JESUS CRISTO VOLTARÁ.

POR MAIS LONGA E ESCURA E TENEBROSA A NOITE, NÃO TE DESESPERE O SOL VOLTARÁ A BRILHAR. POR MAIS DIFÍCIL A BATALHA NÃO TE DESESPERE JESUS CRISTO QUER TE DAR A VITÓRIA, SE ATENTAMENTE OUVIRES A VOZ DO SENHOR TEU DEUS E OBEDECER, O SENHOR TEU DEUS TE EXALTARÁ SOBRE TODAS AS NAÇÕES, ESTÁ DIFÍCIL VENCER A BATALHA, NÃO TEMAS SEJA OBEDIENTE A DEUS E A VITÓRIA É SUA. MAIS, NÃO ESQUEÇA JESUS CRISTO ESTÁ VOLTANDO ESTÁ PRONTO PARA SUA VOLTA. OS SINAIS ESTÃO SE CUMPRINDO, NÃO SEJA PEGO NU, PORQUE NÃO SERÁS ARREBATADO. A QUEM ESTÁ SEGUINDO, O MUNDO OU A JESUS CRISTO.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

O CHAMADO DE AMÓS

JESUS CRISTO.


                   O CHAMADO DE AMÓS

   "Então, Amazias, o sacerdote de Betel, mandou dizer a Jeroboão, rei de Israel: Amós tem conspirado contra ti, no meio da casa de Israel; a terra não pode sofrer todas as suas palavras. Porque assim diz Amós: Jeroboão morrerá à espada, e Israel, certamente, será levado fora de sua terra, em cativeiro. Então, Amazias disse s Amós: Vai-te, o vidente, foge para a terra de Judá, e ali come o teu pão, e ali profetiza; mas em Betel, daqui por diante, já não profetizarás, porque o santuário do rei e o templo do reino. Respondeu Amós e disse a Amazias: Eu não sou profeta, nem discípulo de profeta, mas boieiro e colhedor de sicômoros. Mas o SENHOR me tirou de após o gado e o SENHOR me disse: Vai e profetiza ao meu povo de Israel. Ora, pois, ouve a palavra do SENHOR. Tu dizes: Não profetizaras contra Israel, nem falarás contra a casa de Isaque. Portanto, assim diz o SENHOR: Tua mulher se prostituirá na cidade, teus filhos e tuas filhas cairão a espada, e a tua terra será repartida a cordel, e tu morrerás na terra imunda, e Israel, certamente, será levado cativo para fora da sua terra. Amós 7.10-17".

           INTRODUÇÃO

   No oitavo século a.C. Tanto em Judá quanto em Israel, vivia-se uma prosperidade e otimismo sem paralelos. A religião florescia; pessoas lotavam os  festivais anuais, sacrifícios eram feitos e parecia que DEUS estava satisfeito. Mas os ricos roubavam os pobres; a corrupção crescia e a justiça havia sido esquecida. Os cultos tinham virado ritualismo misturado às práticas dos vizinhos pagãos. Nesse contexto, as palavras de Amós irrompem sobre Israel, o reino do Norte, com todo o terror e a surpresa de um rugido de leão. Em cinco breve visões e oráculos curtos, Amós viu e ouviu o fim de tudo isso. DEUS estava prestes a dar um vigoroso "NÃO" a Israel, e Amós, seria o seu porta voz.

          1 - OBEDIÊNCIA AO CHAMADO

   Amós trabalhava como criador de gado e coletor de sicômoros na cidade de Tecoa, a 10 km ao sul de Belém, em Judá, quando recebeu um chamado divino especial. Um homem ocupado e próspero foi separado de seus interesses seculares para realizar uma missão entre os israelitas, o rebanho de DEUS, que se encontrava errantes e pecaminoso.
   Amós não era profeta por profissão, nem se nomeava ele próprio como tal; não tinha também ambições ou planos de realizar uma carreira como profeta. Sua vida e atenções estavam dirigidas para um trabalho secular, trivial, de natureza rural. De fato, parece que o ministério de Amós foi breve, tendo apenas uma missão, por alguns dias. Por outro lado, ele afirma que foi o SENHOR quem tirou do meio do gado e o comissionou com uma mensagem.
   Quando se defendia de Amazias, o sacerdote do rei Jeroboão 2, que queria convencê-lo a voltar à sua terra e deixar de lado sua missão profética, pois sua presença e mensagem incomodavam em extremo ao reinado e ao sacerdócio daquela época, Amós coloca todo seu argumento sobre o simples fundamento da obediência ao chamado de DEUS. Contra a tentativa de Amazias de desacreditar seu ministério, ele responde que tem autoridade da vocação e a posse de uma palavra vinda de DEUS para falar: "Vai e profetiza ao meu povo de Israel". Amós demonstrou não estar ali por preferência, mas por obediência.
   O que Amós de fato procura deixar claro a Amazias é que ele não é, nem nunca foi profeta no sentido que Amazias entende a palavra, um profeta com um cargo permanente, ligado a um santuário ou a uma corporação de profetas. Qualquer profeta que ele faça vem por dádiva divina, não por um cargo formal ou mesmo por inclinação pessoal "Rugiu o leão, quem não temerá? Falou o SENHOR DEUS, quem não profetizará? Amós 3.8". Amós sustenta que ele não pode  profetizar a Israel, pois está preso a uma ordem do próprio SENHOR.
   Na Bíblia (A PALAVRA DE DEUS) vemos outros chamados divinos em que DEUS tira homens e mulheres comuns de suas atividades corriqueiras para torná-los instrumentos de sua vontade. Em Êxodo 3 vemos outro homem que cuidava de gado ser chamado por DEUS: Moisés; outros tiveram outros chamados. "E disse-lhes: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens. Mateus 4.19" foram pescadores; em Atos "Mas o SENHOR lhe disse: Vai, porque este é para mim um instrumento escolhido para levar o meu nome perante os gentios e reis, bem como perante os filhos de Israel. Atos 9.15" vemos um terrível perseguidor da Igreja tornando-se um "INSTRUMENTO ESCOLHIDO" para pregar o evangelho. Assim, DEUS, com seu poder, pode fazer de qualquer um que queira, um instrumento nas suas mãos. Neste caso, precisamos estar atento ao seu chamado, e assim como Amós, estar prontos a obedecê-lo. DEUS nunca vê a experiência como o fator mais importante para lhe chamar a um certo lugar na vida.

          2 - LEALDADE A TODA PROVA

    Não há serviço prestado a DEUS sem oposição, sem perseguição e sem provação. Esta verdade está presente na história de Amós, que se depara com duras provas durante seu curto ministério.
   Nessa jornada profética, Amós confrontou-se diretamente com a alta sociedade de sua época e o poder dominante, que, ameaçados, desejavam calar a voz divina. Todavia, assim como Pedro e João perante o Sinédrio “Trouxeram-nos, apresentando-os ao Sinédrio. E o sumo sacerdote interrogou-os, dizendo: Expressamente vos ordenamos que não ensinásseis nesse nome; contudo, enchestes Jerusalém de vossa doutrina; e quereis lançar sobre nós o sangue desse homem. Então, Pedro e os demais apóstolos afirmaram: Antes, importa obedecer a DEUS do que aos homens. Atos 5.27-29”, Amós permaneceu firme e fiel perante as ameaças sofridas.
   A primeira provação sofrida por Amós foi a deturpação de suas palavras “Então, Amazias, o sacerdote de Betel, mandou dizer a Jeroboão, rei de Israel: Amós tem conspirado contra ti, no meio da casa de Israel; a terra não pode sofrer todas as suas palavras. Porque assim diz Amós: Jeroboão morrerá à espada, e Israel, certamente, será levado fora de sua terra, em cativeiro. Amós 7.10-11”. Amazias, o sacerdote de Jeroboão 2, apresenta a mensagem de Amós de tal maneira que transmite uma impressão totalmente falsa desse homem, de sua mensagem e de suas motivações. Suas palavras foram distorcidas a ponto de ser acusado de traição e conspiração. Essa situação foi mais tarde apontada pelo SENHOR JESUS como razão da vitória cristã “Bem-aventurado sois quando, por minha causa, vos injuriarem, e, mentindo, disserem todo mal contra vós. Regozijai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; pois assim perseguiram aos profetas que viveram antes de vós. Mateus 5.11-12”. Essas palavras são uma advertência do que temos de nos dispor a enfrentar ao servir ao DEUS altíssimo; portanto estejamos alertas “Amados, não estranheis o fogo ardente que surge no meio de vós, destinado a provar-vos, como se alguma cousa extraordinária vos estivesse acontecendo; pelo contrário, alegrai-vos na medida em que sois coparticipantes dos sofrimentos de CRISTO, para que também, na revelação de sua glória, vos alegreis exultando. Se, pelo nome de CRISTO, sois injuriados, bem-aventurados sois, porque sobre vós repousa o ESPÍRITO da glória de DEUS. 1 Pedro 4.12-14”.
   A segunda prova foi à tentação. Desta vez Amazias colocou em xeque as motivações de Amós quanto à sua missão profética. Primeiro ele é tentado a agir em interesse próprio. As palavras hebraicas vão e fogem “Então, Amazias disse s Amós: Vai-te, o vidente, foge para a terra de Judá, e ali come o teu pão, e ali profetiza. Amós 7.12” incluem uma ênfase implícita: “PARA TEU PRÓPRIO BEM”, dando a entender que, em caso contrário, uma coisa  desagradável aconteceria a ele. Ele também é tentado pelo seu conforto: E ali come o teu pão. Amazias está certo que Amós está trabalhando por dinheiro e que, portanto, deveria procurar seu ganha-pão em sua própria terra, em Judá, onde não encontraria perseguição.
   Amós tinha uma vocação divina que tinha de obedecer, uma palavra de DEUS a falar, uma obra de DEUS a executar. Foi isto que manteve o homem de DEUS firme no momento da provação: Estava ali por decreto divino.
   Com que frequência servos de DEUS são derrubados com o aparecimento de dificuldades e oposição. Ficam tristes quando deveriam se regozijar por terem a honra de sofrer por CRISTO. As Escrituras são suficientemente explícitas para que não estranhemos o fogo ardente que surge em nosso meio destinado a nos provar, por isso permaneçamos firmes em nossa FÉ.
          
      3 – FIDELIDADE À PALAVRA DE DEUS

   O terceiro aspecto importante neste retrato de Amós é que ele permaneceu fiel à palavra de DEUS. Amazias dissera: “Em Betel, daqui por diante, já não profetizarás”, e Amós responde: “Ora, pois, ouve a palavra de SENHOR” (Amós 7.16-17). Ele torna o assunto ainda mais enfático, repetindo as palavras de Amazias: “Tu dizes: Não profetizarás contra Israel... Portanto, assim diz o SENHOR...”. Amós foi fiel às suas palavras anteriores: “falou o SENHOR DEUS, quem não profetizará? Amós 3.8”. A ira do homem não pode impedir os propósitos eternos de DEUS.
   As profecias de Amós não foram bem aceitas, pois eram palavras duras de julgamento, mas ele expressavam a verdade, revelavam a imundície por detrás de toda  a prosperidade vivida naqueles dias em Israel: Corrupção, abuso de poder, abandono dos pobres, paganismo, afastamento de DEUS, ETC. Sua mensagem, como podemos ver, continua tendo grande relevância para os nossos dias.
   “Prepara-te, ó Israel, para te encontrares com o teu DEUS. Amós 4.12”. Amós estava certo de que o julgamento divino viria sobre todos, e para cada um deles. Assim, toda a nação deveria estar pronta para esse momento. Da mesma forma, não podemos desprezar o mesmo alerta bíblico ecoado em Paulo: “... importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de CRISTO, para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo. 2 Coríntios 5.10”.
   Não importa se o Amazias deste mundo dizem: “NÃO PROFETIZARÁS”, ou, nas palavras de hoje: “NÃO PREGUES A PALAVRA”. A resposta tem de ser sempre a mesma: “ASSIM DIZ O SENHOR”. O homem de DEUS sujeita-se fielmente à sua palavra, não obstante o grande desconforto e incômodo que essa mensagem possa trazer aos seus ouvintes, levando-os, até mesmo, a perseguir o mensageiro.
   Assim, os pastores devem pregar aquilo que suas ovelhas precisam ouvir, e não o que desejam ouvir “Curam superficialmente a ferida do meu povo, dizendo: Paz; quando não há paz. Jeremias 6.14”. A igreja de CRISTO deve proporcionar a mensagem pura do evangelho, sem atenuar suas cores vibrantes, ou suavizar aquilo que fere os ouvidos de nossa sociedade pós-moderna. Pecado é pecado e deve ser tratado como tal.
   Vivemos em um mundo que já não suporta a sã doutrina, mas busca insaciavelmente novidades. Há coceiras nos ouvidos. Muitos dos cultos realizados nas Igrejas hoje são apenas figuras descaracterizadas da verdadeira adoração. A pregação da palavra deixou de ser o centro desse culto; o ensino bíblico perdeu lugar as experiências carismáticas ou para festivais musicais; em lugar de DEUS, O HOMEM TORNOU-SE O FOCO PRINCIPAL DESSE TIPO DE CULTO.
   Precisamos voltar às SAGRADAS ESCRITURAS, como fez a reforma do século 16. Onde a lei de DEUS é esquecida, a criatividade humana toma lugar, criando sua própria religião.

          CONCLUSÃO

   Abuso de poder no âmbito social e as concessões ao pagamento no âmbito religioso eram os dois pecados dominantes que Amós denunciava. Chamado para ser o porta-voz de DEUS, negou-se a se calar diante das ameaças que sofreu. Foi obediente ao chamado divino, mesmo tendo uma tarefa incômoda. Foi fiel ao conteúdo de sua mensagem, apresentando-o todo.

          APLICAÇÃO

   Você está contente em participar de cerimônias religiosas ou valoriza a obediência à palavra, combatendo o mundanismo e a injustiça? Reconhece o chamado de DEUS para ser porta-voz no local em que ele o colocou? Ou deixa essas preocupações com os “PROFISSIONAIS?” 

DIÁCONO: LUIZ MARIANO SIQUEIRA
LIÇÃO Nº 07 REVISTA NOSSA FÉ
NUVEM DE TESTEMUNHO
SALGUEIRO-PERNAMBUCO 05/02/2016         

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

JÔNATAS, UM AMIGO DE VERDADE

JESUS CRISTO.




    JÔNATAS, UM AMIGO DE VERDADE

    "Sucedeu que, acabando Davi de falar com Saul, a alma de Jônatas se ligou com a de Davi, e Jônatas o amou como a sua própria alma. Saul, naquele dia, o tomou e não lhe permitiu que tornasse para casa de seu pai. Jônatas e Davi fizeram aliança; porque Jônatas o amava com a sua própria alma. Despojou-se Jônatas da capa que vestia e deu a Davi, como também a armadura, inclusive a espada, o arco e o cinto. 1 Samuel 18.1-4"

               INTRODUÇÃO

   Jônatas e Davi deixaram um grande exemplo de amizade leal, desinteressada e duradoura. O curso natural da história os levaria a serem inimigos em disputa por um mesmo trono, mas DEUS transformou suas vidas em uma grande lição  de mútuo respeito, valorização do compromisso, e amor sacrificial. Ao estudarmos sua história, procuremos aplicar seus ensinos as nossas amizades e relacionamentos.

             1 - SUA HISTÓRIA

   Jônatas era o filho mais velho de Saul com sua única esposa, e, portanto, o herdeiro natural do trono.  Nada sabemos de sua infância; quando aparece pela primeira vez já é um adulto com capacidade para comandar tropas militares. Em (ver 1 Samuel 13), lemos como incitou uma guerra entre Israel e os filisteu e atacou a guarnição deles em Gibeá "Jônatas derrotou a guarnição dos filisteus que estava em Gibeá, o que os filisteu ouviram; pelo que Saul fez tocar a trombeta por toda terra, dizendo: Ouçam isso os hebreus. Todo Israel ouviu dizer: Saul derrotou a guarnição dos filisteus, e também Israel se fez odioso aos filisteus: Então, o povo foi convocado para junto de Saul, em Gilgal. 1 Samuel 13.3-4". Esta ação ocasionou uma convocação geral e uma reunião pré-arranjada entre Saul e Samuel, em Gilgal "Quando estes sinais te sucederem, faze o que a ocasião te pedir, porque DEUS é contigo. Tu porém, descerá adiante de mim a Gilgal, e eis que eu descerei a ti, para sacrificar holocausto e para apresentar ofertas pacíficas; sete dias esperarás, até que eu venha ter contigo e te declare o que hás de fazer. 1 Samuel 10.7-8". A falha de Saul em esperar a chegada de Samuel causou uma ruptura entre o rei e o profeta e deixou Israel sem direção divina para a batalha que se aproximava "Também alguns hebreus passaram o Jordão para a terra de Gade e Gileade; e o povo que permaneceu com Saul, estando este ainda em Gigal, se encheu de temor. Esperou Saul sete dias, segundo o prazo determinado por Samuel; não vindo, porém, Samuel a Gigal, o povo se foi espalhando dali. Então, disse Saul: Trazei-me aqui o holocausto e ofertas pacíficas. E ofereceu o holocausto. Mal acabara ele de oferecer o holocausto, eis que chega Samuel; Saul lhe saiu ao encontro, para o saudar. Samuel perguntou: Que fizeste? Respondeu Saul: Vendo que o povo se ia espalhando daqui, e que tu não vinhas nos dias aprazados, e que os filisteus já se tinham ajuntado em Micmás. Eu disse comigo: Agora, descerão os filisteus contra mim a Gilgal, e ainda não obtive a benevolência do SENHOR; e, forçado pelas circunstâncias, ofereci holocaustos. então, disse Samuel a Saul: Procedestes nesciamente em não guardar o mandamento que o SENHOR, teu DEUS, te ordenou; pois teria, agora, o SENHOR confirmado o teu reino sobre Israel para sempre. Já agora não subsistirá o teu reino. O SENHOR buscou para si um homem que lhe agrada e já lhe ordenou que seja príncipe sobre o seu povo, porquanto não guardaste o que o SENHOR te ordenou. Então se levantou Samuel subiu de Gilgal a Gibeá de Benjamim. Logo, Saul contou o povo que se achava com ele, cerca de seiscentos homens. 1 Samuel 13.7-15". Nesta difícil situação, novamente foi Jônatas quem tomou a iniciativa: Acompanhado somente por seu leal escudeiro, escalou uma perigosa encosta de montanha, para surpreender um posto avançado dos filisteus. O ousado assalto do filho do rei foi tão bem-sucedido que o pânico se espalhou "Sucedeu que, um dia, disse Jônatas, filho de Saul, ao seu jovem escudeiro: Vem, passemos a guarnição dos filisteus, que está do outro lado. Porém não o fez saber ao seu pai. Saul se encontrava na extremidade de Gibeá, debaixo da romeira em Migrom; e o povo que estava com ele eram cerca de seiscentos homens. Aías, filho de Aitube, irmão de Icabode, filho de Finéias filho de Eli, sacerdote do SENHOR em Silo, trazia a estola sacerdotal. O povo não sabia que Jônatas tinha ido. entre os desfiladeiros planos quais  Jônatas procurava passar a guarnição dos filisteus, deste lado havia uma penha íngreme, e do outro, outra; uma se chamava Bozez; a outra, Sené. Uma delas erguia ao norte, defronte de Micmás; a outra, ao sul, defronte de Geba. Disse, pois, Jônatas ao seu escudeiro: Vem, passemos a guarnição destes incircuncisos; porventura, o SENHOR nos ajudará nisto, porque para o SENHOR nenhum impedimento há de livrar com muitos ou com poucos. Então, o seu escudeiro lhe disse: Faze tudo segundo o inclinar o teu coração; eis-me aqui contigo, a tua disposição  será a minha. Disse, pois, Jônatas: Eis que passaremos aqueles homens e nos daremos a conhecer a eles. Se nos disserem assim: Parai até que cheguemos a vós outros; então, ficaremos onde estamos e não subiremos a eles. Porém se disserem: Subi a nós; então, subiremos, pois o SENHOR no-los entregou nas mãos. Isto nos servirá de sinal. Dando-se, pois, ambos a conhecer a guarnição dos filisteus, disseram estes: Eis que já os hebreus estão saindo dos buracos em que se tinham escondido. Os homens da guarnição responderam Jônatas e ao seu escudeiro e disseram: Subi a nós, e nós vos daremos uma lição. Disse Jônatas ao escudeiro: Sobe atrás de mim, porque o SENHOR os entregou nas mãos de Israel. Então, trepou Jônatas de gatinhas,e o seu escudeiro, atrás; e os filisteus caíram diante de Jônatas, e o seu escudeiro os matava atrás dele. Sucedeu esta primeira derrota, em que Jônatas e o seu escudeiro mataram perto de vinte homens, em cerca de meia jeira de terra. Houve grande espanto no arraial, no campo e em todo o povo; também a mesma guarnição e os saqueadores tremeram, e até a terra se estremeceu; e tudo passou a ser um terror de DEUS. Olharam as sentinelas de Saul, em Gibeá de Benjamim, e eis que a multidão se dissolvia, correndo uns para cá, outros para lá. 1 Samuel 14.1-16", quando Saul entrou em cena os filisteus estavam tão confusos que mataram uns aos outros. "Então, Saul e todo povo que estava com ele se ajuntaram e vieram a peleja; e a espada de um era contra o outro, e houve mui grande tumulto. 1 Samuel 14.20".
   Assim, nessas primeiras aparições, Jônatas já se destacou como um herói e homem de FÉ conquistando grandes vitórias. As qualidades de Jônatas, sua FÉ e seu caráter contrastam com a falta destas virtudes em seu pai em diversas maneiras. Enquanto Saul, depois de sua rejeição final como rei (ver 1 Samuel 15), ficou louco, ao tentar obstruir o decreto divino de acordo com o qual seria substituído por um escolhido por DEUS "Já agora não subsistirá o teu reino. O SENHOR buscou para si um  homem que lhe agrada e já lhe ordenou que seja príncipe sobre o seu povo, porquanto não guardastes o que o SENHOR te ordenou. 1 Samuel 13.14", Jônatas, o segundo na linha de sucessão, espontaneamente transferiu a Davi o direito ao trono "Sucedeu que, acabando Davi de falar com Saul, a alma de Jônatas se ligou com a de Davi; e Jônatas o amou como a sua própria alma. Saul, naquele dia, o tornou e não lhe permitiu que tornasse para casa de seu pai. Jônatas e Davi fizeram aliança; porque Jônatas o amava como a sua própria alma. Despojou-se Jônatas da capa que vestia e a deu a Davi, como também a armadura, inclusive a espada, o arco e o cinto. 1 Samuel 18.1-4". Embora o texto não faça nenhuma declaração explícita, provavelmente foi a submissão a rejeição divina da casa de SAUL que causou sua falta de envolvimento diante da ameaça dos filisteus (1 Samuel 17 ), pois contrasta com suas ousadas façanhas mencionadas anteriormente em ( 1 Samuel 13 - 14 ).
   Quando foi obrigado a escolher entre o pai e Davi, Jônatas ficou ao lado do amigo, o qual reconhecia como o escolhido do SENHOR "E lhe disse: Não temas, porque a mão de Saul, meu pai, não te achará; porém tu reinarás sobre Israel, e eu serei contigo o segundo, o que também Saul, meu pai, bem sabe. 1 Samuel 23.17". Apesar disto, como um filho leal, acompanhou o pai ao monte Gilboa para uma batalha final e desastrosa contra os filisteus. Ali, juntamente com seus irmãos, perdeu a vida nas mãos dos inimigos, enquanto o rei Saul, gravemente ferido, tirou a própria existência, quando se jogou sobre sua espada. No início de 2 Samuel, Davi elogia a bravura de Saul e de Jônatas, mas reserva as palavras finais para expressar sua tristeza pela perda do companheiro, ao qual  chamava de "meu irmão", enaltecendo a qualidade altruísta do amor e da fidelidade do amigo. "Angustiado estou por ti, meu irmão Jônatas; tu era amabilíssimo para comigo! Excepcional era o teu amor, ultrapassando o amor de mulheres. 2 Samuel 1.26".

   2 - SUA AMIZADE COM DAVI

   Apesar de Jônatas ter sido habilidoso e corajoso guerreiro, ele é lembrado principalmente por causa da sua lealdade e profunda afeição por Davi, com o qual fez uma aliança.
   Tudo se inicia no capítulo 18 de 1 Samuel, após a vitória sobre o gigante Golias, quando Davi foi foi levado para a corte do rei Saul. Naquele momento, "Jônatas e Davi fizeram aliança; porque Jônatas o amava como a sua própria alma. 1 Samuel 18.3". O ato praticado por Jônatas de tirar suas insígnias, sua armadura e suas armas era um reconhecimento do valor de Davi, por quem Jônatas estava disposto a dar até mesmo o seu direito ao trono.
   Por outro lado, em virtude da exaltação popular ao grande feito de Davi, Saul sentiu ciúmes e medo, pois começou a entender que seria substituído, e passou a perseguir Davi e tratá-lo como inimigo. Ainda assim, Jônatas permaneceu fiel a sua amizade de aliança com Davi, aceitando agir como intermediário numa tentativa de reconciliar seu pai com ele, que resultou infrutífera. (Ver 1 Samuel 19.1-11).
   Em novo encontro com Jônatas, Davi idealizou um teste em que Jônatas deveria observar a reação do rei a ausência de Davi no seu banquete, e assim revelaria suas intenções. Durante esse encontro Jônatas prometeu manter Davi informado das intenções de seu pai e aproveitou a oportunidade para fazer um apelo a Davi, a quem reconhecia como futuro rei. "Se eu, então, ainda viver, porventura, não usarás para comigo de bondade do SENHOR, para que não morra. 1 Samuel 20.14". Isto é, quando Davi estivesse no poder, era de se esperar que toda a família real e todos aqueles que apoiaram o regime anterior fossem mortos. O filho do rei em plena consciência de que renunciou ao trono em favor de Davi e de que não sobreviveria a ascensão do novo rei. Posteriormente, Davi iria se lembrar do juramento a Jônatas e honrar o filho dele "Então, lhe disse Davi: Não temas, porque usarei de bondade para contigo, por amor de Jônatas, teu pai, e te restituirei todas as terras de Saul, teu pai, e tu comerás pão sempre a minha mesa. 2 Samuel 9.7" e poupá-lo da morte "Porém o rei poupou a Mefibosete, filho de Jônatas, filho de Saul, por causa do juramento ao SENHOR, que entre eles houvera, entre Davi Jônatas, filho de Saul. 2 Samuel 21.7".
   Jônatas não só percebe a raiva de Saul para com Davi, mas ele próprio se torna alvo dela, pois sua profunda ligação com Davi provoca o ressentimento de Saul, que procura matá-lo. Na manhã seguinte, em local combinado, Jônatas avisa, através de sinais combinados, que seu pai desejava matar Davi. Eles ainda se encontram por instantes, se dependem calorosamente, e se lembram do compromisso perante o SENHOR.
   Davi e Jônatas ainda se encontram brevemente e pela última vez "Vendo, pois, Davi que Saul saíra a tirar-lhe a vida, deteve-se no deserto de Zife, em horesa. Então, se levantou Jônatas, filho de Saul, e foi para Davi, a Horesa, e lhe fortaleceu a confiança em DEUS, e lhe disse: Não temas, porque a mão de Saul, meu pai, não te achará; porém tu reinarás sobre Israel, e eu serei  contigo o segundo, o que também Saul, meu pai, bem sabe. E ambos fizeram aliança perante o SENHOR. Davi ficou em Horesa, e Jônatas voltou para sua casa. 1 Samuel 23.15-18". Neste encontro Jônatas lhe fortalece a confiança em DEUS afirmando que era vã a esperança que seu pai tinha de se livrar de Davi e de restaurar sua dinastia. A mão de Saul não seria vitoriosa, pois DEUS tinha outro plano, o que o próprio Saul já sabia.

   3 - SUAS LIÇÕES

   A lição que Jônatas nos ensina é a de que é possível existir uma grande amizade que transcendem a ambição pessoal e as circunstâncias familiares.
   A amizade verdadeira entre duas pessoas, como a que havia entre Davi e Jônatas, propicia um modelo bastante notável de fraternidade cristã.
  Jônatas jurou lealdade a Davi a qualquer preço, abrindo mão até mesmo do seu direito ao trono afim que Davi pudesse ter a primazia.
  Jônatas podia ser o filho do rei, mas vê o Espírito de DEUS em Davi e nisto está o seu interesse, mais do que a própria ambição pessoal, o que se constitui num grande contraste com seu pai.
   Nesta verdadeira amizade encontramos paralelos entre Davi e JESUS. Primeiramente observamos que as atitudes de Jônatas nos fazem lembrar de João Batista, quando lhe informaram que JESUS estava batizando. Ele, humildemente, resumiu sua resposta em uma frase: "Convém que ele cresça e que eu diminua. João 3.30". Assim também, Jônatas está preparado para renunciar seus direitos pelo bem daquele que DEUS ungiu como futuro rei de Israel. Estamos também pronto a fazer isto por nossos amigos? "Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo. Filipenses 2.3"; "Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros. Romanos 12.10"; "Ninguém tem maior amor do que este: De dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos. João 15.13".
   Outro paralelo é visto no fato de que Jônatas abre mão do seu reinado ao constatar que o SENHOR escolhera Davi, e assim dedica seu amor e lealdade a ele como rei. Assim também JESUS exige nosso amor, respeito e obediência, pois ele é o ungido de DEUS para reinar. Deste modo, quando enfrentamos a escolha entre nossa ambição pessoal e seguir a JESUS CRISTO, qual é a nossa resposta? Para que CRISTO reine em nossa vida, é preciso destronar o "EU" dos nossos corações com os nossos próprios desejos e propósitos.
   Lealdade, amor e "FÉ" no mesmo DEUS são as características que permeiam a amizade entre Jônatas e Davi, e que deveriam ser características de todas as verdadeiras amizades.

    CONCLUSÃO

   Em Jônatas temos a história de uma amizade que transcende a ambição pessoal, as diferenças familiares e até mesmo as circunstâncias de  guerra. É una amizade baseada no relacionamento da vontade de DEUS para seu povo, expressa por intermédio de um homem, Davi. É uma amizade que dura porque as partes deste relacionamento estão compromissadas, não importando suas próprias necessidades e desejos. É uma amizade que pode servir de modelo, não apenas para nossa amizades, mas para o nosso compromisso com JESUS CRISTO, aquele que é o verdadeiro e eterno Rei, não apenas de Israel, mas do mundo inteiro.

   APLICAÇÃO

   Avalie as suas amizades. Pergunte a você mesmo se elas estão baseadas no amor verdadeiro, na lealdade, na confiança, e na mesma "FÉ" do SENHOR JESUS, e se há disposição em se fazer sacrifícios. Lembre-se: A única forma de se ter um grande amigo é ser um grande amigo.     

 DIÁCONO - LUIZ MARIANO SIQUEIRA
LIÇÃO Nº 6 DA REVISTA NOSSA FÉ
NUVEM DE TESTEMUNHAS
SALGUEIRO-PERNAMBUCO 22/01/2016           

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

OS TRÊS OFÍCIO DE SAMUEL

JESUS CRISTO.






                        OS TRÊS OFÍCIO DE SAMUEL


   "Crescia Samuel, e o SENHOR era com ele, e nenhuma de todas as suas palavras deixou cair em terra. Todo o Israel, desde Dã até Berseba, conheceu que Samuel estava confirmado como profeta do SENHOR. Continuou o SENHOR e aparecer em Silo, enquanto por sua palavra o SENHOR se manifestava ali a Samuel. 1 Samuel 3.19-21"



   INTRODUÇÃO


 Quantos de nós, crentes, temos a consciência de que somos o atual povo de DEUS? Certamente você vai dizer que tem esta consciência, assim como outros milhares de irmãos diriam, contudo, como temos vivido? Nossa vida pode ser comparada com a do povo de DEUS no Antigo e Novo Testamento? No estudo de hoje vamos ver Samuel cumprindo três ofícios e o exercício dos mesmos no decorrer da história chegando até nós.



   1 - O PROFETA SAMUEL



   É bem conhecido o relato da chamada de Samuel quando ele era ainda um jovenzinho "O jovem Samuel servia ao SENHOR, perante Eli. Naqueles dias, a PALAVRA do SENHOR era mui rara; as visões não eram frequentes. Certo dia, estando deitado no lugar costumado ao sacerdote Eli, cujos olhos já começavam a escurecer-se, a ponto de não pode ver, e tendo-se deitado também Samuel, no templo do SENHOR, em que estava a arca, antes que a lâmpada se apagasse, o SENHOR chamou o menino: Samuel, Samuel! Este respondeu: Eis-me aqui! Correu a Eli e disse: Eis me aqui, pois tu me chamaste. Mas ele disse: Não te chamei: Torna a deitar-te. Ele se foi e se deitou. Tornou o SENHOR a chamar: Samuel: Samuel! Este se levantou, foi a Eli e disse: Eis-me aqui, pois tu me chamaste. Mas ele disse: Não te chamei, meu filho, torna a deitar-te. Porém Samuel ainda não conhecia o SENHOR, e ainda não lhe tinha sido manifestado a PALAVRA do SENHOR. O SENHOR, pois, tornou a chamar a Samuel, terceira vez, e ele levantou, e foi a Eli, e disse: Eis-me aqui, pois tu me chamaste. Então, entendeu Eli que era o SENHOR quem chamava o jovem. Por isso, Eli disse a Samuel: Vai deitar-te; se alguém te chamar, dirás: Fala SENHOR, porque o teu servo ouve. E foi Samuel para o seu lugar e se deitou. Então, veio o SENHOR, e ali esteve, e chamou como das outras vezes: Samuel, Samuel! Este respondeu: Fala SENHOR, porque o teu servo ouve. Disse o SENHOR a Samuel: Eis que vou fazer uma coisa em Israel, a qual todo o que a ouvir lhe tinirão ambos os ouvidos. Naquele dia, suscitarei contra Eli tudo quanto tenho falado com respeito a sua casa; começarei e o cumprirei. Porque já lhe disse que julgarei a sua casa para sempre, pela iniquidade que ele bem conhecia, porque seus filhos se fizeram execráveis, e ele os não repreendeu. Portanto, jurei a casa de Eli que nunca lhe será expiada a iniquidade, nem com sacrifício, nem com oferta de manjares. 1 Samuel 3.1-14". Eli reconheceu que se tratava da voz do SENHOR e que era seu intento. Como consequência "Todo Israel... Conheceu que Samuel estava confirmado como profeta do SENHOR. 1 Samuel 3.20". Não havia nenhuma dúvida de que Samuel era um profeta no sentido de ser o porta-voz de DEUS. Foi reconhecido como "SERVO" de DEUS, por meio de quem o SENHOR falou com seu povo individualmente "Porém ele lhe disse: Nesta cidade há um homem de DEUS, e é muito estimado; tudo quanto ele diz sucede; vamos-nos, agora, lá; mostrar-nos-à, porventura, o caminho que devemos seguir. 1 Samuel 9.6".
   E como nação "Sucedeu que, desde aquele dia, a arca ficou em Quiriate-Jearim, e tantos dias se passaram, que chegaram a vinte anos; e toda a casa de israel dirigia lamentações ao SENHOR. Falou Samuel a toda casa de Israel, dizendo: Se é de toda a casa de Israel, dizendo: Se é de todo o povo o vosso coração que voltais ao SENHOR, tirai dentre vós os deuses estranhos e os astarotes, e preparai o vosso coração ao SENHOR, e servi a ele só, e ele vos livrará das mãos dos filisteus. Então, os filhos de Israel tiraram dentre si os baalins e os astarotes e serviram só ao SENHOR. 1 Samuel 4 2-4". Os israelitas pedem um rei: "Tendo Samuel envelhecido, constituiu seus filhos por juízes sobre Israel. O primogênito chamava-se Joel, e o segundo, Abias; e foram juízes em Berseba. Porém seus filhos não andaram pelos caminhos dele; antes, se inclinaram a avareza, e aceitaram subornos, e perverteram o direito. Então, os anciões todos de Israel se congregaram, e vieram a Samuel, a Ramá, e lhe disseram: Vê, já estás velho, e teus filhos não andam pelos teus caminhos; constitui-nos, pois agora, um rei sobre nós, para que nos governe, como o têm todas as nações. Porém estas palavras não agradou a Samuel, quando disseram: Dá-nos um rei, para que nos governe. Então, Samuel orou ao SENHOR. Disse o SENHOR a Samuel: Atende a voz do povo em tudo quanto te diz, pois não te rejeitou a ti, mas a mim, para eu não reinar sobre ele. Segundo todas as obras que fez desde o dia em que o tirei do Egito até hoje, pois a mim me deixou, e a outro deuses serviu, assim também o faz a ti. Agora, pois, atende a sua voz, porém adverte-o solenemente e explica-lhe qual será o direito do rei que houver de reinar sobre ele. Referiu Samuel todas as palavras do SENHOR ao povo, que lhe pedia um rei, e disse: Este será o direito do rei que houver de reinar sobre vós: Ele tomará os vossos filhos e os empregará no serviço dos seus carros e como seus cavaleiros, para que corram adiante deles; e os porá uns por capitães de mil e capitães de cinquenta; outros para lavrarem os seus campos e ceifaram as suas messes; e outros para fabricarem suas armas de guerra e o aparelhamento de seus carros. Tomará as vossas filhas para perfumistas, cozinheiras e padeiras. Tomará o melhor das vossas lavouras, e das vossas vinhas, e dos vossos olivais e o dará aos seus servidores. Também tomará os vossos servos, e as vossas servas, e os vossos melhores jovens, e os vossos jumentos e os empregará no seu trabalho. Dizimará o vosso rebanho, e vós lhe sereis por servos. Então, naquele dia, clamareis por causa do vosso rei que houverdes escolhido; mas o SENHOR não vos ouvirá naquele dia. Porém o povo não atendeu a voz de Samuel e disse: Não! Mas tememos um rei sobre nós. Para que sejamos também como todas as nações; o nosso rei poderá governar-nos, sair adiante de nós e fazer as nossas guerras. Ouvindo, pois, Samuel todas as palavras do povo, as repetiu perante o SENHOR. Então, o SENHOR disse a Samuel: Atende a sua voz e estabelece-lhe um rei. Samuel disse aos filhos de Israel: Volte cada um para sua cidade. 1 Samuel 8.1.22". Samuel estava, portanto, seguindo Moisés, um membro proeminente da ordem profética e do ofício que DEUS estabelecera.
   Como profeta, Samuel combateu os pecados do sacerdócio e suas consequências; proclamou o arrependimento e a volta ao SENHOR, intercedeu em favor de Israel; revelou quem era o escolhido para ser o rei prometido e, uma vez anunciada a eleição, o ungiu.
     O mesmo ofício profético foi exercido por JESUS que revelou o Pai e a verdade celestial. O ministério profético de JESUS foi semelhante ao de outros profetas no fato de ter sido enviado por DEUS, mas com uma diferença significativa: JESUS, pela comunhão da Trindade, conhecia o Pai como nenhum outro.
   Atualmente seu ministério é continuado e completado pelo Espírito Santo, que ensina todas as coisas aos seus discípulos e os faz lembrar de tudo o que JESUS lhes havia dito "Mas o consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em seu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito. João 14.26". Em um sentido muito real, portanto, JESUS continua sua obra profética por meio do Espírito Santo.
   Em razão disto, podemos declarar que todo crente é um profeta, no sentido de que prega a Palavra de DEUS. Na Igreja do Novo Testamento, todavia, parece ter havido um grupo especialmente chamado pelo nome de 'PROFETAS', separados para o ministério da profecia. São mencionados imediatamente depois dos apóstolos, nas listas de ministérios cristãos "A uns estabeleceu DEUS na Igreja, primeiramente, apóstolos; em segundo lugar profetas; em terceiro lugar, mestres; depois, operadores de milagres; depois, dons de curar, socorros, governos, variedades de dons. Porventura, são todos apóstolos? Ou, todos profetas? São todos mestres? Ou, operadores de milagres? 1 Coríntios 12.28-29"; "Ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres. Efésios 4.11", e são associados com os mestres, na Igreja de Antioquia "Pois, agora, eis aí está sobre ti a mão do SENHOR, e ficarás cego, não vendo o sol por algum tempo. No mesmo instante, caiu ele névoa e escuridade, e, andando a roda, procurava quem o guiasse pela mão. Atos 13.11". Assim, todos os crentes têm o dever de pregar a palavra, todavia DEUS levanta pastores para se afadigarem no estudo e prover alimento para o rebanho do SENHOR.
   Cabe ressaltar que os profetas do Novo Testamento não eram uma fonte de novas verdades apresentadas a Igreja, mais fiéis expositores da verdade revelada. Não deveriam ser criadores de doutrinas, mas, antes, deveriam ser zelosos pela verdade uma vez por todas entregue aos santos.

                   2 - O JUIZ SAMUEL

    Samuel foi um Juiz fiel que viveu a teocracia, deu forma a vida política de Israel, unificou as tribos e obteve vitória contra os filisteus "Assim, os filisteus foram abatidos e nunca mais vieram ao território de Israel, porquanto foi a mão do SENHOR contra eles todos os dias de Samuel. As cidades que os filisteus haviam tomado a Israel foram-lhe restituídas, desde Ecrom até Gate; e até os territórios delas arrebatou Israel das mãos dos filisteus. E houve paz entre Israel e os amorreus. E julgou Samuel todos os dias de sua vida a Israel. De ano em ano, fazia uma volta, passando por Betel, Gilgal e Mispa; e julgava a Israel em todos esses lugares. Porém voltava a Ramá, porque sua casa estava ali, onde julgava a Israel e onde edificou um altar ao SENHOR. 1 Samuel 7.13-17". A função de Juiz era a de governador político e religioso. Como líder político, preservava a unidade das tribos e tratava das questões legais que estavam acima da esfera dos líderes locais. Como líder militar, "LIVRAVA" Israel dos inimigos. Durante o ministério de Samuel, o SENHOR concedeu a Israel em período de descanso.
   O centro da sua liderança foi o seu local de nascimento, Ramá  "Porém voltava a Ramá, porque sua casa estava ali, onde julgava a Israel e onde edificou um altar ao SENHOR. 1 Samuel 7.13-17" de onde viajava e fazia um circuito por várias cidades. Pouco se sabe sobre a sua vida doméstica, exceto que seus dois filhos 'Joel e Abias eram homens ímpios. O fracasso dos dois deu ocasião a que os líderes do povo decidissem por um novo rumo na vida de Israel. Em vez de depender de DEUS, o povo queria o modelo das nações vizinhas a monarquia "Tendo Samuel envelhecido, constituiu seus filhos por juízes sobre Israel. O primogênito chamava-se Joel, e o segundo, Abias; e foram juízes em Berseba. Porém seus filhos não andaram pelos caminhos dele; antes, se inclinaram a avareza, e aceitaram subornos, e perverteram o direito. 1 Sm 8.1-3". O fracasso dos dois deu ocasião a que os líderes do povo decidissem por um novo rumo na vida de Israel. Em vez de depender de DEUS, o povo queria o modelo das nações vizinhas - a monarquia. DEUS viu a rejeição do povo "Disse o SENHOR a Samuel: Atende a voz do povo em tudo quanto te diz, pois não te rejeitou a ti, mas a mim, para eu não reinar sobre ele 1 Sm 8.7", advertiu-o sobre os custos que o povo teria "e disse: Este será o direito do rei que houver de reinar sobre vós: Ele tomará os vossos filhos e os empregará no serviço dos seus carros e como seus cavaleiros, para que corram adiante deles; e os porá uns por capitães de mil e capitães de cinquenta; outros para lavrarem os seus campos e ceifaram as suas messes; e outros para fabricarem suas armas de guerra e o aparelhamento de seus carros. Tomará as vossas filhas para perfumistas, cozinheiras e padeiras. Tomará o melhor das vossas lavouras, e das vossas vinhas, e dos vossos olivais e o dará aos seus servidores. Também tomará os vossos servos, e as vossas servas, e os vossos melhores jovens, e os vossos jumentos e os empregará no seu trabalho. Dizimará o vosso rebanho, e vós lhe sereis por servos. Então, naquele dia, clamareis por causa do vosso rei que houverdes escolhido; mas o SENHOR não vos ouvirá naquele dia 1 Sm 8.11-18" e, diante da insistência do povo, permitiu "Porém o povo não atendeu a voz de Samuel e disse: Não! Mas tememos um rei sobre nós. Para que sejamos também como todas as nações; o nosso rei poderá governar-nos, sair adiante de nós e fazer as nossas guerras. Ouvindo, pois, Samuel todas as palavras do povo, as repetiu perante o SENHOR. Então, o SENHOR disse a Samuel: Atende a sua voz e estabelece-lhe um rei. Samuel disse aos filhos de Israel: Volte cada um para sua cidade 1 Sm 8.19-22".
   O profeta submeteu-se a vontade de DEUS, ciente de que o novo rumo seria perigoso para Israel. A providência divina trouxe Saul a vida de Samuel. Apoiado por DEUS, Samuel secretamente ungiu Saul como rei de Israel. DEUS selou  a questão quando Saul demonstrou seu valor na batalha, ao ser bem sucedido na luta contra os filisteu. Sua ambição pessoal, no entanto, contrastava com o serviço abnegado prestado por Samuel e no final levou-o completamente para longe da vontade de DEUS. O SENHOR queria a obediência do rei, enquanto Saul tentava agradar a DEUS com ofertas.
   O ofício de Juiz dizia respeito a nação de governar uma nação, o mesmo que um rei. Em sentido mais amplo, JESUS CRISTO é o Juiz Supremo, é o Rei dos Reis, que governa sobre todo o universo e que julgará os vivos e os mortos "Porquanto estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça, por meio de um varão que destinou a acreditou adiante de todos, ressuscitando-o dentre os mortos. Atos 17.31".
   A Bíblia declara que os santos, em seu estado glorificado, tomarão parte na obra de julgamento "Ou não sabeis que os santos hão de julgar o mundo? Ora, se o mundo deverá ser julgado por vós, sois, acaso, indignos de julgar as coisas mínimas? Não sabeis que havemos de julgar os próprios anjos? Quanto mais as coisas desta vida. 1 Coríntios 6.2-3" por ocasião da vinda do SENHOR JESUS CRISTO. Semelhantemente, o livro de Apocalipse fala sobre a terra. "E entoavam novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro e de abrir-lhe os selos, porque foste morto e com o teu sangue compraste para DEUS os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação, e para o nosso DEUS os constituíste reino e sacerdotes; e reinarão sobre a terra. Ap 5.9-19; "Bem aventurado e santo é aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre esses a segunda morte não tem autoridade; pelo contrário, serão sacerdote de DEUS e de CRISTO e reinarão com ele os mil anos Apocalipse 20.6; "Então, já não haverá noite, nem precisam eles de luz de candeia, nem da luz do sol, porque o SENHOR DEUS brilhará sobre eles, e reinarão pelos séculos dos séculos Apocalipse 22.5".

             3 - O SACERDOTE SAMUEL

   O ofício sacerdotal estava presente desde que Moisés o estabeleceu sob direta instrução de DEUS ver: "Êx 29.1; Lv 9.1-22". Eli era o sacerdote quando Samuel, ainda muito jovem, começou seu serviço no tabernáculo em Silo. Mesmo ao lado dos filhos de Eli, cujo o comportamento ímpio era bem conhecido, permaneceu firme em seu amor pelo SENHOR. Depois da morte de Eli o ofício ficou vago, porque seus filhos foram rejeitados por DEUS como sacerdotes e foram mortos em batalhas contra os filisteus. Samuel, então, preencheu o vazio, embora não fosse descendentes de Arão. Constituiu um altar em Ramá, onde ofereceu sacrifício em favor de Israel e intercedeu pelo povo. Samuel também preparou um livro com leis para o reinado. 
   As facetas múltiplas de seu ministério foram mostradas juntos na narrativa da assembléia  de Mispa ver "1 Sm 7". Samuel convocou os israelitas e exortou-os ao arrependimento (Como Profeta), orou por eles e ofereceu um sacrifício em seu favor (Como Sacerdote), pelo que DEUS os ajudou no ataque contra os filisteus (Como Juiz). A vitória foi celebrada com a colocação de uma pedra memorial em Mispa, que chamou "Ebenézer" ("Pedra de Ajuda").
   No final de seu ministério público, fez uma revisão do passado de Israel, exortou os israelitas a aprender com a história e ameaçou-os com trovões e chuvas ver: "1 Sm 12". Ao ouvir suas declarações proféticas e ver a devastação causada pela tempestade, o povo pediu novamente a Samuel que orasse por eles. Ele concordou, mas advertiu-os sobre o juízo eminente de DEUS: "Tão somente, pois, temei ao SENHOR, e servi-o fielmente de todo o vosso coração; pois vede quão grandiosas coisas vos fez. Se, porém, perseverardes em fazer o mal, perecereis, tanto vós como o vosso rei. 1 Samuel 12.24-25".
   Deste modo, o ofício sacerdotal se constituiu na intermediação do povo perante DEUS com orações e a oferta de sacrifícios. Samuel representava o povo quando era necessário falar com DEUS, prestar-lhe culto ou suplicar-lhe seu perdão.
   JESUS foi constituído nosso sumo-sacerdote, segundo a ordem  Melquisedeque, um sacerdote superior a todos os anteriores terrenos. (veja Hebreus 7.23-8.26).
   Assim também, a partir da Reforma protestante, Lutero esboçou a verdade bíblica de que todo cristão é um sacerdote  "Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de DEUS, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz. 1 Pedro 2.9"; "E nos constituiu reino, sacerdotes para o seu DEUS e PAI, a ele a glória e o domínio pelos séculos dos séculos. Amém Apocalipse 1.6". Isto significa que cada um de nós, cristãos, pode ir perante DEUS e interceder pelo outro. Deste modo, a Igreja é uma comunidade de intercessores, um sacerdócio de irmãos que se amparam.

               CONCLUSÃO

   DEUS levantou Samuel num período de crise na história de Israel para servir como profeta, juiz e sacerdote de seu povo. Em CRISTO vemos estas funções sendo superiormente realizadas sobre todo o povo de DEUS em todos os tempos e lugares. Na igreja, vemos a atuação de CRISTO por meio do Espírito Santo conferindo autoridade de sua obra neste mundo. Assim, como parte de sua igreja, devemos ser gratos a DEUS e trabalhar com dedicação e zelo na obra do SENHOR.

              APLICAÇÃO

   Se você descobriu hoje ter tão grandes privilégios divinamente conferidos, assim como foram a Samuel, deveria, portanto, se empenhar na pregação da Palavra, na admoestação contra o pecado, na apresentação das boas-novas e na oração pelos salvos, aguardando o dia bendito em que nosso rei voltará.

DIÁCONO: LUIZ MARIANO SIQUEIRA
LIÇÃO Nº 5 REVISTA NOSSA FÉ
NUVEM DE TESTEMUNHAS
SALGUEIRO-PERNAMBUCO 29/12/2015