JESUS CRISTO VOLTARÁ.

POR MAIS LONGA E ESCURA E TENEBROSA A NOITE, NÃO TE DESESPERE O SOL VOLTARÁ A BRILHAR. POR MAIS DIFÍCIL A BATALHA NÃO TE DESESPERE JESUS CRISTO QUER TE DAR A VITÓRIA, SE ATENTAMENTE OUVIRES A VOZ DO SENHOR TEU DEUS E OBEDECER, O SENHOR TEU DEUS TE EXALTARÁ SOBRE TODAS AS NAÇÕES, ESTÁ DIFÍCIL VENCER A BATALHA, NÃO TEMAS SEJA OBEDIENTE A DEUS E A VITÓRIA É SUA. MAIS, NÃO ESQUEÇA JESUS CRISTO ESTÁ VOLTANDO ESTÁ PRONTO PARA SUA VOLTA. OS SINAIS ESTÃO SE CUMPRINDO, NÃO SEJA PEGO NU, PORQUE NÃO SERÁS ARREBATADO. A QUEM ESTÁ SEGUINDO, O MUNDO OU A JESUS CRISTO.

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

UM HOMEM BOM, CHEIO DO ESPÍRITO SANTO E DE FÉ

JESUS CRISTO.


UM HOMEM BOM, CHEIO DO ESPÍRITO SANTO E DE FÉ

   "Então, os que foram dispersos por causa da tribulação que sobreveio a Estevão se espalharam até a Fenícia, Chipre e Antioquia, não anunciando a ninguém a palavra, senão somente aos judeus. Alguns deles, porém, que eram de Chipre e de Cirene e que foram até a Antioquia, falavam também aos gregos, anunciando-lhes o evangelho do SENHOR JESUS. A mão do SENHOR estava com eles, e muitos, crendo, se converteram ao SENHOR. A notícia a respeito deles chegou aos ouvidos da igreja que estava em Jerusalém; e enviaram Barnabé até Antioquia. Tendo ele chegado e, vendo a graça de DEUS, alegrou-se e exortava a todos a que, com firmeza de coração, permanecessem no SENHOR. Porque era homem bom, cheio do ESPÍRITO SANTO e de FÉ. E muita gente se uniu ao SENHOR. E partiu Barnabé para Tarso à procura de Saulo; tendo-o encontrado, levou-o para Antioquia. E, por todo um ano, se reuniram naquela igreja e ensinaram numerosa multidão. Em Antioquia, foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos. Atos 11.19-26".

          INTRODUÇÃO

   Barnabé foi companheiro de Paulo na sua 1º viagem missionária e fez, com João Marcos, uma outra viagem evangelística. Depois, sai de cena narrada por Lucas, cujo interesse se concentra especialmente no ministério de Paulo. Em Atos, Lucas se refere a Barnabé como um dos que venderam propriedades para entregar o valor aos apóstolos, visando a distribuição entre os crentes pobres "José, a quem os apóstolos deram o sobrenome de Barnabé, que quer dizer filho da exortação, levita, natural de Chipre, como tivesse um campo, vendendo-o, trouxe o preço e o depositou aos pés dos apóstolos. Atos 4.36-37". Menciona também que era judeu, natural de Chipre, que seu nome original era José, mas foi chamado pelos apóstolos de Barnabé ("filho de consolação"). Barnabé deixou-nos o exemplo de que é ser um homem bom, cheio do ESPÍRITO SANTO e de FÉ. Seu comportamento, nas referências que lhe são feitas no livro de Atos, justifica totalmente essa qualificação.

          1 - ERA DESPRENDIDO E CARIDOSO
                              (ATOS 4.36-37)

   Barnabé vendeu um campo que possuía e "trouxe o preço e o depositou aos pés dos apóstolos". Isto foi feito para que o valor fosse distribuídos aos que tinham necessidade, visto que "ninguém considerava exclusivamente sua nem uma das coisas que possuía" e "tudo lhes era comum. Atos 4.32". Deste modo, "nenhum necessitado havia entre eles. Atos 4.34".
   Essa é a primeira referência bíblica a Barnabé. Ele estava perfeitamente sintonizado com o Espírito de comunhão que havia entre os crentes nos primeiros dias da Igreja. Embora a prática seja atribuída a todos, Barnabé e o casal Ananias e Safira são os únicos cujos os nomes são mencionados neste contexto de venda e doação de bens. O de Barnabé, para apresentar a figura de um homem que o autor mais a frente o chamaria de bom, cheio do ESPÍRITO SANTO e de FÉ. Os de Ananias e Safira, para ensinar que não se engana a DEUS, que conhece os desígnios do nosso coração.
   Em nenhum lugar na Bíblia lemos que, para sermos bons, cheio do ESPÍRITO SANTO e de FÉ, temos de dar todos os nossos bens aos pobres. JESUS testou o jovem rico com esse mandamento, mas para provar que aquele jovem não amava a DEUS e o próximo como afirmava, e que, portanto, não cumpria os mandamentos, como supunha "Disse-lhe JESUS: Se queres ser perfeito, vai, vende os teus bens, dá aos pobres e terás um tesouro no céu, depois vem e segue-me. Mateus 19.21". A Bíblia manda amar o próximo, principalmente aos da FÉ "... enquanto tivermos oportunidade, façamos o bem a todos, mas principalmente aos da FÉ. Gálatas 6.10". É a prova da nossa bondade, de nosso enchimento do ESPÍRITO  e da FÉ. Não o amor de palavras apenas, mas o de ação, como o de Barnabé. É o que Tiago nos ensina "Se um irmão ou uma irmã estiverem carecidos de roupa e necessitados de alimento cotidiano, e qualquer dentre vós lhes disser: Ide em paz, aquecei-vos e fartai-vos, sem, contudo, lhes dar o necessário para o corpo, qual é o proveito disso? Assim, também a FÉ, se não tiver obras, por si só está morta. Tiago 2.15-17". E Paulo diz que "ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me aproveitará 1 Coríntios 13.3".
   Como você demonstra seu amor pelos irmãos? Você está disposto a abrir mão dos próprios recursos para ajudar necessitados? Barnabé fez isso. Não sabemos se era o seu único patrimônio. Poderia não ser, mas de qualquer modo estava no grupo dos que não consideravam exclusivamente sua nenhuma das coisas que possuíam. Porque era homem bom, cheio do ESPÍRITO SANTO e de FÉ. 

          2 - ESTAVA PRONTO A CONFIAR NAS PESSOAS E A DAR-LHES UMA SEGUNDA OPORTUNIDADE
                                 ( ATOS 9.26-27)

 A. DEU A PAULO UM VOTO DE CONFIANÇA. 
   Quando Paulo chegou em Jerusalém, depois da sua experiência no caminho de Damasco, procurou juntar-se com os discípulos; todos porém, o temiam, não acreditando que ele fosse discípulo. Mas Barnabé, tomando-o consigo, levou-o aos apóstolos "Tendo chegado a Jerusalém, procurou juntar-se com os discípulos; todos, porém, o temiam, não acreditando que ele fosse discípulo. Mas Barnabé, tomando-o consigo, levou-o aos apóstolos; e contou-lhes como ele vira o SENHOR no caminho, e que este lhe falara, e como em Damasco pregara ousadamente em nome de JESUS. Atos 9.26-27".
   Quando todos  desconfiavam de Paulo e da veracidade de sua transformação, foi Barnabé quem lhe deu um voto de confiança. Acreditou nele e na sua palavra e por ele intercedeu junto aos apóstolos. A persuasão do ESPÍRITO, do qual estava cheio, convenceu-o de que o testemunho de Paulo era digno de crédito. Sua bondade levou-o a aproximar-se de Paulo, quando todos o evitavam. Sua FÉ levou-o a agir, para que ele fosse aceito no círculo dos apóstolos, de forma que "estava com eles em Jerusalém, entrando e saindo, pregando ousadamente em nome do SENHOR. Atos 9.28".
   Qual é o Paulo, famoso ou desconhecido, a quem você recebeu na Igreja como um irmão num momento de desconfiança e incerteza, a quem você demonstrou compreensão e amor, em cuja palavra você acreditou? Paulo precisava de um homem bom, cheio do ESPÍRITO SANTO e de FÉ que acreditasse nele. E esse homem estava lá.
B. DEU A JOÃO MARCOS UM VOTO DE CONFIANÇA.
   Barnabé confiou em João Marcos quando Paulo não o queria mais como companhia por ele ter abandonado a 1º viagem missionária. Quando se preparavam para a 2º viagem, Barnabé quis levar João Marcos, que era seu sobrinho, novamente com eles. Mas Paulo se opôs à ideia, e o texto nos diz que "houve entre eles tal desavença, que vieram a separar-se. Então, Barnabé, levando consigo a Marcos, navegou para Chipre. Mas Paulo, tendo escolhido a Silas, partiu encomendado pelos irmãos à graça do SENHOR. Atos 15.36-41".
   É compreensível atitude de Paulo. É difícil confiar em quem já nos decepcionou uma vez. Mas lá estava em homem bom, cheio do ESPÍRITO SANTO e de FÉ, para dar a João Marcos uma segunda oportunidade. DEUS ainda poderia fazer uma grande obra nele e por ele. E a história provou que Barnabé estava certo. Cerca de onze anos mais tarde, ao escrever aos colossenses e Filemom "Saúda-vos Aristarco, prisioneiro comigo, e Marcos, primo de Barnabé (sobre quem recebestes instruções; se ele for ter convosco, acolhei-o. Colossenses 4.10". "Saúdam-te Eprafas, prisioneiro comigo, em CRISTO JESUS, Marcos, Aristarco, Demas e lucas, meus cooperadores. Filemom 23-24". Paulo se refere a João Marcos como um dos seus cooperadores na prisão, e na segunda carta a Timóteo, já no final da sua vida, ele dá este testemunho: "Somente Lucas está comigo. Toma contigo Marcos e traze-o, pois me é útil para o ministério". Era a prova de que Barnabé estava certo.
   Quem é o seu João Marcos? A quantos você já demostrou amor, compreensão e disposição para ajudar a recuperar-se? Um homem BOM, cheio do ESPÍRITO SANTO e de FÉ tem paciência para ajudar os mais fracos.

   3 - TINHA PRAZER NA OBRA E VISÃO DA SUA NECESSIDADE
                               (Atos 11.19-26)

   Quando o evangelho chegou a Antioquia e muitos se converteram. Barnabé foi o homem escolhido pela Igreja de Jerusalém para ir cuidar daquele rebanho "Então, os que foram dispersos por causa da tribulação que sobreveio a Estêvão se espalharam até Fenícia, Chipre e Antioquia, não anunciando a ninguém a palavra, senão somente aos judeus. Alguns deles, porém, que eram de Chipre e de Cirene e que foram até Antioquia, falavam também aos gregos, anunciando-lhes o evangelho do SENHOR JESUS. A mão do SENHOR  estava sobre eles, e muitos, crendo, se converteram ao SENHOR. A notícia a respeito deles chegou aos ouvidos da Igreja que estava em Jerusalém; e enviaram Barnabé até Antioquia. Atos 11.19-22". Lá chegando, alegrou-se com a graça de DEUS e com o progresso do evangelho. Só um homem bom, cheio do ESPÍRITO SANTO e de FÉ poderia alegrar-se com a conversão dos gentios, naquele contexto do judaísmo, em que ele poderia se valer de seus supostos privilégios judaicos. Trabalhar na primeira Igreja do mundo gentílico, naquele difícil momento da convivência entre judeus e gentios numa mesma comunidade, não era tarefa fácil. Nos planos de DEUS, porém, essa era a Igreja que logo se transformaria na base de expansão do Cristianismo no mundo da época. Um judeu que se alegrasse com a conversão dos gentios, sem dúvida, a pessoa certa para aquela Igreja.
   Mas Barnabé era também um homem de visão. Percebeu que o trabalho não era para um homem só. Sabia que Paulo reunia as condições ideais para esse tipo de trabalho, pois era judeu, mas podia igualar-se aos gregos em conhecimentos, ao mesmo tempo que se excedia em zelo e amor pelos seus compatriotas. Barnabé não parou para pensar que poderia ser sobrepujado e ofuscado pela mente arguta e bem treinada do vigoroso Saulo de Tarso. O interesse em jogo não era o seu, mas o de CRISTO. Foi buscar a Paulo para que o ajudasse, aquele que logo passaria para alinha de frente, deixando-o em segundo plano "E partiu Barnabé para Tarso à procura de Saulo; tendo-o encontrado, levou-o para Antioquia. E, por todo ano, se reuniram naquela Igreja e ensinaram numerosa multidão. Em Antioquia, foram os discípulos, pela primeira vez, chamando cristãos. Atos 11.25-26". Barnabé estava interessado na realização da obra, não na promoção do seu nome. Estaria contente à sombra de Paulo, desde que a obra fosse bem feita.
   Só um homem bom cheio do ESPÍRITO SANTO e de FÉ tem a humildade para reconhecer que precisa de ajuda e, se for necessário, colocar-se em segundo plano. Mas na providência sábia e soberana de DEUS não haveria um Paulo se não houvesse um Barnabé.
   Qual é a sua visão da obra de DEUS? Para qual lugar nessa obra ele tem chamado? Qual é a sua aspiração? Numa orquestra, todos os instrumentos são necessários e importantes. Há os que se destacam mais e são mais vistos ou ouvidos. Há os que parecem até desnecessário, mas, certamente são uteis. Onde o SENHOR o colocou?

          CONCLUSÃO

   A Igreja tem sofrido muitas vezes por falta de desprendimento, de amor aos irmãos, de companheirismo, de paciência para com os mais fracos, de espírito de perdão, de humildade, de reconhecimento dos dons dos outros, e de visão da necessidade e das possibilidades da obra de DEUS. Nela não há lugar para personalismos. Interesses particulares não podem ser colocados acima do interesse da obra. A ambição de fama e de projeção, infelizmente, tem levado muitos a não reconhecer as suas próprias limitações e a não buscar a ajuda que seria indispensável. Não é o que aprendemos com Barnabé, um pecador que JESUS transformou em alguém bom, cheio do ESPÍRITO SANTO e de FÉ. Busquemos no poder do ESPÍRITO a transformação de que precisamos para viver assim, segundo o exemplo de JESUS CRISTO.

          APLICAÇÃO

   Que necessidades há à sua volta que podem ser atendidas com a sua participação? Que pessoas há que precisam de sua compaixão? Como demonstrá-la?

DIÁCONO: LUIZ MARIANO SIQUEIRA
LIÇÃO Nº 12 DA REVISTA NOSSA FÉ
NUVEM DE TESTEMUNHO
SALGUEIRO-PERNAMBUCO 03/08/2016

    
   

terça-feira, 21 de junho de 2016

JOÃO, O APÓSTOLO DO AMOR

JESUS CRISTO.




                  JOÃO, O APÓSTOLO DO AMOR

   "Ora, ali estava chegando a JESUS um dos seus discípulos, aquele a quem ele amava; a esse fez Simão Pedro sinal, dizendo-lhe: Pergunta a quem ele se refere. Então, aquele discípulo, reclinando-se sobre o peito de JESUS, perguntou-lhe SENHOR, quem é? João 13.23-25".

          INTRODUÇÃO

   João, filho de Zebedeu e irmão de Tiago,foi um dos doze discípulos escolhidos por JESUS, posteriormente chamado de apóstolos. Quase com certeza é a mesma pessoa mencionada no evangelho de João como o "DISCÍPULO A QUEM JESUS AMAVA" mencionada frequentemente nos evangelhos junto com o irmão Tiago. O relacionamento profundo e pessoal entre JESUS e João é observado em várias passagens nos evangelhos. A profundidade da comunhão de JESUS com ele, entretanto, é vista mais claramente na cruz. Foi João que CRISTO dirigiu-se para pedir-lhe que cuidasse de sua mãe, ao que respondeu prontamente.

          1 - SUA HISTÓRIA

   João obedeceu imediatamente quando JESUS o chamou para segui-lo como discípulos e é destacado especialmente como integrante do pequeno grupo composto por ele próprio, Pedro e Tiago, os quais foram separados por CRISTO para estarem com ele em numerosas situações bastante significativas como a visita à sogra de Pedro quando JESUS a curou, à casa do líder da sinagoga, chamado Jairo, para curar sua filha, e a transfiguração, que foi o mais importante evento testemunhado por eles. Nessa extraordinária ocasião, JESUS e os três discípulos subiram "A UM MONTE" onde CRISTO "FOI TRANSFIGURADO DIANTE DELES".
   A despeito de sua posição privilegiada naquele círculo mais íntimo, havia muitas coisas que João ainda não compreendia. Certa vez, de maneira impetuosa, João e seu irmão Tiago, talvez instigado pela mãe, pediram a JESUS que, após a chegado do reino, ambos recebessem lugares de honra, posições privilegiadas. JESUS, então, ensinou que seu reino não era desse tipo. Os outros discípulos ficaram indignados quando souberam "Então, se aproximaram dele Tiago e João, filhos de Zebedeu, dizendo-lhe: Mestre queremos que nos conceda o que te vamos pedir. E ele lhes perguntou: Que quereis que vos faça? Responderam-lhe: Permite-nos que na tua glória, nos assentemos um a tua direita e o outro a tua esquerda. Mas JESUS lhes disse: Não sabeis o que pedis. Podeis vós beber o cálice que eu bebo ou receber o batismo com que eu sou batizado? Disseram-lhe: Podemos. Torno-lhes JESUS: Bebereis o cálice que eu bebo e recebereis o batismo com que  eu sou batizado; quanto, porém, ao assentar-se à minha direita ou à minha esquerda, não me compete concedê-lo; porque é para aqueles a quem está preparado. Ouvindo isto, indignaram-se os dez contra Tiago e João. Mas JESUS, chamando-os para junto de si, disse-lhes: Sabeis que os que são considerados governadores dos povos têm-nos sob seu domínio, e sobre eles os seus maiorais exercem autoridade. Mas entre vós não é assim, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva; e quem quiser ser o primeiro entre vós será servo de todos. Pois o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos. Marcos 10.35-45".
   Pedro, Tiago e João foram separados para acompanhar JESUS ao Getsêmani, e foi a eles que JESUS revelou a profundidade de sua angústia e o pavor que experimentou antes da prisão e da crucificação "E, levando consigo a Pedro, Tiago e João, começou a sentir-se tomado pelo pavor e de angústia. Marcos 14.33".
   É interessante notar que no livro de Atos, é João, e não Tiago, quem assume um papel proeminente, juntamente com Pedro. Depois do dia de Pentecostes, foram os dois que mais se destacaram na operação de milagres "Pedro e João subiam ao templo para a oração da hora nona. era levado um homem, coxo de nascença, o qual punham diariamente à porta do templo chamada formosa, para pedir esmola aos que entravam. Vendo ele a Pedro e João, que iam entrar no templo, implorava que lhe dessem uma esmola. Pedro, fitando-o, juntamente com João, disse: Olha para nós. Ele os olhava atentamente, esperando receber alguma coisa. Pedro, porém, lhe disse: Não possuo nem prata nem ouro, mas o que tenho, isso te dou; em nome de JESUS CRISTO, o Nazareno, anda! E, tomando-o pela mão direita, o levantou; imediatamente, os seus pés e tornozelos se firmaram; de um salto se pôs em pé, passou a andar e entrou com eles no templo, saltando e louvando a DEUS. Viu-o todo povo a andar e a louvar a DEUS, e reconheceram ser ele o mesmo que esmolava, assentado à Porta da Formosa do templo; e se encheram de admiração e assombro por isso que lhe acontecera. Apegando-se ele a Pedro e a João, todo o povo correu atônito para junto deles no pórtico chamado de Salomão. Atos 3.1-11"
   Assim, eles também tornaram-se alvo das autoridades judaicas e, por isso foram presos (Ver atos 4). Esse testemunho constantes de CRISTO, mesmo diante das perseguições, rapidamente tornou-se a marca do ministério apostólico e a força da FÉ que o apóstolo João demonstrou "Mas Pedro e João lhes responderam: Julgai se é justo diante de DEUS ouvir-vos antes a vós outros do que a DEUS. Depois, ameaçando-os mais ainda, os soltaram, não tendo achado como os castigar, por causa do povo, porque todos glorificaram a DEUS pelo que acontecera. Ora, tinha mais de quarenta anos aquele em que se operara essa cura milagrosa. Uma vez soltos, procuraram os irmãos e lhes contaram quantas coisas lhes haviam dito os principais sacerdotes e os anciões. Atos 4.19,21-23".
   João e Pedro também foram enviados juntos para ver o que se passava entre os samaritanos que se converteram a CRISTO. Ambos impuseram as mãos sobre aqueles novos convertidos, de maneira que os que tinham FÉ em JESUS receberam o ESPÍRITO SANTO, exatamente como os judeus convertidos em Jerusalém experimentaram no dia de pentecostes. "Ouvindo os apóstolos, que estavam em Jerusalém, em que Samaria recebera a palavra de DEUS, enviaram-lhe a Pedro e João. Então, lhes impunham as mãos, e recebiam este o ESPÍRITO SANTO. Eles, porém, havendo justificado e falado a Palavra do SENHOR, voltaram para jerusalém e evangelizavam muitas aldeias dos samaritanos. Atos 8.14,17,25".

          2 - SEUS ESCRITOS

   João é um dos autores com maior número de livros no Novo Testamento depois do apóstolo Paulo. Tradicionalmente, o evangelho e as epístolas joanitas são atribuídas a João. Existe algum debate quanto ao livro de Apocalipse, pois alguns acham que foi escrito por outro João. Adotamos aqui a suposição de que o apóstolo foi o responsável por esse livro.
   O evangelho de João é surpreendentemente diferente dos sinóticos (Mateus, Marcos e Lucas). Por exemplo, só ele dá a entender que Jesus teve ministério de aproximadamente três anos. Ele registra longas discussões entre CRISTO e os judeus da época, com detalhes que não são vistos nos sinóticos. João não menciona as expulsões de demônios e, embora em seu evangelho observamos que JESUS usava parábolas, por meio das quais ensinava lições, não há menção das narrativas curtas e objetivas como as parábolas do reino de DEUS em Mateus 13. O prólogo, em João 1, não encontra paralelos nos sinóticos. Entretanto, esse livro menciona outros incidentes e oferece análises profundas e reflexões sobre o ensino de CRISTO. Seu objetivo principal era anunciar que JESUS é o filho de DEUS. "Estes, porém, foram registrados para que creias que JESUS é o CRISTO, o FILHO de DEUS, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome. João 20.31
   Existem três epístolas escritas por João. Embora ele nunca se identifica claramente, na segunda e na terceira ele se refere mesmo como "O PRESBÍTERO"(ancião). Desde os tempos primitivos da igreja, existe concordância de que o autor das epístolas é o apóstolo. Provavelmente 1 João foi escrita para uma audiência mista de judeus e gentios convencidos.
   O livro de apocalipse é um dos mais lidos da Bíblia, mas poucos tem causada tanta polêmica, pois não é simples entender as figuras utilizadas na maior parte de seus escritos. Este  livro foi redigido já perto do final da vida do apóstolo, durante um período de intensa perseguição, alguns especialistas sugerem o tempo em que os cristãos foram perseguidos pelo imperador Nero (54 a 68 d.C.). Outros acreditam que provavelmente foi escrito na época de Domiciano (81 a 96 d.C.). Não importa o quão difíceis sejam alguns conceitos e ensinamentos do livro, existe um claro sentimento, por todo o texto, de um pastor que escreve para um povo sofredor, por causa das muitas perseguições e da infiltração do falso ensino. a despeito das circunstâncias, João não demostrava pessimismo com relação ao mundo. Para ele, a vitória já estava ganha no Cordeiro que foi morto como sacrifício pelos pecados e que já derrotou a Satanás (Apocalipse 5). A vitória de CRISTO na cruz agora atuava no mundo por intermédio da Igreja.
         
          3 - SUAS LIÇÕES

   A maioria das pessoas tem muita dificuldades em crer, na prática, que DEUS nos ama. Assim, baseiam seu relacionamento com DEUS na virtude da FÉ ou nos compromissos mantidos com o Criador, João, o apóstolo, foi diferente. Ele era um homem de FÉ e obediência, mas, em tudo, era alguém que confiava no AMOR de DEUS. Ele era o discípulo a quem JESUS amava. No evangelho de ( Ver. João 13.20-28), quando JESUS anunciou que um dentre seus discípulos o trairia. Pedro fez um sinal para ele a fim de que ele lhe perguntasse quem era. Então, João reclinou sobre o peito de JESUS e lhe perguntou, obtendo uma pronta resposta de JESUS. Aquele gesto de reclinar-se sobre o peito de JESUS indicava que ambos eram bons amigos. Indicava confiança e intimidade, AMOR entre duas pessoas.
   Assim, esse discípulo se coloca como aquele que está próximo ao coração de JESUS e sente-se estimado e protegido por CRISTO. João também demonstra confiança no AMOR de DEUS pela coragem com a qual ele fez a pergunta a JESUS. Às vezes, queremos perguntar, queremos questionar, mas temos medo de ofender a DEUS, até de pecar. Muitos de nós não sabem fazer perguntas a DEUS porque não confiam no seu AMOR, ou fazem de forma revoltada e indelicada, ou não têm coragem de se manifestar. João sabia como questionar JESUS porque confiava no seu AMOR.
   João também transmite uma lição de humildade ao se manter em total descrição, sem afirmar e promover publicamente o seu nome. Infelizmente, o que constatamos é que, quanto mais "ÍNTIMA DE DEUS" a pessoa quer parecer, mas ela usa isso para promover-se publicamente.
   Em "E junto à cruz estavam a mãe de JESUS, e a irmã dela, e Maria a mulher de Cléopas, e Maria Madalena. Vendo JESUS sua mãe e junto a ela o discípulo amado, disse: Mulher, eis aí teu filho. Depois, disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. Dessa hora em diante, o discípuloa tomou para casa. João 19.25-27", vemos JESUS CRISTO pendurado na cruz do Calvário. Todos os outros discípulos o haviam abandonado. Contudo, aqui está aquele a quem JESUS amava. Ele é fiel. Ele está retribuindo o mesmo AMOR com que JESUS o amou. Afinal, nós amamos porque Ele nos amou primeiro. O discípulo amado nos dá um exemplo de como o AMOR de CRISTO deve ser respondido com fidelidade ao NOSSO SENHOR mesmo nas mais difíceis circunstâncias.
   Algo muito importante aconteceu próximo à cruz que o envolveu assim como a mãe de JESUS da cruz JESUS disse à sua mãe: "MULHER, EIS AI TEU FILHO", e ao discípulo: "EIS AÍ A TUA MÃE". JESUS se preocupava com o bem-estar físico de Maria. Daquele momento em diante eles formaram uma nova família com base no AMOR e na FÉ no mesmo SALVADOR. A cruz de CRISTO os uniu em uma família. O texto diz que imediatamente o discípulo a tomou para casa, em um gesto de obediência e AMOR.

          CONCLUSÃO

   Seja durante o período de vida de CRISTO, seja logo depois do Pentecostes durante as perseguições, seja posteriormente, quando escreveu seu evangelho, suas epístolas e o Apocalipse, o desejo mais premente de João era ver as pessoas conhecendo e crendo no JESUS que ele próprio conheceu, ouviu e tocou. Não é de se estranhar que tanto o seu evangelho como o livro de Apocalipse terminem com um apelo à FÉ: "O ESPÍRITO e a noiva dizem: Vem! Aquele que ouve, diga: Vem! Aquele que tem sede venha, e quem quiser, receba de graça da água da vida. Apocalipse 22.17".

          APLICAÇÃO

    Anote em um caderno modos práticos de demonstrar a JESUS o seu AMOR, HUMILDADE, COMPROMISSO e FIDELIDADE. Como você pode influenciar os que estão ao seu redor?

DIÁCONO: LUIZ MARIANO SIQUEIRA
REVISTA NOSSA FÉ LIÇÃO 11
NUVEM DE TESTEMUNHO
SALGUEIRO 21/06/2016
              

quarta-feira, 6 de abril de 2016

ZACARIAS, O SACERDOTE QUE DUVIDOU

JESUS CRISTO.




ZACARIAS, O SACERDOTE QUE DUVIDOU

“Nos dias de Herodes, rei da Judéia, houve um sacerdote chamado Zacarias, do turno de Abias. Sua mulher era das filhas de Arão e se chamava Isabel. Ambos eram justos diante de DEUS, vivendo irrepreensivelmente em todos os preceitos e mandamentos do SENHOR. E não tinham filhos, porque Isabel era estéril, sendo eles avançados em dias. Ora, aconteceu que, exercendo ele diante de DEUS o sacerdócio na ordem do seu turno, coube-lhe por sorte, segundo o costume sacerdotal, entrar no santuário do SENHOR para queimar o incenso; e, durante esse tempo, toda a multidão do povo permanecia da parte de fora, orando. E eis que lhe apareceu um anjo do SENHOR, em pé, à direita do altar do incenso. Vendo-o, Zacarias turbou-se, e apoderou-se dele o temor. Disse-lhe, porém. O anjo: Zacarias, não temas, porque a tua oração foi ouvida; e Isabel, tua mulher, te dará à luz um filho, a quem darás o nome de João. Em ti haverá prazer e alegria, e muitos se regozijarão com o seu nascimento. Pois ele será grande diante do SENHOR, não beberá vinho nem bebida forte, cheio do Espírito Santo, já do ventre materno. E converterá muitos dos filhos de Israel ao SENHOR, seu DEUS. E irá adiante do SENHOR no Espírito e poder de Elias, para converter os corações dos pais aos filhos, converter os desobedientes à prudência dos justos e habilitar para o SENHOR um povo preparado. Então, perguntou Zacarias ao anjo: Como saberei isto? Pois eu sou velho, a minha mulher, avançada em dias. Respondeu-lhe o anjo: Eu sou Gabriel, que assisto diante de DEUS, e fui enviado para falar-te e trazer-te estas boas-novas. Todavia, ficarás mudo e não poderás falar até o dia em que estas coisas venham a realizar-se; porquanto não acreditaste nas minhas palavras, as quais, a seu tempo, se cumprirão. O povo estava esperando a Zacarias e admirava-se de que tanto se demorasse no santuário. Mas, saindo ele, não lhes podia falar; então, consideram que tivera uma visão no santuário. E expressava-se por acenos e permanecia mudo. Sucedeu que, terminados os dias de seu ministério, voltou para casa. Passados esses dias, Isabel, sua mulher, concebeu e ocultou-se por cinco meses, dizendo: Assim me fez o SENHOR, contemplando-me, para anular o meu opróbrio perante os homens. Lucas 1.5-25”.

          INTRODUÇÃO

   A desconfiança diante de uma promessa divina se constitui num terrível pecado aos olhos do SENHOR. Ela reflete uma atitude de ingratidão e questionamento do poder de DEUS. A dúvida lança ao chão todas as provas do amor de DEUS, duvidando de sua sabedoria, por isso mesmo DEUS não se cala diante dela. O caso de Zacarias é uma lição para o povo de DEUS. Zacarias é um exemplo impressionante daquilo que um homem bom pode sofrer como resultado de sua descrença, e, ao mesmo tempo, retrata a importância da disciplina divina em nossas vidas.

          1 – O SACERDOTE ZACARIAS

   Zacarias era um homem temente a DEUS. No versículo 6 do nosso texto básico lemos que ele e sua esposa eram considerados justos diante de DEUS. Zacarias evidentemente era um sacerdote fiel. Ainda assim, quando o anjo apareceu a ele, e DEUS lhe deu a promessa de ter um filho, ele ficou tão perplexo que não pôde acreditar, mas apenas questionar o anúncio do anjo, dizendo: “COMO SABEREI ISTO?”.
   Zacarias não era um judeu comum, mas um sacerdote que devia ser muito instruído na PALAVRA de DEUS. Além disso, por já estar com uma idade avançada, era possivelmente um dos justos mais experientes do seu tempo. Certamente ele já havia recebido provas e mais provas da abundante graça E FRIDELIDADE de DEUS. Deste modo, para um homem que, por muitos anos havia ensinado ao povo de Israel acerca dos oráculos de DEUS, tornou-se um mal clamoroso para ele dizer: “COMO SABEREI ISTO?” quando ouviu as novas.
   Zacarias foi um homem privilegiado. Um anjo do SENHOR apareceu a ele. Não há registro bíblico de que isso tenha acontecido a outro sacerdote. E que maravilhosas notícias o anjo trazia. Era a grandiosa mensagem de que ele seria pai de uma criança que iria adiante do SENHOR no Espírito e poder de Elias, anunciando o Messias. Sem qualquer sombra de dúvida, isto era um sinal do favor divino, mas Zacarias duvidou, e quando DEUS fala bondosamente a nós por intermédio de sua PALAVRA, jamais devemos duvidar, pois incorremos em sua censura.
   Um agravante para a incredulidade de Zacarias é que a mensagem trazida pelo anjo tinha relação com as orações de Zacarias. O anjo disse a ele: “A TUA ORAÇÃO FOI OUVIDA”. Aquilo que ele havia pedido estava se tornando realidade. Assim, quando a resposta veio àquela mesma oração, Zacarias não pôde acreditar nela. Embora creiamos na eficácia da oração, às vezes, nossa FÉ é tão débil que, quando a resposta vem, como de fato vem, ficamos surpresos. Mal podemos pensar nela como um propósito de DEUS; parece-nos mais uma feliz coincidência.

          2 – A DESCONFIANÇA DE ZACARIAS

   O erro de Zacarias foi o de olhar mais para a impossibilidade do que para aquele que fez a promessa. “SOU VELHO”, disse ele, “E MINHA MULHER, AVANÇADA EM DIAS”. Enquanto ele olhava para a dificuldade de pedir por um sinal: “COMO SABEREI ISTO?” Não era suficiente para ele o que DEUS havia dito; ele queria alguma evidência mais contundente para garantir a veracidade da Palavra do SENHOR. Este é um erro frequente entre muitos crentes. Eles buscam sinais. Todavia, para nós, que fomos libertos da escravidão do pecado pela morte de seu filho JESUS CRISTO, questionar significa demonstrar ingratidão, é desonrar o nome do SENHOR.
   Agora, quando Zacarias se vê diante das primeiras evidências da concretização da promessa messiânica, tendo sido o primeiro dentre os que ouviram as boas-novas, sua reação decepciona, pois expressa descrença. Sua falta de FÉ não ficaria sem correção.
   DEUS iria mostrar, desde o princípio, mesmo antes de João Batista nascer, que a descrença não poderia ser tolerada nem poderia ficar sem castigo. Assim, ser servo Zacarias, iria ter um sinal que lhe faria sofrer pelos meses seguintes, levando-o a se sentir triste por ter ousado proferir tal pedido. Seu erro tornou-se uma exortação para todos nós, de que deveríamos, ao contrário, adotar a posição firme de Abraão, quando ele, obedecendo ao SENHOR, ofereceu seu filho para o sacrificar, porque considerou que DEUS poderia ressuscitá-lo “Pela fé, Abraão, quando posto à prova, ofereceu Isaque; estava mesmo para sacrificar o seu unigênito aquele que escolheu alegremente as promessas, a quem se tinha dito: Em Isaque será chamada a tua descendência; porque considerou que DEUS era poderoso até para ressuscitá-lo dentre os mortos, de onde também, figuradamente, o recobrou. Hebreus 11.17-19”. Este é o Espírito com que devemos andar perante DEUS.
   Em Jó temos o exemplo mais sublime de que as maiores dificuldades não devem nos levar a desconfiar de DEUS. Ainda que o meu gado seja destruído, os meus bens tomados, meus filhos desapareçam, ouça zombarias da minha própria esposa, seja coberto de chagas, e tenha que me sentar em cinzas e coçar-me com um caco de telha tendo meus próprios amigos me acusando, desejo dizer: “Porque eu sei que o meu Redentor vive e por fim se levantará sobre a terra. Depois, revestido este meu corpo da minha pele, em minha carne verei a DEUS. Vê-lo-ei por mim mesmo, os meus olhos verão, e não outros; de saudade me desfalece o coração dentro de mim. Jó 19.25-27”. As impossibilidades e dificuldades é que tornam nossa fé gigante.
   A FÉ do cristão deve estar alicerçada na PALAVRA de DEUS a despeito das circunstâncias que o cercam. Buscam sinais para se ter certeza do cumprimento da promessa é obviamente demostrar dúvida naquele que promete “BEM AVENTURADOS OS QUE NÃO VIRAM E CRERAM. João 20.29”.

          3 – O CASTIGO QUE ZACARIAS SOFREU

   Ele havia duvidado e, por isso, ficou mudo. Nos versículos “E perguntaram, por acenos, ao pai do menino que nome queria que lhe dessem. Então, pedindo ele uma tabuinha, escreveu: João é o seu nome. E todos se admiraram. Lucas 1.62-63” nos dá a ideia de que ele também tinha ficado surdo. Esse foi o seu castigo, que não foi resultado da ira, mas do próprio amor pactual de DEUS. Que remédio mais saudável!! Embora fosse amargo ao paladar, demonstrou ser eficaz. (Ver o seu cântico Lucas 1.67-79) e verás a evidência disto.
   O castigo de Zacarias foi extremamente doloroso. Ninguém gostaria de ficar surdo e mudo por um dia sequer, mas ficar assim por um espaço de nove meses deve ter sido muito difícil para este homem. Como sacerdote, ele não podia abençoar o povo, não podia orar em voz alta, não podia instruir as pessoas, e quando se cantava no templo, ele não podia ouvir.
   Mas, neste período em que permaneceu em silêncio, alheio e incapaz de produzir qualquer som, soube ocupar muito bem o seu tempo de isolamento. Sua primeira atitude ao abrir-se-lhe a boca novamente foi a de louvar ao SENHOR “Imediatamente, a boca se lhe abriu, e, desimpedida a língua, falava louvando a DEUS. Lucas 1.64”.
   Querido irmão, a dúvida, a descrença, a falta de FÉ são doenças espirituais que precisam de um remédio forte para curá-las. É bem provável que DEUS lhe prescreva algum remédio amargo, mas vai funcionar para seu bem. Sendo seu filho, ele não lhe castigará para prejudica-lo, mas para ajuda-lo (Ver Hebreus 12.4-13). Não creio que os nossos filhos, de uma maneira geral, se agradem da vara, não obstante conheçam sua eficácia, mas estou certo de que nenhum daqueles que tenha sido despertado antes de cair nas armadilhas do inimigo, não considere a disciplina essencial para a saúde de sua alma.
   Perceba que seu castigo não invalidou a promessa. O SENHOR não disse: “Bem Zacarias, como você não crê, sua esposa, Izabel, não dará a luz um filho. Um menino João irá nascer, mas em uma outra casa”. Não. “Se somos infiéis, ele permanece fiel, pois de maneira nenhuma pode negar a si mesmo. 2 Timóteo 2.13”. A promessa de ainda permanece. DEUS não toma vantagem de nossa descrença para bradar: “Não lhe darei mais bênçãos porque você duvidou de mim”. Ao contrário, tendo dito, ele cumpre, e sua palavra nunca volta vazia.

          CONCLUSÃO

   A história de Zacarias nos mostra que, para DEUS, a descrença não representa um alto falho qualquer, mas um terrível pecado que, em seu bojo, concede imaginar que DEUS seja mentiroso. Ao cometê-lo, não só entristecemos ao nosso Pai, mas também ficamos passíveis de sua mão disciplinadora, que agirá em amor para nos acordar e fazer voltar a ele em submissa confiança. Por isso, os olhos do cristão devem se firmar unicamente naquele que promete, a despeito das dificuldades, pois para ele não há impossíveis.

          APLICAÇÃO

   Medite em como está a sua FÉ. Leia a Bíblia regularmente. Lembre-se quanto mais conhecemos a DEUS, mas temos consciência do seu poder, e mais confiamos nele.

DIÁCONO LUIZ MARIANO SIQUEIRA
LIÇÃO Nº 10 REVISTA NOSSA FÉ
NUVEM DE TESTEMUNHO
SALGUEIRO-PERNAMBUCO 06/042016