JESUS CRISTO VOLTARÁ.

POR MAIS LONGA E ESCURA E TENEBROSA A NOITE, NÃO TE DESESPERE O SOL VOLTARÁ A BRILHAR. POR MAIS DIFÍCIL A BATALHA NÃO TE DESESPERE JESUS CRISTO QUER TE DAR A VITÓRIA, SE ATENTAMENTE OUVIRES A VOZ DO SENHOR TEU DEUS E OBEDECER, O SENHOR TEU DEUS TE EXALTARÁ SOBRE TODAS AS NAÇÕES, ESTÁ DIFÍCIL VENCER A BATALHA, NÃO TEMAS SEJA OBEDIENTE A DEUS E A VITÓRIA É SUA. MAIS, NÃO ESQUEÇA JESUS CRISTO ESTÁ VOLTANDO ESTÁ PRONTO PARA SUA VOLTA. OS SINAIS ESTÃO SE CUMPRINDO, NÃO SEJA PEGO NU, PORQUE NÃO SERÁS ARREBATADO. A QUEM ESTÁ SEGUINDO, O MUNDO OU A JESUS CRISTO.

quarta-feira, 6 de abril de 2016

ZACARIAS, O SACERDOTE QUE DUVIDOU

JESUS CRISTO.




ZACARIAS, O SACERDOTE QUE DUVIDOU

“Nos dias de Herodes, rei da Judéia, houve um sacerdote chamado Zacarias, do turno de Abias. Sua mulher era das filhas de Arão e se chamava Isabel. Ambos eram justos diante de DEUS, vivendo irrepreensivelmente em todos os preceitos e mandamentos do SENHOR. E não tinham filhos, porque Isabel era estéril, sendo eles avançados em dias. Ora, aconteceu que, exercendo ele diante de DEUS o sacerdócio na ordem do seu turno, coube-lhe por sorte, segundo o costume sacerdotal, entrar no santuário do SENHOR para queimar o incenso; e, durante esse tempo, toda a multidão do povo permanecia da parte de fora, orando. E eis que lhe apareceu um anjo do SENHOR, em pé, à direita do altar do incenso. Vendo-o, Zacarias turbou-se, e apoderou-se dele o temor. Disse-lhe, porém. O anjo: Zacarias, não temas, porque a tua oração foi ouvida; e Isabel, tua mulher, te dará à luz um filho, a quem darás o nome de João. Em ti haverá prazer e alegria, e muitos se regozijarão com o seu nascimento. Pois ele será grande diante do SENHOR, não beberá vinho nem bebida forte, cheio do Espírito Santo, já do ventre materno. E converterá muitos dos filhos de Israel ao SENHOR, seu DEUS. E irá adiante do SENHOR no Espírito e poder de Elias, para converter os corações dos pais aos filhos, converter os desobedientes à prudência dos justos e habilitar para o SENHOR um povo preparado. Então, perguntou Zacarias ao anjo: Como saberei isto? Pois eu sou velho, a minha mulher, avançada em dias. Respondeu-lhe o anjo: Eu sou Gabriel, que assisto diante de DEUS, e fui enviado para falar-te e trazer-te estas boas-novas. Todavia, ficarás mudo e não poderás falar até o dia em que estas coisas venham a realizar-se; porquanto não acreditaste nas minhas palavras, as quais, a seu tempo, se cumprirão. O povo estava esperando a Zacarias e admirava-se de que tanto se demorasse no santuário. Mas, saindo ele, não lhes podia falar; então, consideram que tivera uma visão no santuário. E expressava-se por acenos e permanecia mudo. Sucedeu que, terminados os dias de seu ministério, voltou para casa. Passados esses dias, Isabel, sua mulher, concebeu e ocultou-se por cinco meses, dizendo: Assim me fez o SENHOR, contemplando-me, para anular o meu opróbrio perante os homens. Lucas 1.5-25”.

          INTRODUÇÃO

   A desconfiança diante de uma promessa divina se constitui num terrível pecado aos olhos do SENHOR. Ela reflete uma atitude de ingratidão e questionamento do poder de DEUS. A dúvida lança ao chão todas as provas do amor de DEUS, duvidando de sua sabedoria, por isso mesmo DEUS não se cala diante dela. O caso de Zacarias é uma lição para o povo de DEUS. Zacarias é um exemplo impressionante daquilo que um homem bom pode sofrer como resultado de sua descrença, e, ao mesmo tempo, retrata a importância da disciplina divina em nossas vidas.

          1 – O SACERDOTE ZACARIAS

   Zacarias era um homem temente a DEUS. No versículo 6 do nosso texto básico lemos que ele e sua esposa eram considerados justos diante de DEUS. Zacarias evidentemente era um sacerdote fiel. Ainda assim, quando o anjo apareceu a ele, e DEUS lhe deu a promessa de ter um filho, ele ficou tão perplexo que não pôde acreditar, mas apenas questionar o anúncio do anjo, dizendo: “COMO SABEREI ISTO?”.
   Zacarias não era um judeu comum, mas um sacerdote que devia ser muito instruído na PALAVRA de DEUS. Além disso, por já estar com uma idade avançada, era possivelmente um dos justos mais experientes do seu tempo. Certamente ele já havia recebido provas e mais provas da abundante graça E FRIDELIDADE de DEUS. Deste modo, para um homem que, por muitos anos havia ensinado ao povo de Israel acerca dos oráculos de DEUS, tornou-se um mal clamoroso para ele dizer: “COMO SABEREI ISTO?” quando ouviu as novas.
   Zacarias foi um homem privilegiado. Um anjo do SENHOR apareceu a ele. Não há registro bíblico de que isso tenha acontecido a outro sacerdote. E que maravilhosas notícias o anjo trazia. Era a grandiosa mensagem de que ele seria pai de uma criança que iria adiante do SENHOR no Espírito e poder de Elias, anunciando o Messias. Sem qualquer sombra de dúvida, isto era um sinal do favor divino, mas Zacarias duvidou, e quando DEUS fala bondosamente a nós por intermédio de sua PALAVRA, jamais devemos duvidar, pois incorremos em sua censura.
   Um agravante para a incredulidade de Zacarias é que a mensagem trazida pelo anjo tinha relação com as orações de Zacarias. O anjo disse a ele: “A TUA ORAÇÃO FOI OUVIDA”. Aquilo que ele havia pedido estava se tornando realidade. Assim, quando a resposta veio àquela mesma oração, Zacarias não pôde acreditar nela. Embora creiamos na eficácia da oração, às vezes, nossa FÉ é tão débil que, quando a resposta vem, como de fato vem, ficamos surpresos. Mal podemos pensar nela como um propósito de DEUS; parece-nos mais uma feliz coincidência.

          2 – A DESCONFIANÇA DE ZACARIAS

   O erro de Zacarias foi o de olhar mais para a impossibilidade do que para aquele que fez a promessa. “SOU VELHO”, disse ele, “E MINHA MULHER, AVANÇADA EM DIAS”. Enquanto ele olhava para a dificuldade de pedir por um sinal: “COMO SABEREI ISTO?” Não era suficiente para ele o que DEUS havia dito; ele queria alguma evidência mais contundente para garantir a veracidade da Palavra do SENHOR. Este é um erro frequente entre muitos crentes. Eles buscam sinais. Todavia, para nós, que fomos libertos da escravidão do pecado pela morte de seu filho JESUS CRISTO, questionar significa demonstrar ingratidão, é desonrar o nome do SENHOR.
   Agora, quando Zacarias se vê diante das primeiras evidências da concretização da promessa messiânica, tendo sido o primeiro dentre os que ouviram as boas-novas, sua reação decepciona, pois expressa descrença. Sua falta de FÉ não ficaria sem correção.
   DEUS iria mostrar, desde o princípio, mesmo antes de João Batista nascer, que a descrença não poderia ser tolerada nem poderia ficar sem castigo. Assim, ser servo Zacarias, iria ter um sinal que lhe faria sofrer pelos meses seguintes, levando-o a se sentir triste por ter ousado proferir tal pedido. Seu erro tornou-se uma exortação para todos nós, de que deveríamos, ao contrário, adotar a posição firme de Abraão, quando ele, obedecendo ao SENHOR, ofereceu seu filho para o sacrificar, porque considerou que DEUS poderia ressuscitá-lo “Pela fé, Abraão, quando posto à prova, ofereceu Isaque; estava mesmo para sacrificar o seu unigênito aquele que escolheu alegremente as promessas, a quem se tinha dito: Em Isaque será chamada a tua descendência; porque considerou que DEUS era poderoso até para ressuscitá-lo dentre os mortos, de onde também, figuradamente, o recobrou. Hebreus 11.17-19”. Este é o Espírito com que devemos andar perante DEUS.
   Em Jó temos o exemplo mais sublime de que as maiores dificuldades não devem nos levar a desconfiar de DEUS. Ainda que o meu gado seja destruído, os meus bens tomados, meus filhos desapareçam, ouça zombarias da minha própria esposa, seja coberto de chagas, e tenha que me sentar em cinzas e coçar-me com um caco de telha tendo meus próprios amigos me acusando, desejo dizer: “Porque eu sei que o meu Redentor vive e por fim se levantará sobre a terra. Depois, revestido este meu corpo da minha pele, em minha carne verei a DEUS. Vê-lo-ei por mim mesmo, os meus olhos verão, e não outros; de saudade me desfalece o coração dentro de mim. Jó 19.25-27”. As impossibilidades e dificuldades é que tornam nossa fé gigante.
   A FÉ do cristão deve estar alicerçada na PALAVRA de DEUS a despeito das circunstâncias que o cercam. Buscam sinais para se ter certeza do cumprimento da promessa é obviamente demostrar dúvida naquele que promete “BEM AVENTURADOS OS QUE NÃO VIRAM E CRERAM. João 20.29”.

          3 – O CASTIGO QUE ZACARIAS SOFREU

   Ele havia duvidado e, por isso, ficou mudo. Nos versículos “E perguntaram, por acenos, ao pai do menino que nome queria que lhe dessem. Então, pedindo ele uma tabuinha, escreveu: João é o seu nome. E todos se admiraram. Lucas 1.62-63” nos dá a ideia de que ele também tinha ficado surdo. Esse foi o seu castigo, que não foi resultado da ira, mas do próprio amor pactual de DEUS. Que remédio mais saudável!! Embora fosse amargo ao paladar, demonstrou ser eficaz. (Ver o seu cântico Lucas 1.67-79) e verás a evidência disto.
   O castigo de Zacarias foi extremamente doloroso. Ninguém gostaria de ficar surdo e mudo por um dia sequer, mas ficar assim por um espaço de nove meses deve ter sido muito difícil para este homem. Como sacerdote, ele não podia abençoar o povo, não podia orar em voz alta, não podia instruir as pessoas, e quando se cantava no templo, ele não podia ouvir.
   Mas, neste período em que permaneceu em silêncio, alheio e incapaz de produzir qualquer som, soube ocupar muito bem o seu tempo de isolamento. Sua primeira atitude ao abrir-se-lhe a boca novamente foi a de louvar ao SENHOR “Imediatamente, a boca se lhe abriu, e, desimpedida a língua, falava louvando a DEUS. Lucas 1.64”.
   Querido irmão, a dúvida, a descrença, a falta de FÉ são doenças espirituais que precisam de um remédio forte para curá-las. É bem provável que DEUS lhe prescreva algum remédio amargo, mas vai funcionar para seu bem. Sendo seu filho, ele não lhe castigará para prejudica-lo, mas para ajuda-lo (Ver Hebreus 12.4-13). Não creio que os nossos filhos, de uma maneira geral, se agradem da vara, não obstante conheçam sua eficácia, mas estou certo de que nenhum daqueles que tenha sido despertado antes de cair nas armadilhas do inimigo, não considere a disciplina essencial para a saúde de sua alma.
   Perceba que seu castigo não invalidou a promessa. O SENHOR não disse: “Bem Zacarias, como você não crê, sua esposa, Izabel, não dará a luz um filho. Um menino João irá nascer, mas em uma outra casa”. Não. “Se somos infiéis, ele permanece fiel, pois de maneira nenhuma pode negar a si mesmo. 2 Timóteo 2.13”. A promessa de ainda permanece. DEUS não toma vantagem de nossa descrença para bradar: “Não lhe darei mais bênçãos porque você duvidou de mim”. Ao contrário, tendo dito, ele cumpre, e sua palavra nunca volta vazia.

          CONCLUSÃO

   A história de Zacarias nos mostra que, para DEUS, a descrença não representa um alto falho qualquer, mas um terrível pecado que, em seu bojo, concede imaginar que DEUS seja mentiroso. Ao cometê-lo, não só entristecemos ao nosso Pai, mas também ficamos passíveis de sua mão disciplinadora, que agirá em amor para nos acordar e fazer voltar a ele em submissa confiança. Por isso, os olhos do cristão devem se firmar unicamente naquele que promete, a despeito das dificuldades, pois para ele não há impossíveis.

          APLICAÇÃO

   Medite em como está a sua FÉ. Leia a Bíblia regularmente. Lembre-se quanto mais conhecemos a DEUS, mas temos consciência do seu poder, e mais confiamos nele.

DIÁCONO LUIZ MARIANO SIQUEIRA
LIÇÃO Nº 10 REVISTA NOSSA FÉ
NUVEM DE TESTEMUNHO
SALGUEIRO-PERNAMBUCO 06/042016      


sexta-feira, 25 de março de 2016

JEREMIAS O PROFETA DE DEUS

JESUS CRISTO.



           JEREMIAS O PROFETA DE DEUS

   "No princípio do reinado de Jeoaquim, filho de Josias, rei de Judá, veio esta palavra do SENHOR. Assim diz O senhor: Põe-te no átrio da casa do SENHOR e dize a todas as cidades de Judá, que vem adorar à Casa do SENHOR, todas as palavras que eu te mando lhes digas; não omitas nem uma palavra sequer. Bem pode ser que ouçam e se convertam cada um do seu mau caminho; então, me arrependerei do mal que intento fazer-lhes por causa da maldade das suas ações. Dize-lhes, pois: Assim diz o SENHOR: Se não me derdes ouvidos para andardes na minha lei, que pus diante de vós. Para que ouvísseis as palavras dos meus servos, os profetas, que, começando de madrugada, vos envio, posto que até aqui não me ouvistes, então, farei que esta casa seja como Silo farei desta cidade maldição para todas as nações da terra. Os sacerdotes, os profetas e todo o povo ouviram a Jeremias, quando  proferia estas palavras na CASA do SENHOR. Tendo Jeremias acabado de falar tudo quanto o SENHOR lhe havia ordenado que dissesse a todo o povo, lançaram mão dele os sacerdotes, os profetas e todo o povo, dizendo: Serás morto. Por que profetizas em nome do SENHOR, dizendo: Será como Silo esta casa, e esta cidade, desolada e sem habitantes? E juntou-se todo o povo contra Jeremias, na CASA do SENHOR. Então, os sacerdotes e os profetas falaram aos príncipes e a todo o povo, dizendo: Este homem é réu de morte, porque profetizou contra esta cidade, como ouvistes com os vossos próprios ouvidos. Falou Jeremias a todos os príncipes e a todo o povo, dizendo: O SENHOR me enviou a profetizar contra esta casa e contra esta cidade todas as palavras que ouvistes. Agora, pois, emendai os vossos caminhos e as vossas ações e ouvi a voz do SENHOR, vosso DEUS; então, se arrependerá o SENHOR do mal que falou contra vós outros. Quanto a mim, eis que estou nas vossas mãos; fazei de mim o que for bom e reto segundo vos parecer. Sabei, porém, com certeza que, se me matardes a mim, trareis sangue inocente sobre vós, sobre esta cidade e sobre os seus moradores; porque, na verdade, o SENHOR me enviou a vós outros, para me ouvirdes dizer-vos estas palavras. Então, disseram os príncipes a todo o povo aos sacerdotes e aos profetas: Este homem não é réu de morte, porque em nome do SENHOR, nosso DEUS, nos falou. Jeremias 26.1-16".

          INTRODUÇÃO

   Nenhum outro profeta recebeu tarefa mais difícil do que Jeremias, pois coube a ele proclamar a assistir a destruição de Judá e Jerusalém; e embora a oposição não lhe desse descanso, manteve-se firme por mais de quatro décadas. Mesmo tendo sido submetido à rejeição e aos açoites pelo povo que amava, Jeremias continuou a servir fielmente ao SENHOR, como um soldado que permaneceu em seu posto em disciplinada obediência, mesmo quando desejava desistir. Ao conhecermos a vida de Jeremias, entenderemos que temos muito em comum com o povo de Judá, mas também, como crentes, com a luta de Jeremias. Que a sua vida e a sua mensagem nos inspirem a sermos mais fiéis ao nosso DEUS.

          1- RESISTINDO À PERSEGUIÇÃO

   O Antigo Testamento fala bastante sobre a vida e o ministério do profeta Jeremias. Nascido em Anatote "Palavras de Jeremias, filho de Hilquias, um dos sacerdotes que estavam em Anatote, na terra de Benjamim. Jeremias 1.1", uma pequena vila cerca de cinco quilômetros ao norte de Jerusalém, era filho de um sacerdote chamado Hilquias. Por ordem divina, Jeremias nunca se casou "Veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo: Não tomarás mulher, não terás filhos nem filhas neste lugar. Jeremias 16.1-2" e dedicou toda sua vida ao ministério profético. Seu trabalho estendeu-se por quatro décadas em que passou por diversas lutas.
   A oposição ao seu ministério ocorreu desde o princípio. Primeiramente, os cidadãos de sua própria cidade, Anatote, procuraram impedi-lo, chegando até mesmo a ameaçá-lo de morte "O SENHOR me fez saber, e eu o sou; então, me fizeste ver as suas maquinações. Eu era como manso cordeiro, que é levado ao matadouro; porque eu não sabia que tramavam projetos contra mim, dizendo: Destruamos a árvore com seu fruto; a ele cortemo-lo da terra dos viventes, e não haja mais memória do seu nome. Mas, ó SENHOR dos EXÉRCITOS, justo juiz, que provas o mais íntimo do coração, veja eu a tua vingança sobre eles; pois a ti revelei a minha causa. Portanto, assim diz o SENHOR acerca dos homens de Anatote que procuram a tua morte e dizem: Não profetizes em o nome do SENHOR, para que não morras as nossas mãos. Sim, assim diz o SENHOR dos EXÉRCITOS: Eis que eu punirei; os jovens morrerão à espada, os seus filhos e as suas filhas morrerão de fome. E não haverá deles resto nenhum, porque farei o mal sobre os homens de Anatote, no ano da sua punição. Jeremias 11.18-23". Até mesmo seus parentes se opuseram a ele "Porque até os teus irmãos e a casa de teu pai, eles próprios procedem perfidamente contigo; eles mesmos te perseguem com fortes gritos. Não te fies deles ainda que te digam coisas boas. Jeremias 12.6". Jeremias mudou-se então para Jerusalém, mas enfrentou forte oposição lá também. Os reis, oficiais da corte e inúmeras pessoas entre o povo se opunham a mensagem de Jeremias, pois a consideravam muito negativa.
   Sob o reinado de Jeoaquim, Jeremias pregou um extraordinário sermão condenatório, e, como consequência, os príncipes, profetas e os sacerdotes de Judá quiseram matá-lo "Tendo Jeremias acabado de falar tudo quanto o SENHOR lhe havia ordenado que dissesse a todo povo, lançaram mão dele os sacerdotes, os profetas e todo o povo, dizendo: Serás morto. Por que profetizas em nome do SENHOR, dizendo: Será como Silo esta casa, e esta cidade, desoladas e sem habitantes? E juntou-se todo o povo contra Jeremias, na CASA do SENHOR. Tendo os príncipes de Judá ouvido estas palavras, subiram a casa do rei à CASA do SENHOR e se assentaram à entrada da Porta Nova da CASA do SENHOR. Então, os sacerdotes e os profetas falaram aos príncipes e a todo povo, dizendo: Este homem é réu de morte, porque profetizou contra esta cidade, como ouviste com os vossos próprios ouvidos. Jeremias 26.8-11". Contudo, Jeremias não voltou atrás em suas palavras e ainda assim foi salvo. (Ver Jeremias 26.13-24).
   Certa vez, Jeremias elaborou um registro escrito de suas predições contra o rei Jeoaquim, com a ajuda do seu secretário Baruque (Ver Jeremias 36.1-8). O conteúdo do rolo deixou o rei tão furioso que ele o queimou (Ver Jeremias 36.9-26), mas o profeta, de forma corajosa, escreveu-o novamente, e ainda acrescentou mais palavras de condenação contra o rei (Ver Jeremias 36.27-32).
   Mais tarde, acusado de fazer aliança com o inimigo, foi açoitado e lançado na prisão onde ficou muitos dias (Ver Jeremias 37.11-15) até ser transferido para o átrio da guarda onde passou a receber uma ração diária de pão. (Ver Jeremias 37.17-21).
   Quando Jeremias profetizou novamente contra Jerusalém, o rei o entregou aos príncipes que o lançaram numa cisterna, cujo fundo estava coberto de lama, onde ele ficou preso (Ver Jeremias 38.1-6). Jeremias teria morrido ali se não tivesse sido salvo por Ebede-Meleque, um eunuco etíope da casa do rei (Ver Jeremias 38.7-13).
   Quando Nabucodonosor tomou Jerusalém, ele permitiu que Jeremias fosse livremente para sua própria casa (Ver Jeremias 39.11-14), todavia, um bando de amotinado de judeus resolveu fugir para o Egito e levou a Jeremias e Baruque como reféns (Ver Jeremias 43.1-7). Assim, foram para Tafnes no Egito, onde ele continuou a profetizar contra eles "Então, veio à palavra do SENHOR a Jeremias, em Tafnes, dizendo: Jeremias 43.8".
   A vida de Jeremias, portanto, foi cheia de dor e sofrimento. Seu povo, a quem amava e a quem rogava incessantemente ao arrependimento, se recusou a ouvi-lo, o rejeitou e o perseguiu. Sua vida é um exemplo de fidelidade em meio a todas as provações que sofreu.

          2 - RESISTINDO AO DESÂNIMO

   Jeremias é conhecido como o "PROFETA CHORÃO", pois, por diversas vezes, derramou o seu coração perante o SENHOR confessando-lhe suas tristezas por causa do pecado do seu povo e as dificuldades de seu ministério. Não obstante, seria injusto imaginar Jeremias como um profeta mole, que chorava pelos cantos com pena de si mesmo. Ao contrário, em virtude de toda a oposição que sofreu, Jeremias mostrou-se corajoso continuando a pregar.
   Jeremias lutava contra o desânimo por um ministério que não tinha boa aceitação por parte do povo. Várias vezes sofreu por causa da rejeição à sua mensagem, entretanto, em todas as suas provações ele encarava sua miséria com uma honestidade admirável. Não tratava suas dificuldades superficialmente, mas sentia e expressava profundamente seu desânimo. Assim, Jeremias demostrou ser um homem de FÉ autêntica que levava suas perguntas e perplexidades diante do SENHOR em ORAÇÃO, para buscar consolo no DEUS que o havia chamado para pregar.
   Na realidade, Jeremias revela o seu envolvimento pessoal com sua mensagem de forma mais profunda do que os demais profetas, pois ele vive a agonia do povo em vista a aproximação do exército Babilônia, antes mesmo que o povo sinta. Ele sente também o sofrimento do SENHOR com relação ao pecado que ele está testemunhando (Ver Jeremias 8.21-9.3). O seu papel é de mediador por natureza. Este papel torna-se mais comovente na série de passagens geralmente denominadas de “CONFISSÕES” do profeta (Ver Jeremias 11.18-20; 12.1-4; 15.10-18; 17.14-18; 18.19-23; 20.7-18). Nelas, Jeremias expressa a sua angústia pelo grande peso do seu chamado profético; ele ora pela vingança contra os seus inimigos pessoais e chega a acusar o SENHOR de tê-lo forçado ou enganado “Por que dura a minha dor continuamente, e a minha ferida me dói e não admite cura? Serias tu para mim como ilusório ribeiro, como águas que enganam? Jeremias 15.18”; “Persuadiste-me, ó SENHOR, e persuadido; mais forte do que eu e prevaleceste, sirvo de escárnio todo o dia; cada um deles zombam de mim. Jeremias 20.7”. Algumas dessas orações provocam respostas do SENHOR com reprovações e encorajamentos (Ver Jeremias 11.21-23; 12.5-6; 15.19-21). A boa disposição do SENHOR com relação a Jeremias, contudo, torna-se uma garantia de fidelidade intencionada por DEUS a todo o povo, durante e depois do julgamento iminente.
   Da mesma forma que Jeremias, devemos também aprender a derramar os sentimentos do nosso coração perante o SENHOR, para alcançarmos misericórdia e graça em nossas necessidades. Apesar de conhecer tudo o que se passa em nosso íntimo “Ainda a palavra me não chegou à língua, e tu, SENHOR, já a conhece todas. Salmos 139.4”, DEUS deseja que tratemos nossas angústias pessoalmente com Ele “Humilhai-vos, portanto, sob a poderosa mão de DEUS, para que Ele, em tempo oportuno, vos exalte, lançando sobre Ele toda a vossa ansiedade, porque Ele tem cuidado de vós. 1 Pedro 5.6-7”; “Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de DEUS, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. Filipenses 4.6”. Se o buscarmos com um coração contrito, Ele nos ouvirá “Amo o SENHOR, porque Ele ouve a minha voz e as minhas súplicas. Salmos 116.1” e se compadecerá de nós, pois compreende profundamente o nosso sofrimento “Porque não temos sumo sacerdote que não possa compreender-se das nossas fraquezas; antes, foi Ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecar. Hebreus 4.15”.

            
     3 – COMBATENDO A INFIDELIDADE

   A mensagem que Jeremias recebia do SENHOR se constituiu na sua principal arma contra as injustiças praticadas pelo povo de Judá. Sua tarefa mais importante consistia em apresentar o iminente julgamento divino sobre uma nação que não desejava se corrigir de seus caminhos, e que, por isso, perderia a terra prometida, a maldição final da aliança (Ver Levítico 26.31-33: Deuteronômio 28.49-68). Ainda assim, o SENHOR prometia salvar um remanescente de seu povo, depois do exílio (Ver Jeremias 24.4-7), e transformar em ruínas a nação que os aprisionaria (Ver  Jeremias 25. 9,11-12).
   Jeremias proclamou que a apostasia da nação era a verdadeira causa para a devastação iminente, pois os israelitas haviam se acomodado à RELIGIÃO corrupta e idólatra de Canaã, permitindo ídolos na área do templo “Antes, puseram as suas abominações na casa que se chama pelo meu nome, para o profanarem. Jeremias 32.34” e, em diversos lugares perto de Jerusalém, crianças eram sacrificadas regularmente a Baal e Maloque (Ver Jeremias 7.31; 19.5; 32.35), desafiando as proibições da lei (Ver Levítico 18.21; 20.22).
   O relacionamento especial existente entre DEUS e Israel por causa da aliança é um dos aspectos mais marcantes dos ensinos de Jeremias. Ele defendeu que Israel fora soberanamente escolhido a adotado por DEUS, como cumprimento de sua promessa a Abraão, e por isso, deveria obedecer o que a aliança estipulava.
   Como apostasia representa uma rejeição fundamental do relacionamento pretendido pela aliança, Jeremias viu que o julgamento divino de Judá era inevitável; todavia, em todas as notícias sombrias de castigo havia uma persistente nota de esperança de um futuro glorioso para uma nação arrependida e fiel (Ver Jeremias 3.14-25; 12.14-17).
   Jeremias também esperava que a aliança tradicional fosse renovada para uma forma ainda mais gloriosa (Ver Jeremias 33.14-26), em que o indivíduo poderia ter um relacionamento pessoal com DEUS, válido acima e além de qualquer forma religiosa. Nesta aliança renovada, a lei divina não estaria mais escrita em tábuas de pedra, mas no coração de cada crente.
   Com esperança, Jeremias relacionava o renovo de justiça, descendente de Davi (Ver Jeremias 33.14-18) com a paz e a prosperidade com que DEUS abençoaria uma nação arrependida e purificada “Purificá-los-ei de toda a sua iniquidade com que pecaram contra mim; e perdoarei todas as suas iniquidades com que pecaram e transgrediram contra mim. Jeremias 33.8”. A cidade de Jerusalém, restaurada, seria em sua profecia messiânica, santa para o SENHOR, recebendo o nome especial de “SENHOR, JUSTIÇA NOSSA” “Naqueles dias, Judá será salvo e Jerusalém habitará seguramente; ela será chamada SENHOR, JUSTIÇA NOSSA. Jeremias 33.16”. O povo que retornasse do exílio adotaria a DEUS com coração arrependido, sendo perdoado, e passaria a ser governado pelo príncipe messiânico “Eis que vêm dias, diz o SENHOR, em que levantarei a Davi um renovo justo; e, rei que é, reinará, e agirá sabiamente, e executará o juízo e a justiça na terra. Jeremias 23.5”. Esta grande esperança de uma nação renovada e revigorada é resposta suficiente às objeções daqueles que dizem que Jeremias é somente um profeta de castigo.

          CONCLUSÃO

   Jeremias resistiu a todas as provas. Foi desprezado, preso ameaçado. Com a exceção de Josias, todos os outros reis ignoravam suas advertências. Apesar disso, Jeremias conduziu fielmente sua mensagem divina com lágrimas de tristeza e dor. Lutou contra seu próprio desânimo, mas seguiu firme em sua jornada solitária de mensageiro de DEUS. Foi um profeta de julgamento, mas também de esperança, apontando para o futuro reino do Messias.

          APLICAÇÃO

   O que, em sua vida, significa desvio de sua aliança com DEUS? O que fazer a respeito?

DIÁCONO – LUIZ MARIANO SIQUEIRA
LIÇÃO Nº 9 REVISTA NOSSA FÉ
NUVEM DE TESTEMUNHO
SALGUEIRO-PERNAMBUCO 25/03/2016  

  


sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

EZEQUIAS E A VITÓRIA DA FÉ

JESUS CRISTO.

         EZEQUIAS E A VITÓRIA DA FÉ


   "Depois destas coisas e desta fidelidade, veio Senaqueribe, rei da Assíria, entrou em Judá, acampou-se contra as cidades fortificadas e intentou apoderar-se delas. vendo, pois, Ezequias que Senaqueribe vinha e que estava e que estava resolvido a pelejar contra Jerusalém, resolveu, de acordo com seus príncipes e os seus homens valentes, tapar as fontes das águas que havia fora da cidade; e eles o ajudaram. Assim, muito povo se ajuntou, e taparam todas as fontes, como também o ribeiro que corria pelo meio da terra, pois diziam: Por que viriam os reis da Assíria e achariam tantas águas? Ele cobrou ânimo, restaurou todo o muro quebrado e sobre ele ergueu torres; levantou também o outro muro por fora, fortificou a Milo na Cidade de Davi e fez armas e escudos em abundância. Pôs oficiais de guerra sobre o povo, reuniu-os na praça na porta da cidade e lhes falou ao coração, dizendo: Sedes fortes e corajosos, não temais, nem vos assusteis por causa do rei da Assíria, nem por causa de toda a multidão que está com ele; porque um há conosco maior do que está com ele. Com ele está o braço de carne, mas conosco, o SENHOR, nosso DEUS,  para nos ajudar e para guerrear nossas guerras. O povo cobrou ânimo com as palavras de Ezequiel, rei de Judá. Depois disto, enquanto Senaqueribe, rei da Assíria, com todo seu exército sitiava Laquis, enviou os seus servos a Ezequias, rei de Judá, que estava em Jerusalém, dizendo: Diante de apenas um altar vos prostrareis e sobre ele queimareis incenso? Não sabeis vós o que eu e meus pais fizemos a todos os povos da terras? Acaso, puderam, de qualquer maneira, os deuses das nações daquelas terras livrar o seu país das minhas mãos? Qual é, de todos os deuses daquelas nações que meus pais destruíram, que pôde livrar o seu povo das minhas mãos, para que vosso DEUS vos possa livrar das minhas mãos? Agora, pois, não vos engane Ezequias, nem vos incitem assim, nem lhe deis crédito; porque nenhum deus de nação alguma, nem de reino algum pôde livrar o seu povo das minhas mãos, nem das mãos de meus pais; quanto menos vos poderá livrar o vosso DEUS das minhas mãos? Os seus servos falaram ainda mais contra o SENHOR DEUS e contra Ezequias, seu servo. Senaqueribe escreveu também cartas, para blasfemar do SENHOR, DEUS de Israel, e para para falar contra ele, dizendo: Assim como os deuses das nações de outras terras não livraram o seu povo das minhas mãos, assim também o DEUS de Ezequias não livrará o seu povo das minhas mãos. Clamaram os servos em alta voz em judaico contra o povo de Jerusalém, que estava sobre o muro, para os atemorizar e os perturbar, para tomarem a cidade. Falaram do DEUS de Jerusalém, como os deuses dos povos da terra, obras das mãos dos homens. Porém o rei Ezequias e Isaías, o profeta, filho de Amoz, oraram por causa disso e clamaram ao céu. Então, o SENHOR enviou um anjo que destruiu todos os homens valentes, os chefes e os príncipes no arraial do rei da Assíria; e este, com o rosto coberto de vergonha, voltou para sua terra. Tendo ele entrado na casa de seu deus, os seus próprios filhos na casa de seu deus, os seus próprios filhos ali o mataram, a espada. Assim, livrou o SENHOR a Ezequias e os moradores de Jerusalém das mãos de Senaqueribe, rei da Assíria, e das mãos de todos os inimigos; e lhes deu paz por todos os lados. Muitos traziam presentes a Jerusalém ao SENHOR e coisas preciosíssimas a Ezequias, rei de Judá, de modo que, depois disto, foi enaltecido à vista de todas as nações. 2 Crônicas 32.1-23".

    INTRODUÇÃO


   Ezequias foi um rei piedoso, como todos os relatos bíblicos demonstram (2 Reis 18-20; 2 Crônicas 29-33; Isaías 33-39). De acordo com o autor dos livros dos Reis, não houve outro como ele, nem antes, nem depois, porque Ezequias confiava no SENHOR “Confiou no SENHOR, DEUS de Israel, de maneira que depois dele não houve seu semelhante entre todos os reis de Judá, nem entre os que foram antes dele. 2 Reis 18.5”. Um testemunho da fidelidade dele também é dado em Jeremias “Miquéas, o morastita, profetizou nos dias de Ezequias, rei de Judá, dizendo: Sião será lavrada como o campo, Jerusalém se tornará em montão de ruínas, e o monte do templo, numa colina coberta de mato. Mataram-no, acaso, Ezequias, rei de Judá? Antes, não temeu este ao SENHOR, não implorou a favor do SENHOR? E o SENHOR não se arrependeu do mal que falara contra eles? E traríamos nós tão grande mal sobre a nossa alma? Jeremias 26.18-19”. Miquéas, contemporâneo de Isaías, profetizara que Jerusalém seria destruída “Portanto, por causa de vós, Sião será lavrada como um campo, e Jerusalém se tornará em montões de ruínas, e o monte do templo, numa colina coberta de mato. Miquéas 3.12”. A resposta desse rei a tal foi humilhar-se. Buscou ao SENHOR e a calamidade não aconteceu. Cem anos mais tarde os anciãos, no tempo de Jeremias, estavam familiarizados com a história do livramento de DEUS e da fidelidade de Ezequias. Conheçamos, assim, sua história repleta de grandes desafios.

          1 – AS REFORMAS DE EZEQUIAS

Ezequias foi responsável por uma grande faxina espiritual na vida do povo de Judá, e pelo restabelecimento do culto autêntico ao SENHOR. O segundo livro das Crônicas (29.1 – 31.21) apresenta um relato detalhado de suas reformas, que começaram imediatamente após a coroação “No primeiro ano do seu reinado, no primeiro mês, abriu as portas da Casa do SENHOR e as reparou. 2 Crônicas 29.3”.
   A reforma teve como objetivo principal centralizar a adoração ao SENHOR novamente em Jerusalém. Como parte desse programa, o jovem rei ordenou que o templo fosse reaberto e purificado. A Idolatria foi removida da área do santuário, inclusive a imagem de Neustã, a serpente de bronze que Moisés erigira no deserto, pois essa estátua havia se tornado objeto de culto, o que demonstra quão facilmente substituímos a verdadeira adoração pela falsa.
   Os sacerdotes e levitas voltaram a servir de acordo com os preceitos bíblicos. A música foi incorporada no culto, segundo o costume introduzido nos templos do rei Davi. Ezequias até mesmo incentivou os habitantes do reino do Norte a participar da adoração em Jerusalém, pois nessa época eles não mais possuíam seu centro político. Samaria fora destruída pelos Assírios (722 a.C.) e os israelitas sobreviventes coexistiram com outros povos. Ezequias enviou mensageiros que percorreram toda a região de Judá e Israel, a fim de convidar o povo a adorar ao SENHOR. Alguns dos remanescentes no reino do Norte escarneceram dos mensageiros, mas outros se humilharam e foram participar da páscoa. A maioria do povo de Judá atendeu “Também em Judá se fez sentir a mão de DEUS, dando-lhes um só coração, para cumprirem o mandado do rei e dos príncipes, segunda a PALAVRA DO SENHOR. 2 Crônicas 30.12”.
   Uma grande multidão reuniu-se em Jerusalém para celebrar. A Festa dos Pães Asmos, que ocorre logo depois da páscoa, durou sete dias e foi acompanhada de “GRANDE ALEGRIA”. Tiveram tempo tão maravilhoso em adoração e louvor ao SENHOR, que resolvem estender a festa por mais uma semana. Nada similar a este acontecimento sucedera desde os dias do rei Salomão “Houve grande alegria em Jerusalém; porque desde o dia de Salomão, filho de Davi, rei de Israel, não houve cousa semelhante em Jerusalém. 2 Crônicas 30.26”.
   O povo estava muito contente, devido à experiência maravilhosa que teve durante a festa. Essa alegria espalhou-se por outras áreas. Essa alegria espalhou-se por outras áreas da vida. Um dos resultados foi a destruição de todos os locais ilegítimos usados para adoração em Judá e Israel. Outro resultado foi a restauração dos dízimos e das ofertas generosas trazidas pelo povo para manter em funcionamento.
   O cronista fecha essa seção enfatizando que Ezequias fez o que era bom, reto e verdadeiro “Assim fez Ezequias em todo o Judá; fez o que era bom, reto e verdadeiro perante o SENHOR, seu DEUS. Em toda a obra que começou no serviço da Casa de DEUS, na lei e nos mandamentos, para buscar a seu DEUS, de todo o coração o fez e prosperou. 2 Crônicas 31.20-21”. Viu a necessidade de restaurar o verdadeiro culto ao SENHOR e não perdeu tempo para iniciar o projeto. Seu primeiro mandato já trouxe resultados que foram sentidos por toda a terra.

          2 – ENFRENTANDO O PODEROSO INIMIGO

   A situação de política externa de Judá permanece tensa. Acaz, seu pai, fizera uma aliança com os assírios e por essa razão Ezequias era considerado vassalo deles. Ele conseguiu desenvolver reformas internas, sem incorrer na ira de Sagão II. Todavia, com sua morte em batalha (705 a.c.), Senaqueribe o sucedeu no trono e teve que lidar com as insurreições da Babilônia até o Egito e finalmente em 701 a.C., voltou-se para Judá, para subjugá-la.
     Nos preparativos para enfrentar o exército assírio, Ezequias tapou as fontes externas de água para dificultar a permanência do inimigo, reconstruiu os muros da cidade, ergueu torres e fabricou um grande número de armas e escudos. Também construiu um grande túnel, que ligava o ribeiro de Giom ao poço de Siloé, para garantir a capacidade de Jerusalém resistir ao inimigo por um tempo maior, pois haveria água disponível, mesmo que a cidade fosse sitiada.
   Ezequias era um rei piedoso e bom político. Por um lado, tinha grande confiança no poder do SENHOR para livrá-lo “Com ele (Senaqueribe) está o braço da carne, mas conosco o SENHOR, nosso DEUS para nos ajudar, e para guerrear as nossas guerras. 2 Crônicas 32.8”. Por outro lado, conhecia a crueldade dos assírios; quando se aproximaram, tentou pacificá-los com o pagamento do tributo. Provavelmente arrependeu-se por sua rebelião anterior contra eles.
   O rei assírio, entretanto, enviou Rabsaqué com uma carta e um grande exército a Jerusalém, para exigir a rendição da cidade. Esse comandante assírio tentou desmoralizar os oficiais e os cidadãos judeus, dizendo-lhes em hebraico que ninguém seria capaz de salvá-los das mãos de Senaqueribe.
   Ezequias foi ao templo orar e colocou a carta diante do SENHOR. Em sua oração, reconheceu que somente o Todo-poderoso é DEUS sobre os reinos da terra. Encerrou sua oração implorando que o SENHOR os livrasse de Senaqueribe e, dessa forma, mostrasse que era o único DEUS verdadeiro.
   DEUS enviou sua resposta. A arrogância de Senaqueribe chegara ao conhecimento do SENHOR e, por essa razão, DEUS colocaria anzóis em seu nariz e freio em sua boca Você não percebe que há muito tempo eu já havia determinado tudo isso. Desde a antiguidade planejei o que agora faço acontecer, que você deixaria cidades fortificadas em ruínas. Seus habitantes, sem forças, desanimam-se envergonhados. São como pastagens, como brotos tenros e verdes, como ervas no telhado, queimadas antes de crescer. Eu, porém, sei onde você está, sei quando você sai e quando retorna; e como vocês e enfurece contra mim. Sim, contra mim você se enfureceu e o seu atrevimento chegou aos meus ouvidos. Por isso porei o meu anzol em seu nariz e o meu freio em sua boca, e o farei voltar pelo caminho por onde veio. 2 Reis 19-25-28”. Senaqueribe espalhou sua destruição por toda a região e tornou-se arrogante, ao pensar que construía um império pelo seu próprio poder. Não perceberá que servia a um propósito divino.
   Naquela mesma noite, o Anjo do SENHOR feriu 185 mil soldados assírios; o rei levantou acampamento e, coberto de vergonha voltou para Nínive, onde acabou morto pelos seus filhos, quando se encontrava no templo de seu deus Nisroque.
   Aparentemente, a salvação de Jerusalém resultou em um  reconhecimento em grande escala de que só o SENHOR era DEUS. Muitas pessoas levaram ofertas ao templo Mui­tos trouxeram ­a Jerusalém ofertas para o Senhor e presentes valiosos para Ezequias, rei de Judá. Daquela ocasião em diante ele foi muito respeitado por todas as nações. 2 Crônicas 32.23”. Ezequias também foi exaltado depois desse incidente. Certamente era um milagre ter o exército assírio ao redor da vida, Pronto para atacar, e de repente vê-los em retirada. O SENHOR operou uma obra maravilhosa e fez com que as nações ao redor refletissem sobre aquele acontecimento.

          3 – LIÇÕES DO LIVRAMENTO DE EZEQUIAS

   O cerco de Jerusalém pode representar as grandes dificuldades que nos advêm, e que não nos sentimos preparados para combater. Podem ser dificuldades nos relacionamentos, ou as pressões do diabo em outras áreas.
   Se desejamos vencer as batalhas que se levantam contra nós, temos que aprender com Ezequias a lidar com elas. Em primeiro lugar, aprendemos a tapar as fontes que saciam a sede do inimigo, Ou seja, tudo aquilo que dá força ao inimigo. É preciso que reflitamos sobre como nós mesmos temos alimentado e fortalecido o nosso problema. Ore e procure ajuda de um conselheiro para localizar essas fontes e jogue areia nelas.
   A segunda lição é a necessidade de restaurarmos os muros de nossa vida espiritual, ou seja, temos que concertar as deficiência na nossa comunhão com DEUS, erguer as defesas da FÉ, fortalecer-nos com a palavra, e clamarmos pela misericórdia divina.
   A terceira lição está no enfrentamento da dúvida, pois a maior estratégia inimiga é nos fazer cair da FÉ através da desconfiança e da intimidação. Foi assim que agiu Rabsaqué, tentando minar a confiança do povo. É preciso então, lutar contra as dúvidas quanto ao poder de DEUS, seu propósito e seu amor para conosco. É preciso dizer como o Salmista: “Firme está o meu coração, ó DEUS Salmos 57.7”. A melhor arma contra a dúvida é a FÉ alimentada pela oração. Dias de provação devem ser dias de oração.
   No mesmo ano do livramento, 701 a.C., Ezequias foi acometido por sua doença mortal, com a idade de 39 anos. O rei orou para que o SENHOR o curasse, e DEUS lhe deu mais quinze anos de vida. Contudo, após seu tempo de vida ser ampliado, ele não foi grato, mas seu coração se exaltou. Por causa disso, o SENHOR declarou que sua ira viria sobre o rei e sobre todo povo judeu. Ezequias e os moradores de Jerusalém humilharam-se e evitaram a ira de DEUS naquela geração “Ezequias, porém, se humilhou por se ter exaltado o seu coração, ele e os habitantes de Jerusalém; e a ira do SENHOR não veio contra eles nos dias de Ezequias. 2 Crônicas 32.26”.
   Aprendemos com isto que a soberba é um agente secreto mandado pelo inimigo quando a batalha já está quase vencida. Quando estamos livres do inimigo e nos sentimos em paz, este agente ataca-nos enaltecendo pelas nossas vitórias. Por isso, “CUIDADO!” É preciso humildade e o reconhecimento da graça de DEUS. “Tomou, então, Samuel uma pedra, e a pôs entre Mispa e Sem, e lhe chamou Ebenézer, e disse: Até aqui nos ajudou o SENHOR. 1 Samuel 7.12”; “E vós já tendes visto tudo quanto fez o SENHOR, vosso DEUS, a todas estas gerações por causa de vós, porque o SENHOR, vosso DEUS, é o que pelejou por vós. Josué 23.3”.


          CONCLUSÃO

   Por intermédio do rei Ezequias, aprendemos que a primeira preocupação que devemos ter é a de buscarmos prestar uma correta adoração a DEUS, e que isto muitas vezes requer verdadeira reforma em nossa vida. Aprendemos também que, por mais forte que sejam os nossos opressores, pela força do SENHOR, podemos alcançar vitória tapando as fontes, erguendo muros e enfrentando a dúvida lançada pelo inimigo.

          APLICAÇÃO

   Como você pode melhorar na área da adoração? De que modo você pode enfraquecer a ação do inimigo em sua vida? Para quais batalhas específicas você precisa pedir ajuda do SENHOR?


DIÁCONO: LUIS MARIANO SIQUEIRA

LIÇÃO Nº 8 REVISTA NOSSA FÉ

NUVEM DE TESTEMUNHO

SALGUEIRO-PERNAMBUCO 19/02/16

  pode represen