fora da sua terra. Amós 7.10-17".

           INTRODUÇÃO

   No oitavo século a.C. Tanto em Judá quanto em Israel, vivia-se uma prosperidade e otimismo sem paralelos. A religião florescia; pessoas lotavam os  festivais anuais, sacrifícios eram feitos e parecia que DEUS estava satisfeito. Mas os ricos roubavam os pobres; a corrupção crescia e a justiça havia sido esquecida. Os cultos tinham virado ritualismo misturado às práticas dos vizinhos pagãos. Nesse contexto, as palavras de Amós irrompem sobre Israel, o reino do Norte, com todo o terror e a surpresa de um rugido de leão. Em cinco breve visões e oráculos curtos, Amós viu e ouviu o fim de tudo isso. DEUS estava prestes a dar um vigoroso "NÃO" a Israel, e Amós, seria o seu porta voz.

          1 - OBEDIÊNCIA AO CHAMADO

   Amós trabalhava como criador de gado e coletor de sicômoros na cidade de Tecoa, a 10 km ao sul de Belém, em Judá, quando recebeu um chamado divino especial. Um homem ocupado e próspero foi separado de seus interesses seculares para realizar uma missão entre os israelitas, o rebanho de DEUS, que se encontrava errantes e pecaminoso.
   Amós não era profeta por profissão, nem se nomeava ele próprio como tal; não tinha também ambições ou planos de realizar uma carreira como profeta. Sua vida e atenções estavam dirigidas para um trabalho secular, trivial, de natureza rural. De fato, parece que o ministério de Amós foi breve, tendo apenas uma missão, por alguns dias. Por outro lado, ele afirma que foi o SENHOR quem tirou do meio do gado e o comissionou com uma mensagem.
   Quando se defendia de Amazias, o sacerdote do rei Jeroboão 2, que queria convencê-lo a voltar à sua terra e deixar de lado sua missão profética, pois sua presença e mensagem incomodavam em extremo ao reinado e ao sacerdócio daquela época, Amós coloca todo seu argumento sobre o simples fundamento da obediência ao chamado de DEUS. Contra a tentativa de Amazias de desacreditar seu ministério, ele responde que tem autoridade da vocação e a posse de uma palavra vinda de DEUS para falar: "Vai e profetiza ao meu povo de Israel". Amós demonstrou não estar ali por preferência, mas por obediência.
   O que Amós de fato procura deixar claro a Amazias é que ele não é, nem nunca foi profeta no sentido que Amazias entende a palavra, um profeta com um cargo permanente, ligado a um santuário ou a uma corporação de profetas. Qualquer profeta que ele faça vem por dádiva divina, não por um cargo formal ou mesmo por inclinação pessoal "Rugiu o leão, quem não temerá? Falou o SENHOR DEUS, quem não profetizará? Amós 3.8". Amós sustenta que ele não pode  profetizar a Israel, pois está preso a uma ordem do próprio SENHOR.
   Na Bíblia (A PALAVRA DE DEUS) vemos outros chamados divinos em que DEUS tira homens e mulheres comuns de suas atividades corriqueiras para torná-los instrumentos de sua vontade. Em Êxodo 3 vemos outro homem que cuidava de gado ser chamado por DEUS: Moisés; outros tiveram outros chamados. "E disse-lhes: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens. Mateus 4.19" foram pescadores; em Atos "Mas o SENHOR lhe disse: Vai, porque este é para mim um instrumento escolhido para levar o meu nome perante os gentios e reis, bem como perante os filhos de Israel. Atos 9.15" vemos um terrível perseguidor da Igreja tornando-se um "INSTRUMENTO ESCOLHIDO" para pregar o evangelho. Assim, DEUS, com seu poder, pode fazer de qualquer um que queira, um instrumento nas suas mãos. Neste caso, precisamos estar atento ao seu chamado, e assim como Amós, estar prontos a obedecê-lo. DEUS nunca vê a experiência como o fator mais importante para lhe chamar a um certo lugar na vida.

          2 - LEALDADE A TODA PROVA

    Não há serviço prestado a DEUS sem oposição, sem perseguição e sem provação. Esta verdade está presente na história de Amós, que se depara com duras provas durante seu curto ministério.
   Nessa jornada profética, Amós confrontou-se diretamente com a alta sociedade de sua época e o poder dominante, que, ameaçados, desejavam calar a voz divina. Todavia, assim como Pedro e João perante o Sinédrio “Trouxeram-nos, apresentando-os ao Sinédrio. E o sumo sacerdote interrogou-os, dizendo: Expressamente vos ordenamos que não ensinásseis nesse nome; contudo, enchestes Jerusalém de vossa doutrina; e quereis lançar sobre nós o sangue desse homem. Então, Pedro e os demais apóstolos afirmaram: Antes, importa obedecer a DEUS do que aos homens. Atos 5.27-29”, Amós permaneceu firme e fiel perante as ameaças sofridas.
   A primeira provação sofrida por Amós foi a deturpação de suas palavras “Então, Amazias, o sacerdote de Betel, mandou dizer a Jeroboão, rei de Israel: Amós tem conspirado contra ti, no meio da casa de Israel; a terra não pode sofrer todas as suas palavras. Porque assim diz Amós: Jeroboão morrerá à espada, e Israel, certamente, será levado fora de sua terra, em cativeiro. Amós 7.10-11”. Amazias, o sacerdote de Jeroboão 2, apresenta a mensagem de Amós de tal maneira que transmite uma impressão totalmente falsa desse homem, de sua mensagem e de suas motivações. Suas palavras foram distorcidas a ponto de ser acusado de traição e conspiração. Essa situação foi mais tarde apontada pelo SENHOR JESUS como razão da vitória cristã “Bem-aventurado sois quando, por minha causa, vos injuriarem, e, mentindo, disserem todo mal contra vós. Regozijai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; pois assim perseguiram aos profetas que viveram antes de vós. Mateus 5.11-12”. Essas palavras são uma advertência do que temos de nos dispor a enfrentar ao servir ao DEUS altíssimo; portanto estejamos alertas “Amados, não estranheis o fogo ardente que surge no meio de vós, destinado a provar-vos, como se alguma cousa extraordinária vos estivesse acontecendo; pelo contrário, alegrai-vos na medida em que sois coparticipantes dos sofrimentos de CRISTO, para que também, na revelação de sua glória, vos alegreis exultando. Se, pelo nome de CRISTO, sois injuriados, bem-aventurados sois, porque sobre vós repousa o ESPÍRITO da glória de DEUS. 1 Pedro 4.12-14”.
   A segunda prova foi à tentação. Desta vez Amazias colocou em xeque as motivações de Amós quanto à sua missão profética. Primeiro ele é tentado a agir em interesse próprio. As palavras hebraicas vão e fogem “Então, Amazias disse s Amós: Vai-te, o vidente, foge para a terra de Judá, e ali come o teu pão, e ali profetiza. Amós 7.12” incluem uma ênfase implícita: “PARA TEU PRÓPRIO BEM”, dando a entender que, em caso contrário, uma coisa  desagradável aconteceria a ele. Ele também é tentado pelo seu conforto: E ali come o teu pão. Amazias está certo que Amós está trabalhando por dinheiro e que, portanto, deveria procurar seu ganha-pão em sua própria terra, em Judá, onde não encontraria perseguição.
   Amós tinha uma vocação divina que tinha de obedecer, uma palavra de DEUS a falar, uma obra de DEUS a executar. Foi isto que manteve o homem de DEUS firme no momento da provação: Estava ali por decreto divino.
   Com que frequência servos de DEUS são derrubados com o aparecimento de dificuldades e oposição. Ficam tristes quando deveriam se regozijar por terem a honra de sofrer por CRISTO. As Escrituras são suficientemente explícitas para que não estranhemos o fogo ardente que surge em nosso meio destinado a nos provar, por isso permaneçamos firmes em nossa FÉ.
          
      3 – FIDELIDADE À PALAVRA DE DEUS

   O terceiro aspecto importante neste retrato de Amós é que ele permaneceu fiel à palavra de DEUS. Amazias dissera: “Em Betel, daqui por diante, já não profetizarás”, e Amós responde: “Ora, pois, ouve a palavra de SENHOR” (Amós 7.16-17). Ele torna o assunto ainda mais enfático, repetindo as palavras de Amazias: “Tu dizes: Não profetizarás contra Israel... Portanto, assim diz o SENHOR...”. Amós foi fiel às suas palavras anteriores: “falou o SENHOR DEUS, quem não profetizará? Amós 3.8”. A ira do homem não pode impedir os propósitos eternos de DEUS.
   As profecias de Amós não foram bem aceitas, pois eram palavras duras de julgamento, mas ele expressavam a verdade, revelavam a imundície por detrás de toda  a prosperidade vivida naqueles dias em Israel: Corrupção, abuso de poder, abandono dos pobres, paganismo, afastamento de DEUS, ETC. Sua mensagem, como podemos ver, continua tendo grande relevância para os nossos dias.
   “Prepara-te, ó Israel, para te encontrares com o teu DEUS. Amós 4.12”. Amós estava certo de que o julgamento divino viria sobre todos, e para cada um deles. Assim, toda a nação deveria estar pronta para esse momento. Da mesma forma, não podemos desprezar o mesmo alerta bíblico ecoado em Paulo: “... importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de CRISTO, para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo. 2 Coríntios 5.10”.
   Não importa se o Amazias deste mundo dizem: “NÃO PROFETIZARÁS”, ou, nas palavras de hoje: “NÃO PREGUES A PALAVRA”. A resposta tem de ser sempre a mesma: “ASSIM DIZ O SENHOR”. O homem de DEUS sujeita-se fielmente à sua palavra, não obstante o grande desconforto e incômodo que essa mensagem possa trazer aos seus ouvintes, levando-os, até mesmo, a perseguir o mensageiro.
   Assim, os pastores devem pregar aquilo que suas ovelhas precisam ouvir, e não o que desejam ouvir “Curam superficialmente a ferida do meu povo, dizendo: Paz; quando não há paz. Jeremias 6.14”. A igreja de CRISTO deve proporcionar a mensagem pura do evangelho, sem atenuar suas cores vibrantes, ou suavizar aquilo que fere os ouvidos de nossa sociedade pós-moderna. Pecado é pecado e deve ser tratado como tal.
   Vivemos em um mundo que já não suporta a sã doutrina, mas busca insaciavelmente novidades. Há coceiras nos ouvidos. Muitos dos cultos realizados nas Igrejas hoje são apenas figuras descaracterizadas da verdadeira adoração. A pregação da palavra deixou de ser o centro desse culto; o ensino bíblico perdeu lugar as experiências carismáticas ou para festivais musicais; em lugar de DEUS, O HOMEM TORNOU-SE O FOCO PRINCIPAL DESSE TIPO DE CULTO.
   Precisamos voltar às SAGRADAS ESCRITURAS, como fez a reforma do século 16. Onde a lei de DEUS é esquecida, a criatividade humana toma lugar, criando sua própria religião.

          CONCLUSÃO

   Abuso de poder no âmbito social e as concessões ao pagamento no âmbito religioso eram os dois pecados dominantes que Amós denunciava. Chamado para ser o porta-voz de DEUS, negou-se a se calar diante das ameaças que sofreu. Foi obediente ao chamado divino, mesmo tendo uma tarefa incômoda. Foi fiel ao conteúdo de sua mensagem, apresentando-o todo.

          APLICAÇÃO

   Você está contente em participar de cerimônias religiosas ou valoriza a obediência à palavra, combatendo o mundanismo e a injustiça? Reconhece o chamado de DEUS para ser porta-voz no local em que ele o colocou? Ou deixa essas preocupações com os “PROFISSIONAIS?” 

DIÁCONO: LUIZ MARIANO SIQUEIRA
LIÇÃO Nº 07 REVISTA NOSSA FÉ
NUVEM DE TESTEMUNHO
SALGUEIRO-PERNAMBUCO 05/02/2016         

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

JÔNATAS, UM AMIGO DE VERDADE

JESUS CRISTO.




    JÔNATAS, UM AMIGO DE VERDADE

    "Sucedeu que, acabando Davi de falar com Saul, a alma de Jônatas se ligou com a de Davi, e Jônatas o amou como a sua própria alma. Saul, naquele dia, o tomou e não lhe permitiu que tornasse para casa de seu pai. Jônatas e Davi fizeram aliança; porque Jônatas o amava com a sua própria alma. Despojou-se Jônatas da capa que vestia e deu a Davi, como também a armadura, inclusive a espada, o arco e o cinto. 1 Samuel 18.1-4"

               INTRODUÇÃO

   Jônatas e Davi deixaram um grande exemplo de amizade leal, desinteressada e duradoura. O curso natural da história os levaria a serem inimigos em disputa por um mesmo trono, mas DEUS transformou suas vidas em uma grande lição  de mútuo respeito, valorização do compromisso, e amor sacrificial. Ao estudarmos sua história, procuremos aplicar seus ensinos as nossas amizades e relacionamentos.

             1 - SUA HISTÓRIA

   Jônatas era o filho mais velho de Saul com sua única esposa, e, portanto, o herdeiro natural do trono.  Nada sabemos de sua infância; quando aparece pela primeira vez já é um adulto com capacidade para comandar tropas militares. Em (ver 1 Samuel 13), lemos como incitou uma guerra entre Israel e os filisteu e atacou a guarnição deles em Gibeá "Jônatas derrotou a guarnição dos filisteus que estava em Gibeá, o que os filisteu ouviram; pelo que Saul fez tocar a trombeta por toda terra, dizendo: Ouçam isso os hebreus. Todo Israel ouviu dizer: Saul derrotou a guarnição dos filisteus, e também Israel se fez odioso aos filisteus: Então, o povo foi convocado para junto de Saul, em Gilgal. 1 Samuel 13.3-4". Esta ação ocasionou uma convocação geral e uma reunião pré-arranjada entre Saul e Samuel, em Gilgal "Quando estes sinais te sucederem, faze o que a ocasião te pedir, porque DEUS é contigo. Tu porém, descerá adiante de mim a Gilgal, e eis que eu descerei a ti, para sacrificar holocausto e para apresentar ofertas pacíficas; sete dias esperarás, até que eu venha ter contigo e te declare o que hás de fazer. 1 Samuel 10.7-8". A falha de Saul em esperar a chegada de Samuel causou uma ruptura entre o rei e o profeta e deixou Israel sem direção divina para a batalha que se aproximava "Também alguns hebreus passaram o Jordão para a terra de Gade e Gileade; e o povo que permaneceu com Saul, estando este ainda em Gigal, se encheu de temor. Esperou Saul sete dias, segundo o prazo determinado por Samuel; não vindo, porém, Samuel a Gigal, o povo se foi espalhando dali. Então, disse Saul: Trazei-me aqui o holocausto e ofertas pacíficas. E ofereceu o holocausto. Mal acabara ele de oferecer o holocausto, eis que chega Samuel; Saul lhe saiu ao encontro, para o saudar. Samuel perguntou: Que fizeste? Respondeu Saul: Vendo que o povo se ia espalhando daqui, e que tu não vinhas nos dias aprazados, e que os filisteus já se tinham ajuntado em Micmás. Eu disse comigo: Agora, descerão os filisteus contra mim a Gilgal, e ainda não obtive a benevolência do SENHOR; e, forçado pelas circunstâncias, ofereci holocaustos. então, disse Samuel a Saul: Procedestes nesciamente em não guardar o mandamento que o SENHOR, teu DEUS, te ordenou; pois teria, agora, o SENHOR confirmado o teu reino sobre Israel para sempre. Já agora não subsistirá o teu reino. O SENHOR buscou para si um homem que lhe agrada e já lhe ordenou que seja príncipe sobre o seu povo, porquanto não guardaste o que o SENHOR te ordenou. Então se levantou Samuel subiu de Gilgal a Gibeá de Benjamim. Logo, Saul contou o povo que se achava com ele, cerca de seiscentos homens. 1 Samuel 13.7-15". Nesta difícil situação, novamente foi Jônatas quem tomou a iniciativa: Acompanhado somente por seu leal escudeiro, escalou uma perigosa encosta de montanha, para surpreender um posto avançado dos filisteus. O ousado assalto do filho do rei foi tão bem-sucedido que o pânico se espalhou "Sucedeu que, um dia, disse Jônatas, filho de Saul, ao seu jovem escudeiro: Vem, passemos a guarnição dos filisteus, que está do outro lado. Porém não o fez saber ao seu pai. Saul se encontrava na extremidade de Gibeá, debaixo da romeira em Migrom; e o povo que estava com ele eram cerca de seiscentos homens. Aías, filho de Aitube, irmão de Icabode, filho de Finéias filho de Eli, sacerdote do SENHOR em Silo, trazia a estola sacerdotal. O povo não sabia que Jônatas tinha ido. entre os desfiladeiros planos quais  Jônatas procurava passar a guarnição dos filisteus, deste lado havia uma penha íngreme, e do outro, outra; uma se chamava Bozez; a outra, Sené. Uma delas erguia ao norte, defronte de Micmás; a outra, ao sul, defronte de Geba. Disse, pois, Jônatas ao seu escudeiro: Vem, passemos a guarnição destes incircuncisos; porventura, o SENHOR nos ajudará nisto, porque para o SENHOR nenhum impedimento há de livrar com muitos ou com poucos. Então, o seu escudeiro lhe disse: Faze tudo segundo o inclinar o teu coração; eis-me aqui contigo, a tua disposição  será a minha. Disse, pois, Jônatas: Eis que passaremos aqueles homens e nos daremos a conhecer a eles. Se nos disserem assim: Parai até que cheguemos a vós outros; então, ficaremos onde estamos e não subiremos a eles. Porém se disserem: Subi a nós; então, subiremos, pois o SENHOR no-los entregou nas mãos. Isto nos servirá de sinal. Dando-se, pois, ambos a conhecer a guarnição dos filisteus, disseram estes: Eis que já os hebreus estão saindo dos buracos em que se tinham escondido. Os homens da guarnição responderam Jônatas e ao seu escudeiro e disseram: Subi a nós, e nós vos daremos uma lição. Disse Jônatas ao escudeiro: Sobe atrás de mim, porque o SENHOR os entregou nas mãos de Israel. Então, trepou Jônatas de gatinhas,e o seu escudeiro, atrás; e os filisteus caíram diante de Jônatas, e o seu escudeiro os matava atrás dele. Sucedeu esta primeira derrota, em que Jônatas e o seu escudeiro mataram perto de vinte homens, em cerca de meia jeira de terra. Houve grande espanto no arraial, no campo e em todo o povo; também a mesma guarnição e os saqueadores tremeram, e até a terra se estremeceu; e tudo passou a ser um terror de DEUS. Olharam as sentinelas de Saul, em Gibeá de Benjamim, e eis que a multidão se dissolvia, correndo uns para cá, outros para lá. 1 Samuel 14.1-16", quando Saul entrou em cena os filisteus estavam tão confusos que mataram uns aos outros. "Então, Saul e todo povo que estava com ele se ajuntaram e vieram a peleja; e a espada de um era contra o outro, e houve mui grande tumulto. 1 Samuel 14.20".
   Assim, nessas primeiras aparições, Jônatas já se destacou como um herói e homem de FÉ conquistando grandes vitórias. As qualidades de Jônatas, sua FÉ e seu caráter contrastam com a falta destas virtudes em seu pai em diversas maneiras. Enquanto Saul, depois de sua rejeição final como rei (ver 1 Samuel 15), ficou louco, ao tentar obstruir o decreto divino de acordo com o qual seria substituído por um escolhido por DEUS "Já agora não subsistirá o teu reino. O SENHOR buscou para si um  homem que lhe agrada e já lhe ordenou que seja príncipe sobre o seu povo, porquanto não guardastes o que o SENHOR te ordenou. 1 Samuel 13.14", Jônatas, o segundo na linha de sucessão, espontaneamente transferiu a Davi o direito ao trono "Sucedeu que, acabando Davi de falar com Saul, a alma de Jônatas se ligou com a de Davi; e Jônatas o amou como a sua própria alma. Saul, naquele dia, o tornou e não lhe permitiu que tornasse para casa de seu pai. Jônatas e Davi fizeram aliança; porque Jônatas o amava como a sua própria alma. Despojou-se Jônatas da capa que vestia e a deu a Davi, como também a armadura, inclusive a espada, o arco e o cinto. 1 Samuel 18.1-4". Embora o texto não faça nenhuma declaração explícita, provavelmente foi a submissão a rejeição divina da casa de SAUL que causou sua falta de envolvimento diante da ameaça dos filisteus (1 Samuel 17 ), pois contrasta com suas ousadas façanhas mencionadas anteriormente em ( 1 Samuel 13 - 14 ).
   Quando foi obrigado a escolher entre o pai e Davi, Jônatas ficou ao lado do amigo, o qual reconhecia como o escolhido do SENHOR "E lhe disse: Não temas, porque a mão de Saul, meu pai, não te achará; porém tu reinarás sobre Israel, e eu serei contigo o segundo, o que também Saul, meu pai, bem sabe. 1 Samuel 23.17". Apesar disto, como um filho leal, acompanhou o pai ao monte Gilboa para uma batalha final e desastrosa contra os filisteus. Ali, juntamente com seus irmãos, perdeu a vida nas mãos dos inimigos, enquanto o rei Saul, gravemente ferido, tirou a própria existência, quando se jogou sobre sua espada. No início de 2 Samuel, Davi elogia a bravura de Saul e de Jônatas, mas reserva as palavras finais para expressar sua tristeza pela perda do companheiro, ao qual  chamava de "meu irmão", enaltecendo a qualidade altruísta do amor e da fidelidade do amigo. "Angustiado estou por ti, meu irmão Jônatas; tu era amabilíssimo para comigo! Excepcional era o teu amor, ultrapassando o amor de mulheres. 2 Samuel 1.26".

   2 - SUA AMIZADE COM DAVI

   Apesar de Jônatas ter sido habilidoso e corajoso guerreiro, ele é lembrado principalmente por causa da sua lealdade e profunda afeição por Davi, com o qual fez uma aliança.
   Tudo se inicia no capítulo 18 de 1 Samuel, após a vitória sobre o gigante Golias, quando Davi foi foi levado para a corte do rei Saul. Naquele momento, "Jônatas e Davi fizeram aliança; porque Jônatas o amava como a sua própria alma. 1 Samuel 18.3". O ato praticado por Jônatas de tirar suas insígnias, sua armadura e suas armas era um reconhecimento do valor de Davi, por quem Jônatas estava disposto a dar até mesmo o seu direito ao trono.
   Por outro lado, em virtude da exaltação popular ao grande feito de Davi, Saul sentiu ciúmes e medo, pois começou a entender que seria substituído, e passou a perseguir Davi e tratá-lo como inimigo. Ainda assim, Jônatas permaneceu fiel a sua amizade de aliança com Davi, aceitando agir como intermediário numa tentativa de reconciliar seu pai com ele, que resultou infrutífera. (Ver 1 Samuel 19.1-11).
   Em novo encontro com Jônatas, Davi idealizou um teste em que Jônatas deveria observar a reação do rei a ausência de Davi no seu banquete, e assim revelaria suas intenções. Durante esse encontro Jônatas prometeu manter Davi informado das intenções de seu pai e aproveitou a oportunidade para fazer um apelo a Davi, a quem reconhecia como futuro rei. "Se eu, então, ainda viver, porventura, não usarás para comigo de bondade do SENHOR, para que não morra. 1 Samuel 20.14". Isto é, quando Davi estivesse no poder, era de se esperar que toda a família real e todos aqueles que apoiaram o regime anterior fossem mortos. O filho do rei em plena consciência de que renunciou ao trono em favor de Davi e de que não sobreviveria a ascensão do novo rei. Posteriormente, Davi iria se lembrar do juramento a Jônatas e honrar o filho dele "Então, lhe disse Davi: Não temas, porque usarei de bondade para contigo, por amor de Jônatas, teu pai, e te restituirei todas as terras de Saul, teu pai, e tu comerás pão sempre a minha mesa. 2 Samuel 9.7" e poupá-lo da morte "Porém o rei poupou a Mefibosete, filho de Jônatas, filho de Saul, por causa do juramento ao SENHOR, que entre eles houvera, entre Davi Jônatas, filho de Saul. 2 Samuel 21.7".
   Jônatas não só percebe a raiva de Saul para com Davi, mas ele próprio se torna alvo dela, pois sua profunda ligação com Davi provoca o ressentimento de Saul, que procura matá-lo. Na manhã seguinte, em local combinado, Jônatas avisa, através de sinais combinados, que seu pai desejava matar Davi. Eles ainda se encontram por instantes, se dependem calorosamente, e se lembram do compromisso perante o SENHOR.
   Davi e Jônatas ainda se encontram brevemente e pela última vez "Vendo, pois, Davi que Saul saíra a tirar-lhe a vida, deteve-se no deserto de Zife, em horesa. Então, se levantou Jônatas, filho de Saul, e foi para Davi, a Horesa, e lhe fortaleceu a confiança em DEUS, e lhe disse: Não temas, porque a mão de Saul, meu pai, não te achará; porém tu reinarás sobre Israel, e eu serei  contigo o segundo, o que também Saul, meu pai, bem sabe. E ambos fizeram aliança perante o SENHOR. Davi ficou em Horesa, e Jônatas voltou para sua casa. 1 Samuel 23.15-18". Neste encontro Jônatas lhe fortalece a confiança em DEUS afirmando que era vã a esperança que seu pai tinha de se livrar de Davi e de restaurar sua dinastia. A mão de Saul não seria vitoriosa, pois DEUS tinha outro plano, o que o próprio Saul já sabia.

   3 - SUAS LIÇÕES

   A lição que Jônatas nos ensina é a de que é possível existir uma grande amizade que transcendem a ambição pessoal e as circunstâncias familiares.
   A amizade verdadeira entre duas pessoas, como a que havia entre Davi e Jônatas, propicia um modelo bastante notável de fraternidade cristã.
  Jônatas jurou lealdade a Davi a qualquer preço, abrindo mão até mesmo do seu direito ao trono afim que Davi pudesse ter a primazia.
  Jônatas podia ser o filho do rei, mas vê o Espírito de DEUS em Davi e nisto está o seu interesse, mais do que a própria ambição pessoal, o que se constitui num grande contraste com seu pai.
   Nesta verdadeira amizade encontramos paralelos entre Davi e JESUS. Primeiramente observamos que as atitudes de Jônatas nos fazem lembrar de João Batista, quando lhe informaram que JESUS estava batizando. Ele, humildemente, resumiu sua resposta em uma frase: "Convém que ele cresça e que eu diminua. João 3.30". Assim também, Jônatas está preparado para renunciar seus direitos pelo bem daquele que DEUS ungiu como futuro rei de Israel. Estamos também pronto a fazer isto por nossos amigos? "Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo. Filipenses 2.3"; "Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros. Romanos 12.10"; "Ninguém tem maior amor do que este: De dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos. João 15.13".
   Outro paralelo é visto no fato de que Jônatas abre mão do seu reinado ao constatar que o SENHOR escolhera Davi, e assim dedica seu amor e lealdade a ele como rei. Assim também JESUS exige nosso amor, respeito e obediência, pois ele é o ungido de DEUS para reinar. Deste modo, quando enfrentamos a escolha entre nossa ambição pessoal e seguir a JESUS CRISTO, qual é a nossa resposta? Para que CRISTO reine em nossa vida, é preciso destronar o "EU" dos nossos corações com os nossos próprios desejos e propósitos.
   Lealdade, amor e "FÉ" no mesmo DEUS são as características que permeiam a amizade entre Jônatas e Davi, e que deveriam ser características de todas as verdadeiras amizades.

    CONCLUSÃO

   Em Jônatas temos a história de uma amizade que transcende a ambição pessoal, as diferenças familiares e até mesmo as circunstâncias de  guerra. É una amizade baseada no relacionamento da vontade de DEUS para seu povo, expressa por intermédio de um homem, Davi. É uma amizade que dura porque as partes deste relacionamento estão compromissadas, não importando suas próprias necessidades e desejos. É uma amizade que pode servir de modelo, não apenas para nossa amizades, mas para o nosso compromisso com JESUS CRISTO, aquele que é o verdadeiro e eterno Rei, não apenas de Israel, mas do mundo inteiro.

   APLICAÇÃO

   Avalie as suas amizades. Pergunte a você mesmo se elas estão baseadas no amor verdadeiro, na lealdade, na confiança, e na mesma "FÉ" do SENHOR JESUS, e se há disposição em se fazer sacrifícios. Lembre-se: A única forma de se ter um grande amigo é ser um grande amigo.     

 DIÁCONO - LUIZ MARIANO SIQUEIRA
LIÇÃO Nº 6 DA REVISTA NOSSA FÉ
NUVEM DE TESTEMUNHAS
SALGUEIRO-PERNAMBUCO 22/01/2016           

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

OS TRÊS OFÍCIO DE SAMUEL

JESUS CRISTO.






                        OS TRÊS OFÍCIO DE SAMUEL


   "Crescia Samuel, e o SENHOR era com ele, e nenhuma de todas as suas palavras deixou cair em terra. Todo o Israel, desde Dã até Berseba, conheceu que Samuel estava confirmado como profeta do SENHOR. Continuou o SENHOR e aparecer em Silo, enquanto por sua palavra o SENHOR se manifestava ali a Samuel. 1 Samuel 3.19-21"



   INTRODUÇÃO


 Quantos de nós, crentes, temos a consciência de que somos o atual povo de DEUS? Certamente você vai dizer que tem esta consciência, assim como outros milhares de irmãos diriam, contudo, como temos vivido? Nossa vida pode ser comparada com a do povo de DEUS no Antigo e Novo Testamento? No estudo de hoje vamos ver Samuel cumprindo três ofícios e o exercício dos mesmos no decorrer da história chegando até nós.



   1 - O PROFETA SAMUEL



   É bem conhecido o relato da chamada de Samuel quando ele era ainda um jovenzinho "O jovem Samuel servia ao SENHOR, perante Eli. Naqueles dias, a PALAVRA do SENHOR era mui rara; as visões não eram frequentes. Certo dia, estando deitado no lugar costumado ao sacerdote Eli, cujos olhos já começavam a escurecer-se, a ponto de não pode ver, e tendo-se deitado também Samuel, no templo do SENHOR, em que estava a arca, antes que a lâmpada se apagasse, o SENHOR chamou o menino: Samuel, Samuel! Este respondeu: Eis-me aqui! Correu a Eli e disse: Eis me aqui, pois tu me chamaste. Mas ele disse: Não te chamei: Torna a deitar-te. Ele se foi e se deitou. Tornou o SENHOR a chamar: Samuel: Samuel! Este se levantou, foi a Eli e disse: Eis-me aqui, pois tu me chamaste. Mas ele disse: Não te chamei, meu filho, torna a deitar-te. Porém Samuel ainda não conhecia o SENHOR, e ainda não lhe tinha sido manifestado a PALAVRA do SENHOR. O SENHOR, pois, tornou a chamar a Samuel, terceira vez, e ele levantou, e foi a Eli, e disse: Eis-me aqui, pois tu me chamaste. Então, entendeu Eli que era o SENHOR quem chamava o jovem. Por isso, Eli disse a Samuel: Vai deitar-te; se alguém te chamar, dirás: Fala SENHOR, porque o teu servo ouve. E foi Samuel para o seu lugar e se deitou. Então, veio o SENHOR, e ali esteve, e chamou como das outras vezes: Samuel, Samuel! Este respondeu: Fala SENHOR, porque o teu servo ouve. Disse o SENHOR a Samuel: Eis que vou fazer uma coisa em Israel, a qual todo o que a ouvir lhe tinirão ambos os ouvidos. Naquele dia, suscitarei contra Eli tudo quanto tenho falado com respeito a sua casa; começarei e o cumprirei. Porque já lhe disse que julgarei a sua casa para sempre, pela iniquidade que ele bem conhecia, porque seus filhos se fizeram execráveis, e ele os não repreendeu. Portanto, jurei a casa de Eli que nunca lhe será expiada a iniquidade, nem com sacrifício, nem com oferta de manjares. 1 Samuel 3.1-14". Eli reconheceu que se tratava da voz do SENHOR e que era seu intento. Como consequência "Todo Israel... Conheceu que Samuel estava confirmado como profeta do SENHOR. 1 Samuel 3.20". Não havia nenhuma dúvida de que Samuel era um profeta no sentido de ser o porta-voz de DEUS. Foi reconhecido como "SERVO" de DEUS, por meio de quem o SENHOR falou com seu povo individualmente "Porém ele lhe disse: Nesta cidade há um homem de DEUS, e é muito estimado; tudo quanto ele diz sucede; vamos-nos, agora, lá; mostrar-nos-à, porventura, o caminho que devemos seguir. 1 Samuel 9.6".
   E como nação "Sucedeu que, desde aquele dia, a arca ficou em Quiriate-Jearim, e tantos dias se passaram, que chegaram a vinte anos; e toda a casa de israel dirigia lamentações ao SENHOR. Falou Samuel a toda casa de Israel, dizendo: Se é de toda a casa de Israel, dizendo: Se é de todo o povo o vosso coração que voltais ao SENHOR, tirai dentre vós os deuses estranhos e os astarotes, e preparai o vosso coração ao SENHOR, e servi a ele só, e ele vos livrará das mãos dos filisteus. Então, os filhos de Israel tiraram dentre si os baalins e os astarotes e serviram só ao SENHOR. 1 Samuel 4 2-4". Os israelitas pedem um rei: "Tendo Samuel envelhecido, constituiu seus filhos por juízes sobre Israel. O primogênito chamava-se Joel, e o segundo, Abias; e foram juízes em Berseba. Porém seus filhos não andaram pelos caminhos dele; antes, se inclinaram a avareza, e aceitaram subornos, e perverteram o direito. Então, os anciões todos de Israel se congregaram, e vieram a Samuel, a Ramá, e lhe disseram: Vê, já estás velho, e teus filhos não andam pelos teus caminhos; constitui-nos, pois agora, um rei sobre nós, para que nos governe, como o têm todas as nações. Porém estas palavras não agradou a Samuel, quando disseram: Dá-nos um rei, para que nos governe. Então, Samuel orou ao SENHOR. Disse o SENHOR a Samuel: Atende a voz do povo em tudo quanto te diz, pois não te rejeitou a ti, mas a mim, para eu não reinar sobre ele. Segundo todas as obras que fez desde o dia em que o tirei do Egito até hoje, pois a mim me deixou, e a outro deuses serviu, assim também o faz a ti. Agora, pois, atende a sua voz, porém adverte-o solenemente e explica-lhe qual será o direito do rei que houver de reinar sobre ele. Referiu Samuel todas as palavras do SENHOR ao povo, que lhe pedia um rei, e disse: Este será o direito do rei que houver de reinar sobre vós: Ele tomará os vossos filhos e os empregará no serviço dos seus carros e como seus cavaleiros, para que corram adiante deles; e os porá uns por capitães de mil e capitães de cinquenta; outros para lavrarem os seus campos e ceifaram as suas messes; e outros para fabricarem suas armas de guerra e o aparelhamento de seus carros. Tomará as vossas filhas para perfumistas, cozinheiras e padeiras. Tomará o melhor das vossas lavouras, e das vossas vinhas, e dos vossos olivais e o dará aos seus servidores. Também tomará os vossos servos, e as vossas servas, e os vossos melhores jovens, e os vossos jumentos e os empregará no seu trabalho. Dizimará o vosso rebanho, e vós lhe sereis por servos. Então, naquele dia, clamareis por causa do vosso rei que houverdes escolhido; mas o SENHOR não vos ouvirá naquele dia. Porém o povo não atendeu a voz de Samuel e disse: Não! Mas tememos um rei sobre nós. Para que sejamos também como todas as nações; o nosso rei poderá governar-nos, sair adiante de nós e fazer as nossas guerras. Ouvindo, pois, Samuel todas as palavras do povo, as repetiu perante o SENHOR. Então, o SENHOR disse a Samuel: Atende a sua voz e estabelece-lhe um rei. Samuel disse aos filhos de Israel: Volte cada um para sua cidade. 1 Samuel 8.1.22". Samuel estava, portanto, seguindo Moisés, um membro proeminente da ordem profética e do ofício que DEUS estabelecera.
   Como profeta, Samuel combateu os pecados do sacerdócio e suas consequências; proclamou o arrependimento e a volta ao SENHOR, intercedeu em favor de Israel; revelou quem era o escolhido para ser o rei prometido e, uma vez anunciada a eleição, o ungiu.
     O mesmo ofício profético foi exercido por JESUS que revelou o Pai e a verdade celestial. O ministério profético de JESUS foi semelhante ao de outros profetas no fato de ter sido enviado por DEUS, mas com uma diferença significativa: JESUS, pela comunhão da Trindade, conhecia o Pai como nenhum outro.
   Atualmente seu ministério é continuado e completado pelo Espírito Santo, que ensina todas as coisas aos seus discípulos e os faz lembrar de tudo o que JESUS lhes havia dito "Mas o consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em seu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito. João 14.26". Em um sentido muito real, portanto, JESUS continua sua obra profética por meio do Espírito Santo.
   Em razão disto, podemos declarar que todo crente é um profeta, no sentido de que prega a Palavra de DEUS. Na Igreja do Novo Testamento, todavia, parece ter havido um grupo especialmente chamado pelo nome de 'PROFETAS', separados para o ministério da profecia. São mencionados imediatamente depois dos apóstolos, nas listas de ministérios cristãos "A uns estabeleceu DEUS na Igreja, primeiramente, apóstolos; em segundo lugar profetas; em terceiro lugar, mestres; depois, operadores de milagres; depois, dons de curar, socorros, governos, variedades de dons. Porventura, são todos apóstolos? Ou, todos profetas? São todos mestres? Ou, operadores de milagres? 1 Coríntios 12.28-29"; "Ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres. Efésios 4.11", e são associados com os mestres, na Igreja de Antioquia "Pois, agora, eis aí está sobre ti a mão do SENHOR, e ficarás cego, não vendo o sol por algum tempo. No mesmo instante, caiu ele névoa e escuridade, e, andando a roda, procurava quem o guiasse pela mão. Atos 13.11". Assim, todos os crentes têm o dever de pregar a palavra, todavia DEUS levanta pastores para se afadigarem no estudo e prover alimento para o rebanho do SENHOR.
   Cabe ressaltar que os profetas do Novo Testamento não eram uma fonte de novas verdades apresentadas a Igreja, mais fiéis expositores da verdade revelada. Não deveriam ser criadores de doutrinas, mas, antes, deveriam ser zelosos pela verdade uma vez por todas entregue aos santos.

                   2 - O JUIZ SAMUEL

    Samuel foi um Juiz fiel que viveu a teocracia, deu forma a vida política de Israel, unificou as tribos e obteve vitória contra os filisteus "Assim, os filisteus foram abatidos e nunca mais vieram ao território de Israel, porquanto foi a mão do SENHOR contra eles todos os dias de Samuel. As cidades que os filisteus haviam tomado a Israel foram-lhe restituídas, desde Ecrom até Gate; e até os territórios delas arrebatou Israel das mãos dos filisteus. E houve paz entre Israel e os amorreus. E julgou Samuel todos os dias de sua vida a Israel. De ano em ano, fazia uma volta, passando por Betel, Gilgal e Mispa; e julgava a Israel em todos esses lugares. Porém voltava a Ramá, porque sua casa estava ali, onde julgava a Israel e onde edificou um altar ao SENHOR. 1 Samuel 7.13-17". A função de Juiz era a de governador político e religioso. Como líder político, preservava a unidade das tribos e tratava das questões legais que estavam acima da esfera dos líderes locais. Como líder militar, "LIVRAVA" Israel dos inimigos. Durante o ministério de Samuel, o SENHOR concedeu a Israel em período de descanso.
   O centro da sua liderança foi o seu local de nascimento, Ramá  "Porém voltava a Ramá, porque sua casa estava ali, onde julgava a Israel e onde edificou um altar ao SENHOR. 1 Samuel 7.13-17" de onde viajava e fazia um circuito por várias cidades. Pouco se sabe sobre a sua vida doméstica, exceto que seus dois filhos 'Joel e Abias eram homens ímpios. O fracasso dos dois deu ocasião a que os líderes do povo decidissem por um novo rumo na vida de Israel. Em vez de depender de DEUS, o povo queria o modelo das nações vizinhas a monarquia "Tendo Samuel envelhecido, constituiu seus filhos por juízes sobre Israel. O primogênito chamava-se Joel, e o segundo, Abias; e foram juízes em Berseba. Porém seus filhos não andaram pelos caminhos dele; antes, se inclinaram a avareza, e aceitaram subornos, e perverteram o direito. 1 Sm 8.1-3". O fracasso dos dois deu ocasião a que os líderes do povo decidissem por um novo rumo na vida de Israel. Em vez de depender de DEUS, o povo queria o modelo das nações vizinhas - a monarquia. DEUS viu a rejeição do povo "Disse o SENHOR a Samuel: Atende a voz do povo em tudo quanto te diz, pois não te rejeitou a ti, mas a mim, para eu não reinar sobre ele 1 Sm 8.7", advertiu-o sobre os custos que o povo teria "e disse: Este será o direito do rei que houver de reinar sobre vós: Ele tomará os vossos filhos e os empregará no serviço dos seus carros e como seus cavaleiros, para que corram adiante deles; e os porá uns por capitães de mil e capitães de cinquenta; outros para lavrarem os seus campos e ceifaram as suas messes; e outros para fabricarem suas armas de guerra e o aparelhamento de seus carros. Tomará as vossas filhas para perfumistas, cozinheiras e padeiras. Tomará o melhor das vossas lavouras, e das vossas vinhas, e dos vossos olivais e o dará aos seus servidores. Também tomará os vossos servos, e as vossas servas, e os vossos melhores jovens, e os vossos jumentos e os empregará no seu trabalho. Dizimará o vosso rebanho, e vós lhe sereis por servos. Então, naquele dia, clamareis por causa do vosso rei que houverdes escolhido; mas o SENHOR não vos ouvirá naquele dia 1 Sm 8.11-18" e, diante da insistência do povo, permitiu "Porém o povo não atendeu a voz de Samuel e disse: Não! Mas tememos um rei sobre nós. Para que sejamos também como todas as nações; o nosso rei poderá governar-nos, sair adiante de nós e fazer as nossas guerras. Ouvindo, pois, Samuel todas as palavras do povo, as repetiu perante o SENHOR. Então, o SENHOR disse a Samuel: Atende a sua voz e estabelece-lhe um rei. Samuel disse aos filhos de Israel: Volte cada um para sua cidade 1 Sm 8.19-22".
   O profeta submeteu-se a vontade de DEUS, ciente de que o novo rumo seria perigoso para Israel. A providência divina trouxe Saul a vida de Samuel. Apoiado por DEUS, Samuel secretamente ungiu Saul como rei de Israel. DEUS selou  a questão quando Saul demonstrou seu valor na batalha, ao ser bem sucedido na luta contra os filisteu. Sua ambição pessoal, no entanto, contrastava com o serviço abnegado prestado por Samuel e no final levou-o completamente para longe da vontade de DEUS. O SENHOR queria a obediência do rei, enquanto Saul tentava agradar a DEUS com ofertas.
   O ofício de Juiz dizia respeito a nação de governar uma nação, o mesmo que um rei. Em sentido mais amplo, JESUS CRISTO é o Juiz Supremo, é o Rei dos Reis, que governa sobre todo o universo e que julgará os vivos e os mortos "Porquanto estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça, por meio de um varão que destinou a acreditou adiante de todos, ressuscitando-o dentre os mortos. Atos 17.31".
   A Bíblia declara que os santos, em seu estado glorificado, tomarão parte na obra de julgamento "Ou não sabeis que os santos hão de julgar o mundo? Ora, se o mundo deverá ser julgado por vós, sois, acaso, indignos de julgar as coisas mínimas? Não sabeis que havemos de julgar os próprios anjos? Quanto mais as coisas desta vida. 1 Coríntios 6.2-3" por ocasião da vinda do SENHOR JESUS CRISTO. Semelhantemente, o livro de Apocalipse fala sobre a terra. "E entoavam novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro e de abrir-lhe os selos, porque foste morto e com o teu sangue compraste para DEUS os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação, e para o nosso DEUS os constituíste reino e sacerdotes; e reinarão sobre a terra. Ap 5.9-19; "Bem aventurado e santo é aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre esses a segunda morte não tem autoridade; pelo contrário, serão sacerdote de DEUS e de CRISTO e reinarão com ele os mil anos Apocalipse 20.6; "Então, já não haverá noite, nem precisam eles de luz de candeia, nem da luz do sol, porque o SENHOR DEUS brilhará sobre eles, e reinarão pelos séculos dos séculos Apocalipse 22.5".

             3 - O SACERDOTE SAMUEL

   O ofício sacerdotal estava presente desde que Moisés o estabeleceu sob direta instrução de DEUS ver: "Êx 29.1; Lv 9.1-22". Eli era o sacerdote quando Samuel, ainda muito jovem, começou seu serviço no tabernáculo em Silo. Mesmo ao lado dos filhos de Eli, cujo o comportamento ímpio era bem conhecido, permaneceu firme em seu amor pelo SENHOR. Depois da morte de Eli o ofício ficou vago, porque seus filhos foram rejeitados por DEUS como sacerdotes e foram mortos em batalhas contra os filisteus. Samuel, então, preencheu o vazio, embora não fosse descendentes de Arão. Constituiu um altar em Ramá, onde ofereceu sacrifício em favor de Israel e intercedeu pelo povo. Samuel também preparou um livro com leis para o reinado. 
   As facetas múltiplas de seu ministério foram mostradas juntos na narrativa da assembléia  de Mispa ver "1 Sm 7". Samuel convocou os israelitas e exortou-os ao arrependimento (Como Profeta), orou por eles e ofereceu um sacrifício em seu favor (Como Sacerdote), pelo que DEUS os ajudou no ataque contra os filisteus (Como Juiz). A vitória foi celebrada com a colocação de uma pedra memorial em Mispa, que chamou "Ebenézer" ("Pedra de Ajuda").
   No final de seu ministério público, fez uma revisão do passado de Israel, exortou os israelitas a aprender com a história e ameaçou-os com trovões e chuvas ver: "1 Sm 12". Ao ouvir suas declarações proféticas e ver a devastação causada pela tempestade, o povo pediu novamente a Samuel que orasse por eles. Ele concordou, mas advertiu-os sobre o juízo eminente de DEUS: "Tão somente, pois, temei ao SENHOR, e servi-o fielmente de todo o vosso coração; pois vede quão grandiosas coisas vos fez. Se, porém, perseverardes em fazer o mal, perecereis, tanto vós como o vosso rei. 1 Samuel 12.24-25".
   Deste modo, o ofício sacerdotal se constituiu na intermediação do povo perante DEUS com orações e a oferta de sacrifícios. Samuel representava o povo quando era necessário falar com DEUS, prestar-lhe culto ou suplicar-lhe seu perdão.
   JESUS foi constituído nosso sumo-sacerdote, segundo a ordem  Melquisedeque, um sacerdote superior a todos os anteriores terrenos. (veja Hebreus 7.23-8.26).
   Assim também, a partir da Reforma protestante, Lutero esboçou a verdade bíblica de que todo cristão é um sacerdote  "Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de DEUS, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz. 1 Pedro 2.9"; "E nos constituiu reino, sacerdotes para o seu DEUS e PAI, a ele a glória e o domínio pelos séculos dos séculos. Amém Apocalipse 1.6". Isto significa que cada um de nós, cristãos, pode ir perante DEUS e interceder pelo outro. Deste modo, a Igreja é uma comunidade de intercessores, um sacerdócio de irmãos que se amparam.

               CONCLUSÃO

   DEUS levantou Samuel num período de crise na história de Israel para servir como profeta, juiz e sacerdote de seu povo. Em CRISTO vemos estas funções sendo superiormente realizadas sobre todo o povo de DEUS em todos os tempos e lugares. Na igreja, vemos a atuação de CRISTO por meio do Espírito Santo conferindo autoridade de sua obra neste mundo. Assim, como parte de sua igreja, devemos ser gratos a DEUS e trabalhar com dedicação e zelo na obra do SENHOR.

              APLICAÇÃO

   Se você descobriu hoje ter tão grandes privilégios divinamente conferidos, assim como foram a Samuel, deveria, portanto, se empenhar na pregação da Palavra, na admoestação contra o pecado, na apresentação das boas-novas e na oração pelos salvos, aguardando o dia bendito em que nosso rei voltará.

DIÁCONO: LUIZ MARIANO SIQUEIRA
LIÇÃO Nº 5 REVISTA NOSSA FÉ
NUVEM DE TESTEMUNHAS
SALGUEIRO-PERNAMBUCO 29/12/2015
  

JESUS CRISTO.         O PODER DA PALAVRA DE DEUS       "Conjuro-te pois diante de DEUS, e do SENHOR JESUS CRISTO, que há de julgar os v...