sexta-feira, 26 de julho de 2013

O PROCESSO DE TRANSFORMAÇÃO DO APÓSTOLO PEDRO - 2 (PEDRO ANTES, E DEPOIS DE JESUS CRISTO)

JESUS CRISTO.


O PROCESSO DE TRANSFORMAÇÃO DO APÓSTOLO PEDRO - 2 (PEDRO ANTES E DEPOIS DE JESUS CRISTO).

   "E Pedro e João subiam juntos ao templo a hora da oração, a nona. E era trazido um varão que desde o ventre de sua mãe era coxo, o qual todos os dias punham á porta do templo, chamada Formosa, para pedir esmola aos que entravam. O qual, vendo a Pedro e a João, que iam entrando no templo, pediu que lhe dessem uma esmola. E Pedro, com João, fitando os olhos nele, disse: Olha para nós. E olhou para eles, esperando receber deles alguma coisa. E disse Pedro: Não tenho prata nem ouro; mas o que tenho isso te dou. Em nome de JESUS CRISTO, o Nazareno, levanta-te e anda. E, tomando-o pela mão direita, o levantou, e logo os seus pés e artelhos se firmaram. E, saltando ele, pôs-se em pé, e andou, e entrou com eles no templo, andando, e saltando, e louvando a DEUS. E todo o povo viu andar e louvar a DEUS; e conheciam-no, pois era ele o que se assentava a pedir esmola a porta Formosa do templo, e ficaram cheios de pasmo e assombro, pelo que lhe acontecera. Atos 3.1-10".

   JESUS  disse reiteradas vezes que partiria. Seria preso, torturado. Como pode alguém que desarma a mente de qualquer opositor morrer de modo tão vil? Como pode alguém que discursa sobre a eternidade terminar a vida pendurado numa trave de madeiro? Para Pedro isso parecia impossível. Mas, á medida que o fim se aproximava, o discípulo pressentiu que perderia JESUS. Ficou incomodado. Não compreendia que a cruz era o desejo do seu Mestre JESUS CRISTO, e não uma fatalidade.
   O carpinteiro da emoção esculpiu o amor na alma do pescador. O pescador aprendeu a amar. Amou intensamente o carpinteiro e as pessoas que o cercavam. Pedro talvez tivesse morrido pescador se JESUS não o tivesse encontrado. Ao segui-lo Pedro passou a ver a humanidade de modo diferente. A vida ganhou um novo sentido. O tédio diluiu-se, a repetição dissipou-se e a paz alcançou níveis inimagináveis.
   Andar com JESUS era uma aventura maior do que viver no mar. Diariamente havia coisas novas. Quando JESUS insinuou a grande despedida na última ceia, uma tristeza aguda abarcou a emoção de pedro. O teatro da sua mente foi invadido por pensamentos sombrios.
   JESUS caminhou para o jardim do Getsêmani e seus discípulos, inconformados, o acompanharam. Comentei esse assunto em outros textos, na perspectiva de JESUS; agora preciso comentá-lo na perspectiva dos discípulos. A mente deles não parava de pensar e roubar energia do córtex cerebral, produzindo um desgaste enorme, uma fadiga intensa. Em poucas horas eles gastaram mais energia do que em dias de trabalho braçal extenuante.
   No Getsêmani, JESUS  chamou em particular Pedro, Tiago e João. Subitamente, o Mestre JESUS disse algo incomum: falou sobre sua dramática dor emocional. Permitiu que eles vissem suas reações de estresse. Os olhos dos discípulos presenciaram um espetáculo único. Os capilares de JESUS estouravam na periferia da pele, produzindo um suor sanguinolento. Quantos pensamentos não passaram na mente de Pedro? JESUS angustiado, sofrendo, confessando sua dor? Impossível!
   Ele observava a queixa do Mestre dos Mestres JESUS suplicantes ao Pai e ficava cada vez mais perplexo "E, levando consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se e a angustiar-se muito. Então lhes disse: A minha alma está cheia de tristeza até a morte; fica aqui, e velai comigo. Mateus 26.37-38". O Mestre JESUS imbatível chorava diante do caos. JESUS, que enfrentara o mundo, pedia agora que fosse afastado dele o cálice? Que cálice era esse? Que fuga era essa? Pedro começou a negar JESUS naquele momento. Ele não compreendia que JESUS clamava para que seu Pai afastasse não o cálice da sua cruz, mas o cálice da sua mente, os pensamentos antecipatórios sobre o cálice da cruz que dilaceravam sua emoção.
   A fadiga emocional de Pedro aumentou ainda mais. Seu cérebro, para evitar um colapso e economizar energia, provocou-lhe sonolência. Acabaram-se suas reservas. Pedro dormiu juntamente com Tiago e João. No momento em que JESUS mais precisava deles, não conseguiram estar alertas.
   Ao ver seu Mestre JESUS  preso, Pedro ainda demostrou alguma força, mas já cambaleava. O silêncio de Judas o amedrontou. Os discípulos fugiram, Pedro segui-o a distância. Disfarçadamente, penetrou no pátio do sinédrio. Não se deu conta de que, ao mesmo tempo, entrava no pátio da sua emoção, percorria as vielas do medo e vivia o mais intenso treinamento da sua personalidade.
   JESUS era questionado, mas nada respondia. O silêncio de JESUS ecoava como uma cascata na alma de Pedro. As sessões de espancamento ferindo o rosto do Mestre JESUS eram um espetáculo de terror. O medo irracional é o maior ladrão da inteligência. Um pequeno inseto pode se tornar um monstro, uma taquicardia pode gerar a falsa impressão de infarte, um elevador pode se tornar um cubículo sem ar. O medo traz á luz os fantasmas.
   Pedro reagia por instinto. Seu cérebro clamava para que ele saísse de cena, mas a intensidade do medo e do conflito existencial que o dominava o paralisaram. Quando questionado, negou JESUS. Questionado pela segunda vez, negou novamente. Na terceira vez foi longe demais: "Eu não conheço esse homem! Nunca andei com ele! Não faço a mínima ideia de quem seja. Mateus 26.29". Horas antes ele jurara que morreria com JESUS, mas agora JESUS era um estranho para ele.
   No livro O MESTRE dos MESTRES vimos que, quando Pedro o nega pela terceira vez, JESUS se esquece da sua dor e o acolhe com o mais sublime olhar. O carpinteiro e o pescador se reencontraram num dos olhares mais belo das história. JESUS estava ferido e encontrava-se afastado. Não havia possibilidade de falar com Pedro e consolá-lo. Mas, quando as palavras lhe faltaram, o Mestre JESUS falou com os olhos. falou que compreendia a fragilidade do seu discípulo querido, que em hipótese alguma esqueceria, que o amaria para sempre, ainda que ele o negasse inúmeras vezes.
   O olhar de JESUS desbloqueou a mente de Pedro e ele caiu em si. Saiu de cena e foi chorar. Chorou amargamente. Ninguém poderia consolá-lo. Cada gota de lágrima foi uma lição de vida. Cada gota de lágrima irrigou a sua capacidade de refletir. Ele não acreditava no que tinham feito. Nunca se vira tão frágil. Jamais traíra seus sentimentos.
   Todos nós estamos, de alguma forma, representados na história de Pedro. JESUS não apenas o acolheu, mas acolheu todas as pessoas que são controladas pelo medo, que não conhecem seus limites, que nos momentos de tensão reagem sem pensar.
   Quem não tem atitudes como as de Pedro? Quem é plenamente fiel a sua consciência em todos os momentos da própria história? Quem não é escravo do medo quando está doente ou correndo risco de morte? Quem não é tomado pela ansiedade quando ofendido, ameaçado, pressionado? quem não nega as próprias convicções diante das tempestades da vida? 
   Desconfie das pessoas que não reconhecem suas fraquezas. Todos temos nossos limites. Muitos dos que se julgam estáveis e seguros não suportam situações imprevisíveis. Uma crise financeira é capaz de roubar-lhes a tranquilidade. Um fracasso os deprime. Uma crítica os leva a reações intempestivas. Uma doença os deprime.
   Pedro era ansioso, mas não volúvel. Seu caráter era sólido. Seu erro foi muito grave, mas ele negou JESUS CRISTO porque um medo intenso obstruiu as janelas de sua inteligência. Se vivêssemos naquele tempo, muitos de nós não cometeríamos esse erro porque não teríamos sequer coragem de entrar naquele pátio.
   Pedro não cometeu erros menos graves do que Judas. Judas traiu JESUS por trinta moedas de prata e pedro o negou veementemente para três pessoas de baixa posição social. Um traiu, outro negou. Os dois erros foram grandes e graves. Mas geraram dois destinos diferentes.
   Tanto Judas quanto Pedro choraram intensamente. Ambos experimentaram um dramático sentimento de culpa. Pedro amava intensamente JESUS e Judas o admirava intensamente. O amor de Pedro resistiu ao drama da culpa, a admiração de Judas sucumbiu a ela.
   Pedro recordou que JESUS dissera que ele o negaria, e Judas, que ele o trairia. Pedro foi alcançado por um olhar de JESUS. Judas teve um privilégio maior, pois JESUS o chamou de amigo no ato da traição. Pedro compreendeu o olhar de JESUS. Judas não compreendeu a palavra "AMIGO". Judas ão compreendeu a compaixão do Mestre JESUS. O resultado?
   Pedro se perdoou, Judas se puniu. Cada gota de lágrimas que Pedro derramou produziu uma amarga lição de vida, e cada gota de lágrima que Judas derramou produziu um amargo sentimento de culpa. A dor de Pedro arejou a sua emoção, fê-lo compreender a sua fragilidade. A dor de Judas sufocou sua emoção e tornou-se uma pessoa indigna.
   Judas cortou relações com todos. Pedro não se isolou diante da dor. Teve a coragem de contar aos amigos o seu erro. Por isso, sua negação foi comentada nos quatro evangelhos e foi alvo de inúmeras conversas entre os primeiros cristãos. Todos se reconheceram em Pedro. A sua história revela um homem que aprendeu a ser grande por enxergar e admitir a sua pequenez. Só os grandes homens são capazes desse gesto.
   Semanas mais tarde, após a morte de JESUS, Pedro teve reações inusitadas. Ele, que havia negado a JESUS para pessoas simples, falou publicamente para milhares de pessoas sobre seu amor pelo Mestre JESUS, incendiando o amor na multidão. "Pedro, porém, pondo-se em pé com os onze, levantou a sua voz, e disse-lhes: Varrões judeus, e todos os que habitam em Jerusalém, seja-vos isto notório, e escultai as minhas palavras. Estes homens não estão embriagados, como vós pensais, sendo a terceira hora do dia. DEUS ressuscitou a este JESUS, do que todos nós somos testemunhas. De sorte que, exaltado pela destra de DEUS, e tendo recebido do Pai a promessa do ESPÍRITO SANTO, derramou isto que agora vedes e ouvis. atos 2.14-15;32-33".
   Após esse fato, Pedro foi preso diversas vezes, mas nunca mais negou a JESUS. Esteve diante dos homens do sinédrio que tinham mandado espancar o Mestre JESUS, mas dessa vez foi seguro e eloquente. Fitou-se e disse que JESUS tinha ressuscitado, que vencera o inimaginável, o caos da morte. 
   A superação da morte de JESUS é uma noticia maravilhosa, mas entra na esfera da FÉ, transcendem a investigação da ciência. Extrapola a análise proposta por esta coleção. O que desejo ressaltar aqui é que, após a morte de JESUS, o Pedro tímido e amedrontado se converteu num homem destemido e imbatível.
   Se pedro não tivesse negado JESUS, talvez não tivesse reeditado algumas áreas doentias da sua personalidade. Mas ao conhecer seus limites e aprender a chorar, seu espírito inundou-se de um amor indecifrável. Esse amor penetrou em cada área de sua alma e o transformou, pouco a pouco, num homem dócil, amável, gentil, tolerante. 
   As duas cartas que escreveu no final da vida refletem a sua mudança. Revelam um pensador sensível, arguto e afável. Pedro comentou nos seus escritos que devemos nos amar ardentemente com um amor genuíno. Disse que devemos nos despojar de toda inveja, maldade e falsidade. Comentou algo surpreendente: Que JESUS vivia no secreto do seu ser. Foi ainda mais longe, dizendo que a dinâmica das relações sociais deve mudar, que não devemos pagar mal com mal, injuria com injuria.
   A emoção de Pedro exalava sensibilidade No final da sua primeira carta enumerou os princípios que definem um verdadeiro líder. Assimilando as palavras do Mestre dos Mestres JESUS, afirmou que os líderes não devem controlar as pessoas, nem ser gananciosos, mas modelos de humildade, sobriedade, ânimo, mesmo diante das turbulências da existência. E terminou como o mais poético dos escritores: "Saudai-vos uns aos outros com o ósculo do amor. Paz para todos vós que estais em CRISTO. 1 Pedro 5.14".
   Na sua juventude Pedro não admitia desaforos. Era difícil encontra sensibilidade nos seus gestos. Era capaz de usar a espada se fosse contrariado. Mas o jovem irritado e insensível transformou-se num poeta da solidariedade. Ele termina sua mais longa carta sem criticas, cobranças, sem apontar defeitos. Termina se despedindo de forma  sublime, distribuindo beijos de amor para todos. Como esse Pedro estava longe do Pedro individualista e agressivo dos tempos em que enfrentava o mar! JESUS revolucionara a sua vida.
   Nunca o amor curou tanto as feridas da alma. Nunca se soube de alguém que aprendeu tanto tendo tão pouco. O apóstolo Pedro se tornou também um Mestre da Vida.   


DIÁCONO: LUIS MARIANO SIQUEIRA.
LIVRO O MESTRE INESQUECÍVEL.
AUGUSTO CURY
CARPINA - PERNAMBUCO 26/07/2013

quarta-feira, 17 de julho de 2013

O PROCESSO DE TRANSFORMAÇÃO DO APÓSTOLO PEDRO. 1 (PEDRO ANTES E DEPOIS DE JESUS)

JESUS CRISTO.

O PROCESSO DE TRANSFORMAÇÃO DO APOSTOLO PEDRO 1. (PEDRO ANTES E DEPOIS DE JESUS).

   'Logo a seguir, compeliu JESUS os discípulos a embarcar a passar adiante dele para o outro lado, enquanto ele despedia as multidões. E, despedidas as multidões, subiu ao monte, a fim de orar sozinho. Em caindo a tarde, lá estava ele, só. Entretanto, o barco já estava longe, a muitos estádios da terra, açoitando pelas ondas, porque o vento era contrário. Na quarta vigília da noite, foi JESUS ter com eles, andando ´por sobre o mar. E os discípulos, ao verem-no andando sobre as águas, ficaram aterrados e exclamaram: É um fantasma! E, tomando de medo, gritaram. Mas JESUS imediatamente lhes disse: Não temais! respondendo-lhe Pedro, disse. Se és tu, SENHOR, manda-me ter contigo, por sobre as águas. E ele disse: Vem! E Pedro, descendo do barco, andou por sobre as águas e foi ter com JESUS. Reparando, porém, na força do vento, teve medo e, começando a submergir, gritou: Salva-me, SENHOR! e, prontamente, JESUS, estendendo a mão, tomou-o e lhe disse: Homem de pequena FÉ, por que duvidasse? Subindo ambos para o barco, cessou o vento. E os que estavam no barco o adoravam, dizendo: Verdadeiramente és o FILHO de DEUS!. Mateus 14.22-33".

   O coração psicológico de Pedro podia ser comparado solo a beira do caminho. Era rude, compactado, inflexível e sem grande cultura. Era impetuoso, irritado, tenso e especialista em reagir antes de pensar. Mas, ao contrário de Judas, era simples e transparente. Não dissimulava seus comportamentos, dizia o que pensava.
   Sua mente era um livro aberto. Sua emoção, instável, mas sincera. Ficava fácil descobrir o que estava por trás das suas intenções. Pedro atropelava JESUS com frequência. Dizia coisas sem sua permissão. Colocava-o em situações difíceis, mas suas reações eram carregadas de ingenuidade, não de maldade. Ele repetia os mesmos erros com frequência porque não sabia se controlar.
   Era hiperativo. A psiquiatria precisa avançar na compreensão da hiperatividade. As crianças ou jovens hiperativos possuem uma energia fenomenal, a sua mente está sempre ocupada com os próprios pensamentos. Por isso são dispersivos, não pensam nas consequências dos seus comportamentos, não refletem sobre suas dores, perdas e frustrações e, assim, repetem os mesmos erros com frequência.  Devido o transtorno que causam, é difícil ter paciência com os portadores de hiperatividade, mas, se a emoção deles for educada, podem se tornar seres humanos brilhantes. Pedro, como todo jovem era hiperativo, era vitimada pela ação do gatilho da memória, que é um fenômeno inconsciente que abre em milésimos de segundos os primeiros arquivos diante de um estímulo. O gatilho da memória produz as respostas imediatas, que devem ser lapidadas. Mas as pessoas hiperativas, em vez de lapidá-las, as exteriorizam. Quando ofendido, Pedro rebatia, sem analisar. Quando questionado, a resposta estava na ponta da língua, sem grandes reflexões.
   Era tão rápido que não titubeou em dizer que jamais negaria CRISTO. Sua impulsividade impediu-o de pensar duas vezes antes de cortar a orelha de um soldado que se aproximou de JESUS para predê-lo. Não analisou que havia uma grande escolta e que seu ato poderia provocar consequências imprevisíveis naquela noite.
   Pedro parecia um homem de extrema coragem, mas como não se interiorizava, não conhecia seus limites. Cortou a orelha do soldado porque se apoiava na grandeza de JESUS. Mas quando JESUS deixou de realizar seus atos sobrenaturais e optou pelo silêncio, a força de Pedro se evaporou no calor das dificuldades.
   Dentre os que andaram com JESUS, ninguém errou tanto quanto Pedro. Mas havia uma qualidade nele que sempre habitou nos grandes homens. Não tinha medo de errar, de chorar, de se entregar para aquilo em que acreditava, de correr riscos para conquistar seus sonhos. Era rápido para errar e rápido para se arrepender e retornar ao caminho.
   Pedro não era um intelectual, um homem de notório saber, mas tinha uma característica dos grandes pensadores: Uma exímia capacidade de observação. Muitos universitários não possuem essa capacidade e por isso são meros repetidores de informações. Entre os cientistas, quem não desenvolve a observação não terá chance como pensador.
   Pedro fitava seu Mestre. Os laboratórios de JESUS causaram-lhe uma verdadeira revolução na colcha de retalhos da sua personalidade. Cada vez que JESUS abraçava uma criança e dizia para os seus discípulos que se eles não fossem como elas jamais entrariam no seu Reino, Pedro ficava intrigado e pensativo. Ele talvez fosse o mais velho dos jovens discípulos, mas era o que se colocava como uma criança diante do seu Mestre.
   Por ser um grande observador, paulatinamente descobriu o segredo da arte de aprender. O segredo consistia em esvaziar-se dos preconceitos e paradigmas, não temer o novo, não ter receio de explorar o desconhecido. Entendeu que devia se colocar como uma criança que se expõe singelamente diante do mundo que a cerca. Quem não consegue se esvaziar das próprias verdades não consegue abrir as possibilidades dos pensamentos. Judas não soube aprender essa lição.
   Qualquer pessoa que perde a capacidade de se esvaziar e de se colocar como uma criança aventureira diante do desconhecido torna-se estéril de novas ideias. Você tem cultivado essa capacidade? Há pessoas que não conseguem brilhar em suas profissões porque pensam e reagem sempre do mesmo jeito. Suas mentes estão engessadas. Muitos não conseguem conquistar filhos, cônjuge e amigos porque dão sempre as mesmas respostas para os mesmos problemas e nunca os surpreendem.
   JESUS encantava a todos porque sempre tinha novas respostas. Era capaz de falar eloquentemente de DEUS sem mencionar a palavra "DEUS". No seu encontro com a samaritana deixou-a fascinada comentando os segredos da felicidade, do prazer inesgotável. Depois de ouvi-lo, ela saiu pela cidade falando para todos do encontro com JESUS. Quem dele se aproximava ficava estarrecido com sua perspicácia e capacidade de argumentação.
   JESUS desafiava a compreensão dos seus discípulos, falando em código, por parábolas e sinais. Para entendê-lo não bastava o exercício da lógica, era necessário aprender a pensar e a compreender a linguagem da emoção. Pedro, embora fosse agressivo e impulsivo, aprendeu essa nobilíssima linguagem. Ele não apenas admirou seu Mestre, mais também o amou intensamente. Isso fez toda a diferença em sua vida.
   Mais tarde, quando já era um homem de idade avançada, talvez 30 anos depois da morte de JESUS, Pedro escreveu a sua primeira epístola. Nela ele revela a grandeza do seu aprendizado. Um pescador se tornou um grande pensador.
   Sintetizando a sua própria história, Pedro disse nessa carta que devemos ser como crianças que desejam o genuíno leite espiritual. Pedro jamais deixou de aprender, nunca deixou de ter o coração de uma criança. As palavras de JESUS ainda estavam frescas no território de sua emoção. As sementes plantadas há tanto tempo ainda davam belos frutos, mesmo em meio ás turbulências e perseguições que sofria. Essa carta foi escrita em 64 d.C., um ano antes de Nero promover uma grande perseguição aos cristãos. Numa época de temor, o AMOR prevaleceu. Numa época de loucura, a sabedoria floresceu.
   Nero provocou um incêndio criminoso em Roma e culpou os cristãos. Queria um pretexto para eliminá-los. Foi desumano e violento porque sabia que havia uma chama inapagável no coração dos seguidores de CRISTO. Homens e mulheres tornaram-se pasto de leões no Coliseu. O sofrimento era enorme, mas quem pode destruir o AMOR? Quanto mais eram perseguidos, mais os cristãos amavam.
   JESUS tinha um cuidado especial com Pedro. Sabia que ele era precipitado, mas também que era sincero e franco. Apesar de seu comportamento ansioso, o Mestre confiava nele. Fico fascinado com o fato de JESUS expor o seu coração a uma pessoa tão despreparada. Os seus segredos mais íntimos foram compartilhados com Pedro e os irmãos Tiago e João.
   cada gesto de confiança de JESUS constituía o mais excepcional treinamento que um Mestre poderia realizar na transformação da personalidade de um discípulo imaturo. Confie nas pessoas difíceis. Abra seu coração a elas. Não desista delas, mesmo quando tiver motivos. Um dia você surpreenderá com os resultados.
   Se Pedro vivesse nos dias de hoje, as escolas clássicas o expulsariam. Ele criaria tumulto na sala de aula. Não conseguiria se concentrar e registrar informações. As aulas sem sabor emocional não o cativariam. Seus professores desejariam vê-lo a quilômetro de distância.
   Nos dias de hoje, talvez Pedro não tivesse chance de se tornar-se um grande homem. Mas, como encontrou o Mestre dos Mestres JESUS CRISTO sua vida deu uma guinada. JESUS investiu solidamente nele. Treinou continuamente sua personalidade, levou-o a trabalhar a tolerância, a usar os erros para educar a emoção e a estimular sua arte de pensar. O resultado? Pedro tornou-se um dos homens mais brilhantes e uma dádiva para a história da humanidade.
   como JESUS lapidou a hiperatividade e a ansiedade de Pedro? Aproveitando as próprias complicações que seu discípulo criava. Certa vez, quando perguntado por funcionários a serviço de Roma se seu Mestre pagava imposto, Pedro respondeu que sim, sem perguntar a JESUS. O Mestre JESUS, paciente, enviou-o a pescar. Disse-lhe que no primeiro peixe que fisgasse encontraria uma moeda que serviria para pagar o imposto.
   Pedro não tinha paciência para pescar com vara. Gostava da aventura do mar. Pescar com vara era um exercício para sua paciência e encontrar uma moeda na boca de um peixe era um exercício de . Parecia algo impossível. Enquanto pescava, ele questionava sua impulsividade e devia perguntar-se: "Por que sou tão precipitado? Da próxima vez a boca". Por fim, pescou um peixe que tinha a tal moeda e aprendeu uma grande lição: Pensar antes de reagir. Essa lição não foi definitiva, mas um bom começo para quem vivia a lei do "bateu levou".
   Pedro falhou muito, mas se tornou um grande amigo do Mestre da Vida JESUS CRISTO. Os miseráveis sempre amaram mais JESUS  do que os que se consideravam justos. Os que falharam  e tiveram a coragem de reconhecer suas fragilidades não eram colocados em segundo plano, ao contrário, cultivam um íntimo relacionamento com ele. Os últimos se tornaram os primeiros. Eles tiveram o privilégio de ver a grandeza e a humildade de CRISTO. Seu poder e suas lágrimas.

 LIVRO O MESTRE INESQUECÍVEL
 AUGUSTO CURY.
 DIÁCONO: LUIS MARIANO SIQUEIRA. 
 CARPINA 16/07/2013 - PERNAMBUCO

segunda-feira, 8 de julho de 2013

O QUE SEMEAMOS HOJE, COLHEREMOS AMANHÃ.

JESUS CRISTO.

O QUE SEMEAMOS HOJE, COLHEREMOS AMANHÃ.

    "Irmãos, se alguém for surpreendido nalguma falta, vós, que sois espirituais, corrigi-o com espírito de brandura, e guarda-te para que não sejas também tentado. Levai as cargas uns dos outros e, assim cumprireis a lei de CRISTO. Porque, se alguém julga ser alguma coisa, não sendo nada, a si mesmo se engana. Mas prove cada um o seu labor e, então, terá motivo de gloriar-se unicamente em si e não em outro. Porque cada um levará o seu próprio fardo. Mas aquele que está sendo instruído na palavra faça participante de todas as coisas boas aquele que instruiu. Não vos enganeis de DEUS não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará. Porque o que semeia para a sua própria carne da carne colherá corrupção, mas o que semeia para o Espírito do Espírito colherá vida eterna. E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não desfalecermos. Por isso, enquanto tivermos oportunidade, façamos o bem a todos, mas principalmente aos da família da FÉ. Gálatas 6.1-10".

   "Não vos enganeis de DEUS não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará. (colherá) Gálatas 6.7".

     Desde o principio quando DEUS criou o mundo Ele começou a lei da semeadura. Quando DEUS lançou a semente no solo quando este ainda era estéril, pois nada havia se criado até então. Iniciou-se então a semeadura e a colheita e desta forma DEUS nos mostra também que as nossas vidas temporária aqui na terra será desta forma. O que semeamos hoje colheremos amanhã. O orgulho muitas as vezes nos faz sofrer por não admitirmos que erramos e que nos enganamos, preferimos fazer o que o mundo ensina sempre negar a verdade e dar enfase a mentira. 
    O que estamos semeando hoje para que nos momentos difíceis de nossas vidas possamos colher frutos aos quais venha a nos suprir nos momentos de angustias e tristeza quando tudo parece que não há mais solução e que a vida está escapando por entre os dedos e o futuro incerto e nos aproximamos de estarmos a sermos presos em tumulo frio onde ninguém estará conosco somente a solidão, e o final da nossa existência tão curta. Nestes momentos é que vamos nos conscientizar e nos arrependermos de não termos semeado boas sementes e será tarde diante dos homens, mas de DEUS não, pois Ele nunca nos abandona nós é que o abandonamos, Ele sempre está nos esperando ouvir uma simples frase de nós: "MEU DEUS AJUDA-ME"
   Existe um adágio popular que diz: "QUEM SEMEIA VENTO COLHERÁ TEMPESTADES" . O mundo hoje anda perdido por não olhar o que semeia, homens que semeiam o ódio o orgulho a arrogância e a prepotência. Infelizmente muitos semeia espinho e querem colher flores, e ficam decepcionados por colherem os seus espinhos, sempre querem lançar para os outros a sua colheita, mas cada um colherá as suas sementes, diante dos homens burlam as leis do país e compram a sua liberdade, mas na realidade está cada vez mais se aprisionando no pecado e tornando-se cada vez mais escravo do pecado. "Replicou-lhe JESUS: Em verdade, em verdade vos digo; todo o que comete pecado é escravo do pecado. O escravo não fica sempre na casa; o filho, sim, para sempre. João 8.34-35".
   O pecado vem destruindo vidas, e infelizmente a humanidade semeia o que elas tem, eu não posso semear o amor se não sei amar, somente semearei o amor superficial e colhereis os seus frutos, muitos por não conhecerem e não crerem nas SAGRADAS ESCRITURAS que é a PALAVRA DE DEUS e por pura arrogância menosprezam os ensinamentos da Bíblia e até justificam os seus pecados e não querem reconhecer os seus erros e alegam que a Bíblia foi escrita pela as mãos dos homens, ora se DEUS a escrevesse os homens iram obedece-la por temor e medo e não por amor. Se não cremos na PALAVRA DE DEUS que nos garante a pura verdade em quem iremos acreditar? Iremos somente acreditar no enganador que vem de geração em geração nos fazendo não crer na PALAVRA DE DEUS para nos fazer acreditar na palavra de um derrotado e que está condenado ao fogo eterno e que vem enganando a muitos para que ele não fique sozinho no lago de fogo e enxofre o lugar preparado para ele e os falsos profetas.
   Por não crermos na PALAVRA DE DEUS estamos sendo enganados por falsos ensinamentos e falsas doutrinas que nos leva a semearmos a nossa própria destruição. Como posso dizer que sou um seguidor e semeador das BOAS NOVAS que JESUS CRISTO foi sacrificado por nos trazer os ensinamentos do verdadeiro amor de DEUS ao qual os rejeitamos. Preferimos ouvir a voz de um enganador e semearmos as suas sementes tudo isto fazemos quando o pecado nos domina e nos cega em relação as verdades das SAGRADAS ESCRITURAS. "respondeu-lhes JESUS: Errais, não conhecendo as Escrituras e nem o poder de DEUS. Mateus 22.29".
   Como posso dizer que conheço a DEUS se semeio a discórdia, onde deveria levar a união, se semeio a inveja onde deveria levar o compartilhar, se semeio o ódio onde deveria lavar o amor, como posso receber algo bom de DEUS sendo mau, como posso cobrar das pessoas o amor se não dou amor e nem o semeio, como eu posso esperar da humanidade o seu amor se semeio somente, o ódio, rancor, ressentimento, mágoas, divisões, é impressionante como nós somos tão egoístas que sempre damos o pior para o nosso próximo e queremos receber o melhor deles, queremos receber de DEUS o melhor dele, mas no entanto sempre estamos dando a ele as sobras do que somos, e do que temos. 
    Fazemos da nossa mente uma lata de lixo de armazenar toda a sujeira que é lançada sobre nós no dia a dia, seja através da internet, televisão ou no dia a dia o que estamos vendo no nosso convívio, julgamos antecipado, condenamos sem darmos o direito a defesa, condenamos o mundo por não crerem segundo os nossos dogmas e crenças, e esquecemos que a nossa mente somente uma pessoa tem livre acesso a ela, mais o impressionante que Ele não interfere e nem nos obriga a mudar os nossos pensamentos, nos dar o direito até de o rejeitarmos, antes que o pensamento venha a nossa mente, Ele já os conhece, mesmo os desejos mais profundo que se instala nos cernes da nossa alma, ele os conhece, é meus caro, muitos de nós escondemos os nossos pensamento e nos tornamos muito modernos e nos achamos autossuficiente e nos endeusamos que esquecemos de quem nos criou, como DEUS nos vê, não é pela nossa aparência física não, mais o nosso interior, nossa mente, nosso coração, e nossos sentimentos e nossos desejos, que está oculto e que os homens não veem.
    De DEUS não se zomba, não conseguimos esconder nada dele e o que semearmos em nossos corações, nossas mentes, nossos desejos e nossas fantasias ele as conhece a tudo e a todas as coisas, poderemos enganar aos homens, mais a DEUS NÃO! Do que estamos nos alimentando dentro de nós? Estamos nos apresentando diante DEUS corretos e limpos de coração "Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a DEUS. Mateus 5.8". Se não aprendermos a semear bons frutos estaremos engando a nós mesmos. Da forma que nos apresentamos a DEUS, porque Ele ver o nosso coração a nossa mente e o nosso interior, da forma que nos apresentarmos a Ele, e como Ele nos fará ser visto por todos. Servo bom e fiel será conhecido desta forma, servo infiel e rebelde será desta forma reconhecido por todos, é que nos escondemos atrás de uma camada superficial de religiosos. 
  O QUE ESTAMOS SEMEANDO, SEMENTES BOAS FRUTOS BONS, SEMENTES RUINS FRUTOS RUINS. Lembre-se o que JESUS nos disse: "Ou fazeis a árvore boa e o seu fruto bom ou a árvore má e o seu fruto mau; porque pelo fruto se conhecerá a árvore. Raça de víboras, como podeis falar coisas boas, sendo maus? Porque a boca fala do que está cheio o coração. O homem bom tira do tesouro bom coisas boas, mas o homem mau do mau tesouro tira coisas más. Digo-vos que de toda palavra frívola que proferirem os homens, dela darão conta no dia do juízo; porque, pelas tuas palavras, serás condenado. Mateus 12.33-37".
    
       
DIÁCONO : LUIS MARIANO SIQUEIRA.
CARPINA 08/07/2013.

domingo, 30 de junho de 2013

JUDAS TRAIU A JESUS, E JESUS MORRENDO POR TODOS OS TRAIDORES.

JESUS CRISTO.


JUDAS TRAIU A JESUS, E JESUS MORRENDO POR TODOS OS TRAIDORES.

   "Ao romper o dia, todos os principais sacerdotes e os anciãos do povo entraram em conselho contra JESUS, para o matarem; e, amarrando-o, levaram-no e o entregaram ao governador Pilatos. Então, Judas, o que traiu, vendo que JESUS fora condenado, tocado de remorso, devolveu as trinta moedas de prata aos principais sacerdotes e aos anciãos, dizendo: Pequei, traindo sangue inocente. Eles, porém, responderam Que nos importa? Isso é contigo. Então, Judas, atirando para o santuário as moedas de prata, retirou-se e foi enforcar-se. E os principais sacerdotes, tomando as moedas, disseram: Não é lícito deitá-las no cofre das ofertas, porque é preço de sangue. E, tendo deliberado, compraram com elas o campo do oleiro, para cemitério de forasteiros. Por isso, aquele campo tem sido chamado até hoje, campo de sangue. Então, se cumpriu o que foi dito por intermédio do profeta Jeremias: Tomaram as trinta moedas de prata, preço em que foi estimado aquele a quem alguns dos filhos de Israel avaliaram; e as deram pelo campo de oleiro, assim como me ordenou o SENHOR. Mateus 27.1-10".

   Pouco antes de Judas traí-lo aconteceu um fato marcante. A notoriedade de JESUS estava incontrolável. Mas, em vez de fazer reuniões políticas ou erguer um grande palco para novos e vibrantes discursos, JESUS se encontrava na casa de um homem famoso por suas chagas: Simão, o leproso. Provavelmente, somente os cães entravam na casa e eram seus amigos. Simão estava radiante porque encontrara em JESUS um outro amigo. O homem mais famoso de Israel o privilegiava com sua amizade. 
   Judas já não tolerava mais a humildade de JESUS, mas entrou lá com os demais discípulos e outras pessoas. O ambiente não era recomendado para pessoas ambiciosas. Que ganho alguém teria por assentar-se á mesa com um homem socialmente rejeitado? Foi nessa casa que Judas manifestou, pela primeira vez, o seu coração.
   Havia uma mulher de nome Maria. Maria era irmã de Lázaro. Ela amava JESUS profundamente e percebeu mais do que os outros discípulos que ele estava vivendo seus últimos momentos. Era difícil acreditar que JESUS morreria. Seu coração estava partido. Então, ela pegou o que tinha de mais precioso, um vaso de alabastro contendo um perfume caríssimo, quebrou-o ungiu os pés de JESUS, enxugando-os com seus cabelos.
   Maria desejava que JESUS exalasse o perfume do seu amor. Judas observou a cena e condenou publicamente a sua atitude. Era muito dinheiro para ser desperdiçado. Mostrando ética e aparente espiritualidade, disse que o perfume deveria ter sido vendido e o dinheiro entregue aos pobres. Sua reação era um teatro. Ele já roubava dinheiro das ofertas destinadas ao sustento da pequena comitiva de JESUS.
   As mulheres são mais espontâneas, solícitas, gentis e dóceis que os homens. Elas se doam, se entregam, protegem e se preocupam mais com os outros do que os homens. Por isso, segundo as estatísticas da psiquiatria, elas se expõem mais e adoecem mais que eles. Maria amava intensamente JESUS. Não pensou em si, pensou na dor do Mestre, no seu sacrifício. Cometeu um ato ilógico, um ato que só o amor pode explicar.
   Ela recordou o que JESUS fizera por todos os abatidos. Viu mães  saindo do caos da tristeza para um oásis de alegria. presenciou paralíticos soltando como crianças, leprosos estourando a bolha da solidão. Testemunhou os aprisionados pelo medo voltarem novamente a sorrir. Então, comprou um perfume, resultado da economia de uma vida, e o derramou sobre os pés de JESUS. O perfume falaria mais do que as palavras.
   Ao condenar Maria, Judas pareceu estar preocupado com os pobres, mas pensava apenas somente em si mesmo. Seu discurso trai seu coração. Dias mais tarde entregou JESUS por 30 moedas de prata. O preço da traição foi cerca de duas a três vezes menor do que o perfume de Maria. O preço de um escravo."Então, um dos doze, chamado Judas Iscariotes, indo ter com os principais sacerdotes, propôs: Que me quereis dar, e eu vô-lo entregarei? E pagaram-lhe trinta moedas de prata. E, desse momento em diante, buscava ele uma boa ocasião para o entregar. Mateus 26.14-16".
   O homem que dividiu a história foi traído pelo preço de um escravo. Ele sempre foi um servo. Agora, na sua morte, assumiria o status que sempre quis: Um escravo da humanidade. Por que Judas o traiu na última hora? Porque não planejou sua traição. Ele o traiu na última hora, em meio a grande pertubação, embora há meses já estivesse em conflito.
   O clima em Jerusalém estava tenso. JESUS já não conseguia andar com liberdade sem ser assediado por grande multidões. O sinédrio judaico inquietava-se, e o governo preposto de Roma estava confuso. Judas não tinha tempo para pensar, talvez o traísse por qualquer preço. Por quê? Porque JESUS deixou de ser o homem dos seus sonhos. A sua frustração fechou as janelas da sua inteligência.
   João Batista aguardou por três décadas o homem dos seus sonhos. Mas bastaram pouco mais de três anos para Judas se decepcionar com ele. Judas queria um leão, mas JESUS era um cordeiro. Se você vivesse naquela época e fosse um seguidor de JESUS, estaria decepcionado com ele? Todos os discípulos, de certa forma, ficaram decepcionados. A cruz era inconcebível e incompreensível.
   Quantos não se decepcionam com JESUS CRISTO porque, após segui-lo, seus problemas externos aumentaram? Quantos se afastam de DEUS porque suas orações não são ouvidas no momento que querem e do jeito que desejam? 
   A análise das biografias de JESUS  evidencia que quem procura DEUS em busca de algo concreto pode se frustrar. Quem o procura pelo o que ele é, encontra a paz, pois consegue segurança em meio ao medo, força na fragilidade, conforto nas lágrimas, descanso nas perdas.
   JESUS teve a ousadia de confiar em Judas a bolsa das ofertas. Por quê? Ele desejava que Judas revisse a sua história enquanto cuidava finanças do grupo. O Mestre JESUS não pediu conta dos erros das pessoas. Nunca inquiriu as prostitutas sobre com quem e com quantos homens elas haviam dormidos. Jamais acusou Judas de ladrão.
   JESUS não tinha medo de perder o dinheiro roubado por Judas. Tinha medo de perder o próprio Judas. Sabia que quem é desonesto rouba a si mesmo. Rouba a própria tranquilidade, a serenidade, o amor pela vida. O coração de Judas estava doente, ele não amava JESUS e nem se amava. Os transtornos da personalidade de Judas, tipificados pelos espinhos, eram seu grande teste. 
   O homem mais doente não é o que tem a pior doença, mas o que não reconhece que está doente. O maior erro de Judas não foi a traição, mas sua incapacidade de reconhecer as próprias limitações, de aprender com o Mestre JESUS que os maiores problemas humanos estão na caixa de segredos da personalidade.
   A atitude de JESUS deixa intrigada a psiquiatria e a psicologia. Na última ceia, JESUS  anunciou a sua morte e disse, com o coração partido, que um dos discípulos o trairia. Todos queriam saber o nome do traidor. Mas JESUS deu um pedaço de pão ao seu traidor numa cena dissimulada. Ninguém percebeu o que se passava, apenas Judas. Ele o fitou e disse: "faze depressa o que estás fazendo. João 13.27".
   Ele poderia, como qualquer um, repreender, esbravejar, criticar agressivamente seu traidor, mas deu-lhe um pedaço de pão. Quem na história teve essa extraordinária atitude? Mesmo pessoas éticas expurgam os que se opõem a elas. Mas JESUS deu a outra face a Judas. Amou o seu inimigo.
   JESUS  tinha medo de perder Judas,, e não de ser traído por ele.
   Judas saiu de cena. Sua mente estava bloqueada. Sua emoção tensa e angustiada o impedia de pensar. Os computadores não tem o fantástico mundo da emoção e por isso são livres para abrir seus arquivos. Por ser incomparavelmente mais complexo, o ser humano não tem essa liberdade. A emoção determina o grau de abertura ou fechamento dos arquivos existenciais. A emoção nos liberta ou nos aprisiona. As pessoas mais lúcidas, incluindo intelectuais, reagem como crianças ao calor das tensões.
   Há meses a emoção de Judas obstruíra os principais arquivos de suas memória, comprometendo a construção de cadeia de pensamentos inteligentes. Judas já não era mais livre em sua mente. Os treinamentos de JESUS já não produziam o mesmo impacto. Ele interpretava gestos e palavras do Mestre JESUS com grandes distorções.
   O sinédrio tinha medo de prender JESUS publicamente. O risco de uma revolta popular era grande. Quando Judas apareceu, uma luz se acendeu. Poderiam prendê-lo á surdina, num local isolado. Uma vez preso, seria possível fazer um julgamento precipitado, rápido, sem que as multidões tivessem consciência do que estava acorrendo. Era uma oportunidade única.
   No momento da traição, JESUS provou mais uma vez que estava procurando reconquistar Judas, dando-lhe outra oportunidade de repensar sua atitude. Judas veio na frente da escolta e o beijou. JESUS se deixou beijar. Embora confuso, Judas conhecia a JESUS. bastava um beijo para identificá-lo. Sabia que não seria repreendido. Como comentei em outros textos desta coleção, JESUS teve uma atitude ímpar. Fitou o traidor e o chamou de amigo. "JESUS, porém, lhe disse: Amigo, para que vieste? Nisto, aproximando-se eles, deitaram as mãos em JESUS e o prenderam. Mateus 26.50".
   O Mestre dos Mestres JESUS golpeou o coração de Judas com seu amor. Jamais alguém amou tanto, incluiu tanto, apostou tanto, deu tantas chances as pessoas que mereciam apenas o desprezo. Judas não esperava esse golpe. Saiu de cena perplexo.
   As pessoas que fizeram guerras defendendo o cristianismo, como nas cruzadas, as fizeram em nome de um CRISTO imaginário, irreal. O CRISTO real foi o que amou seu traidor. O CRISTO real foi o que cometeu loucuras de amor por cada ser humano. Foi o que teve coragem de esquecer a sua dor para pensar na dor do outro, mesmo que o outro fosse seu carrasco.
   Se JESUS chamou seu traidor de amigo, quem pode decepcioná-lo? Ninguém! Que erro uma pessoa precisa cometer contra ele para fazê-lo desistir dela? Nenhum. A personalidade do Mestre JESUS vai de tal maneira contra  a nossa lógica que jamais poderia ser uma obra de ficção. JESUS não cabe no imaginário humano.
   Na infância vi pessoas fazendo bonecos de Judas e espancando-os. Aos olhos dessas pessoas, que se diziam cristãs, Judas deveria ser espancado e ferido. Mas, aos olhos de JESUS, Judas deveria ser acolhido e amparado.
     O significado da morte de JESUS é envolto num manto de mistérios e perturba a ciência. Segundo o próprio JESUS, ele estava cumprindo  diante de DEUS todos os códigos jurídicos e éticos em favor de todos os seres humanos. As dívidas com DEUS seriam eliminadas com seu sacrifício  Ele morrer por todos os que falham, erram, negam, traem.
   Todos nós temos um pouco de Judas em nosso currículo. Quem não é traidor? você pode não ter traído alguém, mas dificilmente não traiu a si mesmo. quantas vezes você disse que seria uma pessoa paciente, mas uma pequena ofensa ou contrariedade bloqueou sua inteligência e o levou á ira? Você traiu a sua intenção. quantas vezes, depois de um ato de infidelidade, você prometeu que isso não se repetiria, mas acabou ferindo novamente as pessoas que mais amava? Você traiu sua promessa.
   Quanta vezes você disse que não levaria seus problemas para a cama, mas deixou que ela se tornasse uma praça de guerra? Você traiu seu sono. Quantas vezes você prometeu que sorriria mais, seria mais bem-humorado, leve e livre, mas suas promessas não resistiram ao calor dos problemas? Você traiu sua qualidade de vida. Eu já me trai muitas vezes. É fácil sermos carrascos de nós mesmos.
   Quantas vezes traímos DEUS? Não o vemos, não o tocamos fisicamente e, por isso, é muito fácil traí-lo. Uns trocam DEUS por uma grande soma de dinheiro, outros, por uma quantia menor que a de Judas. Uns viram as costas para Ele quando atingem o sucesso, outros o negam quando fracassam, culpando-o pelo que Ele nunca fez.
   Quantas vezes vendemos as sementes de JESUS, suas caríssimas palavras, por um preço menor do que uma mercadoria da feira? O amor, a tolerância, o perdão, o acolhimento, o afeto, a compreensão, a capacidade de se doar sem esperar retorno, a capacidade de pensar antes de reagir são sementes universais, representamo ápice das espirações humanas. Eles estão no topo das aspirações dos pajés das tribos indígenas  dos líderes das tribos africanas, dos ensinamentos de confucio, dos pensamentos de Buda e das melhores ideias dos filósofos.
   Apesar de JESUS ter sintetizado os desejo fundamentais de todos os povos , de todas as eras, muitas as vezes desprezamos sua história, assim como fez Judas. Não analisamos suas palavras com a profundidade que merecem.
   Todos sabemos que um dia morreremos, que a vida é efêmera. Num instante somos meninos; no outro, idosos. Mas vivemos como  se fôssemos imortais. Adiamos a busca da sabedoria. Não perguntamos: "DEUS, quem é você?" Tomamos o melhor antibiótico quando estamos doentes, procuramos o melhor mecânico para concertar o motor do carro, verificamos minuciosamente o saldo da conta bancária, mas não nos preocupamos em desenvolver nosso inteligência  espiritual, em buscar DEUS de maneira inteligente.
   A maioria de nós estava, de alguma forma, sendo representada por Judas. JESUS morria por todos os que mancharam a própria história com algum tipo de traição. Judas o traía, e JESUS o perdoava. Mas um grande problema surgiu: Judas seria capaz de se perdoar?
   JESUS queria proteger a emoção de Judas quando o chamou de amigo. estava preocupadíssimo com seu sentimento de culpa. Sabia que o discípulo se torturaria. Nada perturbava mais do que se achar indigno de viver. A crítica dos outros talvez seja insuportável, mas nossa autopunição pode ser intolerável.
   JESUS era um homem seguro e de bem com a vida em situações inóspitas. Seu amor por Judas não cabe no imaginário humano. Sabia que Judas não era um psicopata que fere e mata sem se sensibilizar com a dor da vítima, sem qualquer sentimento de culpa. Paulo, o discípulo tardio, tinha uma agressividade e uma violência muito maiores do que as do traidor. Judas errava muito, mas era um homem sensível. O sentimento de culpa pala traição seria o maior teste da sua vida.
   Se Judas pudesse remover os espinhos e encontrar o perdão e o amor de Jesus, certamente seria um dos principais personagens entre os mais ilustres cristãos do primeiro século. viu JESUS sendo preso por sua causa sem se debater, mostrando serenidade num momento de enorme agitação. todos estavam tensos: Judas, a escolta e os discípulos. Só JESUS dominava seus impulsos. Só ele tinha controle da própria emoção.
   Ao afastar-se, Judas pôs-se a refletir sobre o comportamento de JESUS e começou a se angustiar. Caiu em si e disse que traíra sangue inocente. Tomou consciência de que traíra o mais inocente dos homens. Uma angustia dramática tomou conta do território da sua emoção, bloqueando os principais arquivos da sua memória. Não conseguia pensar direito. Não conseguia encontrar as sementes de JESUS nos arquivos bloqueados. O perdão, o amor e a compreensão não eram alcançados. Precisava recordar a parábola do filho pródigo, as palavras do sermão da montanha, as palavras no ato da traição, mas os fenômenos que constroem cadeias de pensamentos se ancoraram nas matrizes doentias da sua memória. A culpa o controlou.
   Quantos, neste exato momento em que você está lendo esta postagem, estão sendo torturados pelos sentimentos de culpa? Acham-se indignos de viver, de existir. Uma dose leve de sentimento de culpa pode gerar reflexão e mudança de rota. Mas uma dose alta é capaz de gerar auto-destruição.
   Judas não suportou. Pensou em morrer, achando que não haveria lugar na terra para um traidor, sobretudo o traidor do Mestre dos Mestres JESUS. Ninguém o compreenderia. Ele não suportaria conviver com seu erro. Ledo engano? Se usasse, para reconhecer seu erro e se arrepender, a mesma coragem que teve para trair, corrigiria a sua trajetória e brilharia. Não seria possível mudar o destino de JESUS, pois ele morreria de qualquer maneira, mas Judas mudaria o próprio destino.
   Quando o mundo nos abandona, a solidão é insuportável, mas quando nós nos abandonamos, a solidão é quase insuperável. Nunca devemos nos auto abandonar. Judas se abandonou. Não se perdoou. desistiu de si mesmo. Suicidou-se. Mas ele queria matar a própria vida? Não!
   Ninguém que pensa em suicídio ou que pratica atos suicidas quer exterminar a existência, mas a dor que solapa a sua alma. quem pensa em suicídio tem fome e sede de viver. Um pensamento sobre a morte é sempre uma manifestação de vida, é a vida pensando na morte. 
   A consciência não consegue pensar na inconsciência absoluta. A consciência não atinge, através do mundo das ideias, o nada existencial. Nenhum ser humano pensa em dar fim a vida, mesmo quando atenta contra ela. O que ele deseja é dar fim ao sentimento de culpa, a solidão, ansiedade, depressão.
   Há poucos dias uma jovem tentou o suicídio. Aflita, ela me procurou. Disse que tinha pensado, durante anos, em morrer. O motivo? Contou que seus pais não a compreendia, não conseguiam entrar no mundo dela. Pagavam escola, davam-lhe roupas, mesada e cobravam muito dela, mas não a conheciam. Ela queria conversar com eles sobre seus sonhos, suas dores, suas crises. Mas os pais só conseguiam corrigir seus erros, repreendê-la. Então, ela tentou o suicídio tomando vários remédios. Queria que, quando morresse, as pessoas pensassem nela. sentia uma grande carência. 
   Tive uma conversa séria e honesta com a jovem. Comentei que ela jamais deveria destruir sua vida por nada e por ninguém. Disse-lhe que se matar é a atitude mais frágil diante dos obstáculos da vida. Falei que nada é tão indigno quanto tirar a vida. Ela devia usar sua dor não para destruí-la, mas para torná-la mais forte. E afirmei que, no fundo, ela tinha fome de viver. Como muitos pacientes, essa jovem deu um salto emocional. O sorriso voltou ao seu rosto na primeira consulta.
   A pessoa que se suicida provoca cicatrizes na alma dos que a amam. É possível superar a mais longa noite e transformá-la no mais belo amanhecer. Não há lágrima que não possa ser estancada, ferida que não possa ser fechada, perda que não possa ser enfrentada e culpa que não possa ser superada. Os que transcendem seus traumas e erros tornam-se belos e sábios.
   APRENDA A SE PERDOAR. NÃO TENHA MEDO DA DOR. JAMAIS SE ESQUEÇA DAS SEMENTES DO MESTRE DA VIDA JESUS CRISTO.

LIVRO O MESTRE INESQUECÍVEL.
AUGUSTO CURY. 
DIÁCONO LUIS MARIANO SIQUEIRA. CARPINA - PERNAMBUCO 30/06/2013    

quarta-feira, 19 de junho de 2013

A PERSONALIDADE DE JUDAS E SEUS CONFLITOS QUERENDO MUDAR O MUNDO EXTERIOR.

JESUS CRISTO.


A PERSONALIDADE DE JUDAS E SEUS CONFLITOS QUERENDO MUDAR O MUNDO EXTERIOR.

   "Então, um dos doze, chamado Judas Iscariotes, indo ter com os principais sacerdotes, propôs: Que me quereis dar, e eu vo-lo entregarei? E pagaram-lhe trinta moedas de prata. E, desse momento em diante, buscava ele uma boa ocasião para o entregar. Mateus 26.14-16".

   Judas tinha todas as condições para se transformar numa boa terra, num dos grandes líderes que mudariam a história da humanidade. Como vimos, os solos que JESUS CRISTO descreveu na parábola do semeador podem representar quatro estágios do desenvolvimento da personalidade de uma mesma pessoa.
   Todos os discípulos, á exceção de Judas, começaram no primeiro estágio. Eram um solo a beira do caminho, possuíam uma personalidade impermeável, inflexível, difícil de ser trabalhada. Judas, pelas características de sua personalidade, começou no segundo estágio. Seu coração emocional tinha pedras, mas acolheu rapidamente as sementes plantadas por JESUS, e logo elas brotaram. As raízes eram pequenas e frágeis.
   Pouco a pouco JESUS começou a sofrer forte oposição. Judas ficou assustado com o ódio dos fariseus. Algumas vezes, seus opositores expulsaram o Mestre das sinagogas; em outras, chamaram-no de louco, e, em outras ainda, pegaram em pedras para esmagá-lo. Judas ficava amedrontado. O calor do sol começou a queimar as raízes frágeis. Mas o treinamento que JESUS realizava sulcava a terra e permitia que as sementes invadissem áreas mais profundas.
   Foi um belo começo. Judas era uma pessoa alegre e realizada. Admirava JESUS. Seus discursos o inspiravam. Seu poder o fascinava. Para ele, o carpinteiro de Nazaré era o grande Messias aguardado durante séculos por Israel. Seus milagres, sua oratória e sua inteligência confirmava isso.
   Judas venceu o teste do calor do sol. Superou as angústias, as perseguições, as críticas, a fama de louco. Cresceu até passar para o terceiro estágio, o solo espinhoso.
   Seu coração parecia um jardim cujas plantas escondiam os rebentos que floresciam na mais bela primavera. Mas, sem que ele percebesse, cresciam paralela e sutilmente os espinhos, representados pelas ambições, pela fascinação pelas riquezas, pelas preocupações com a vida.
   No início, Judas não tirava os olhos do Mestre. Ao seu lado, o mundo, embora perigoso, se tornava um oásis. Mas, paulatinamente, foi voltando os olhos para dentro de si mesmo. Pensamentos negativos, dúvidas, questionamentos começaram a transitar pelo palco de sua mente. Infelizmente, ele os represou, nunca os expôs para JESUS. Se você quiser evitar grandes problemas no relacionamento com as pessoas que ama, fale com elas, trate as pequenas coisas que o perturbam hoje. Pequenos espinhos podem causar grandes infecções.
   À medida que dúvidas pairavam na mente de Judas, a ansiedade cultivava ervas daninhas na sua alma. Os treinamentos de JESUS já não reeditavam, como nos demais discípulos, arquivos secretos e doentios do seu ser. Judas continuava discreto, mas seus interesses não estavam em sintonia com os do homem que ele seguia e admirava.
   Judas tinha dois grupos de conflitos. O primeiro foi construído ao longo do processo de sua personalidade. Alguns desses conflitos eram controláveis; outros, controladores. Uns eclodem na infância; outros, na adolescência, e outros, na fase adulta. O problema não é termos características doentias em nossa personalidade, mas a forma como as administramos.
   Judas era uma pessoa autossuficiente e não transparente. Estas características não o controlavam nos primeiros dois anos em que acompanhou JESUS CRISTO. Messe período, embora não entendesse alguma reações do Mestre, Judas tinha a convicção de que JESUS era o Messias.
   Controlar nossas caraterísticas doentias e não deixar que elas se manifestem não significa superá-las definitivamente. Para superá-las é necessário reescrevê-las nas matrizes da memória. Mais cedo ou mais tarde elas podem ser sutilmente nutridas e surgir numa fase adulta. A perda de um emprego pode fazer eclodir uma grande insegurança que estava represada. Um ataque de pânico pode trazer á tona uma preocupação excessiva com doença que estava razoavelmente controlada.
   Foi o que aconteceu com Judas. Ele parecia o mais equilibrado dos discípulos, mas apenas mantinha sob controle suas características doentias. As dos demais discípulos eram mais visíveis e causaram mais tumulto. Portanto, era mais fácil tratá-lo.
   Não é tão fácil tratar as pessoas tímidas. Embora pareçam mais éticas e solícitas do que a média das pessoas, elas ocultam conflitos. Falam pouco, mas pensam muito. Como não se expõem, é difícil ajudá-las. Para elas a melhor maneira de administrar os conflitos é escondendo-os. Não tenha medo nem vergonha dos seus conflitos. Desista de ser perfeito. O Mestre da Vida nunca exigiu que seus discípulos não falhassem; exigiu, sim, que perdoassem, que tivessem compaixão e amor uns pelos outros.
   Judas tinha, provavelmente, menos conflitos do que os demais discípulos, mas era uma pessoa que se escondia atrás de sua aparência ética. Seus parceiros não o conheciam, nem ele mesmo conhecia suas mazelas psíquicas. 
   O segundo grupo de conflitos de Judas advinha da sua relação com JESUS. Judas ficava perturbado com os paradoxos do Mestre. JESUS contrariava qualquer raciocínio lógico e linear, mesmo dos dias atuais.
   O Mestre dos Mestre era capaz de uma oratória sem precedentes, mas, logo depois de deixar as multidões extasiadas com suas ideias, procurava o anonimato. Seu poder de atuar no mundo físico e curar doenças era capaz de deixar atônitas a física e a medicina moderna, mas jamais o usava para que o mundo se dobrasse aos seus pés. Ele se dizia mortal, mas anunciava que morreria, como o mais vil dos mortais, pendurado numa trava de madeira. Inquietou os líderes de Israel com sua inteligência, mas não procurava convencê-los a aderir á sua causa.
   Dificilmente alguém tão grande despreza os aplausos humanos e o poder político como ele desprezou. Os olhos tristes de um leproso eram mais importantes para ele do que o mundo aos seus pés. A compaixão por uma prostituta arrebatava-lhe o coração mais do que uma reunião de cúpula querendo aclama-lo rei. Quem poderia entender um comportamento desses? Até hoje milhões de judeus admiram JESUS, mas não o compreendem e não o consideram o Messias.
   Na atualidade, grande parte da humanidade diz seguir seus ensinamentos, mas a maioria não conhece essas características de sua personalidade. Sob qualquer aspecto - teológico, psicológico, psiquiátrico, sociológico ou filosófico -, é difícil compreendê-lo, mas em todos eles JESUS foi o Mestre dos Mestres.
   O que me encanta como pesquisador da psicologia e da filosofia não são os milagres fantásticos que ele fez, mas sua capacidade de não perder as raízes. JESUS nadou contra a correnteza da intelectualidade. A fama não o seduziu. Ao contrário da grande maioria das pessoas que dão um salto na fama, ele sempre deu uma atenção especial a cada ser humano. Nos últimos dias antes de sua morte ele era famosíssimo. Tinha milhões de coisas com que se preocupar. Mas abandonou tudo por causa de um simples amigo, Lázaro. "Estava enfermo Lázaro, de Betânia, da aldeia de Maria e da irmã Marta. João 11.1".
   JESUS era incompreensível para Judas. Nos primeiros tempos o Mestre foi fonte de alegria para ele, depois se tornou uma fonte de conflitos. Uma pedra no caminho de suas ambições.
   Judas queria que JESUS eliminasse todos os sofrimentos de Israel, mas JESUS afirmava que não há noite sem tempestades, jornadas sem obstáculos, risos sem lágrimas. Para Judas, o problema da sua nação era o cárcere do Império Romano. Para JESUS, o problema era muito mais grave, era o cárcere da emoção, o cárcere das zonas de conflito que se encontravam nas matrizes da memória. O problema estava na essência do ser humano.
   JESUS dizia, de múltiplas formas, que o ser humano só seria livre se fosse livre dentro de si mesmo, se seu espírito fosse transformado, se a fonte dos seus pensamentos fosse renovada, reescrita.
   A decepção com JESUS criou um clima favorável para o cultivo dos espinhos. O entusiasmo, a alegria e os sonhos iniciais de Judas se converteram em preocupações e ansiedades. Uma competição estabeleceu-se no seu interior.
   A compreensão sociopolítica do Mestre dos Mestre era invejável. Marx teria muito a aprender com ele. JESUS sabia que somente uma mudança de dentro para fora pode ser revolucionária. Somente a mudança nos solos conscientes e inconscientes pode gerar o mais belo florescimento da ética, da solidariedade, do respeito pelos direitos humanos e, principalmente, de um amor mútuo.
   Tenho, durante anos, me perguntado por que um discípulo íntimo de JESUS o traiu? JESUS era seguro e honesto; ninguém exalou tanta doçura, gentileza e serenidade. Mesmo nas pouquíssimas vezes em que se irou, não agrediu as pessoas, mas o sistema hipócrita em que viviam.
   Como Judas pode traí-lo? Na realidade, Judas foi controlado por seus conflitos. Antes de trair JESUS externamente, traiu a imagem de JESUS que construíra dentro de si. Essa imagem não batia com a imagem do Salvador de Israel que ele inicialmente tinha.
   Milhares de pensamentos dominavam o palco da mente desse jovem discípulo. Ele entregava sua vida por alguém que agora não compreendia. Creio que Judas jamais deixou de admirar JESUS, mas nunca chegou a amá-lo.
   As lições da escola viva de JESUS ajudaram a desenvolver a personalidade de Judas, mas não podiam fazê-lo amar. Amar é o exercício mais nobre do livre-arbítrio. Ninguém controla plenamente a energia do amor, mas pode direcioná-la ou obstruí-la. Judas precisava decidir amar JESUS. Geralmente a obstrução do amor resulta de frustrações e desencontros. Se Judas abrisse seu ser para JESUS, expusesse seus conflitos, falasse das suas decepções, seria apaixonado pelo Mestre da Vida. O verdadeiro amor faz com que uma pessoa nunca desista da outra, por mais que ela a decepcione.
   Muitos casais se separam porque não se admirem, mas porque não conseguem falar das próprias frustrações um para o outro. Só percebem que o casamento está falido quando um dos cônjuges pede o divórcio. A partir de hoje, seja transparente com quem você ama, inclusive com seus filhos e amigos. A falta do diálogo faz com que as pequenas pedras se transformem em montanhas. 
   JESUS também frustrara os demais discípulos por não atender ás suas ambições, mas ele os amavam. Não abriam mão deles, por mais que enfrentassem problemas, por mais incompreensível que fosse sua atitude de amar os inimigos e dar valor inestimável aos que viviam á margem da sociedade.
   Judas traiu o Filho do Homem, e não o FILHO de DEUS.  Judas não acreditava que JESUS era o Messias. Um crucificado que dizia que morreria pela humanidade não correspondia ás suas expectativas. Ele procurava um herói. Até hoje muitos procuram um JESUS herói. É difícil entender alguém que despreza o poder e ama as coisas simples e aparentemente desprezíveis.
   
EXTRAÍDO DO LIVRO
O MESTRE INESQUECÍVEL
AUGUSTO CURY.

DIÁCONO: LUIS MARIANO SIQUEIRA.
CARPINA - PERNAMBUCO 19/06/2013

sexta-feira, 14 de junho de 2013

UM CHAMADO QUE JAMAIS PAROU DE ECOAR NO CORAÇÃO DAS FUTURAS GERAÇÕES.

JESUS CRISTO SALVADOR.




UM CHAMADO QUE JAMAIS PAROU DE ECOAR NO CORAÇÃO DAS FUTURAS GERAÇÕES.

   "No dia seguinte, estava João outra vez na companhia de dois dos seus discípulos e, vendo JESUS passar, disse: Eis o Cordeiro de DEUS! Os dois discípulos, ouvindo-o dizer isto, seguiram JESUS. E JESUS, voltando-se vendo que o seguiam, disse-lhes: Que buscais? Disseram-lhe: Rabi (que quer dizer Mestre), onde assistes? Respondeu-lhes: Vinde e vede. Foram, pois, e viram onde JESUS estava morando; e ficaram com ele aquele dia, sendo mais ou menos a hora décima. Era André, o irmão de Simão Pedro, um dos dois que tinham ouvido o testemunho de João e seguido JESUS. Ele achou primeiro o seu próprio irmão, Simão, a quem disse: Achamos o Messias (que quer dizer o CRISTO), e o levou a JESUS, olhando JESUS para ele, disse: Tu és Simão, o filho de João; tu serás chamado de Cefas (que quer dizer Pedro) João 1.35-42".

   Pedro e André não entendiam por que tinham sido atraído nem as consequências de seus atos, mas não puderam mais ficar dentro do barco. Todo barco é pequeno demais quando se tem um grande sonho. Se pescar peixes oferece prazeres, pescar homens deveria ser muito mais emocionante. Subitamente, eles deixaram o passado e foram atrás de um homem que mal conheciam.
   Os parentes diziam que era loucura. A esposa de Pedro devia estar chorando e indagando de que iriam sobreviver. Muitas dúvidas, pouca certeza, mas muitos sonhos habitavam a mente desses pescadores.
   Minutos depois, JESUS encontrou dois outros jovens, mais novos e inexperientes. Eram Tiago e João. Estavam á beira da praia consertando redes. Ao lado deles, o pai e os empregados envolviam-se em outra atividades. Discretamente, JESUS se aproximou. Tiago e João levantaram a cabeça. Ele os fitou e fez o mesmo intrigante convite. JESUS não os persuadiu, ameaçou ou pressionou, apenas os chamou. "Eles, deixando imediatamente o barco e o pai, o seguiram. Mateus 4.20". Um pequeno momento mudou para sempre suas vidas.
   Zebedeu ficou chocado com a atitude dos filhos.Lágrimas escorreram por seu rosto. Não entendia por que eles estavam deixando as redes. segurando-os pelo braço, talvez dissesse: "Filhos, não abandonem o seu futuro", "Vocês nem mesmo conhecem a quem estão seguindo".
   Convencer o pai de que aquele era o Messias não seria tarefa fácil. Um Messias não podia ser tão comum e sem pompa. Os empregados, espantados, se entreolhavam. Vendo que nada os dissuadia, Zebedeu decidiu deixá-los partir. Talvez tenha pensado: "Os jovens são rápidos para decidir e rápidos para retornar: Logo voltarão para o mar". Mas eles nunca voltaram.
   Deixaram imediatamente as redes. A vida é um grande contrato de risco. basta estar vivo para se correr risco. Risco de fracassar, de ser rejeitado, de se decepcionar com as pessoas, de ser incompreendido, de ser ofendido, de ser reprovado, de adoecer. Até um vírus, que é milhões de vezes menor do que um grão de areia, representa um grande risco.
   E como a vida é um grande contrato de risco, quem se esconde num casulo com medo de enfrentar os riscos, além de não eliminá-los, será sempre um frustrado. É preciso coragem para superar conflitos, encontrar soluções e realizar nossos sonhos e projetos.
   Um funcionário tímido que segue estritamente a rotina do trabalho procura não incomodar ninguém, que não emite opiniões sobre o que pensa, poderá ser bem-avaliado, mas dificilmente chegará a um posto de direção da empresa. E se isso acontecer, não estará preparado para enfrentar crises e desafios. Por outro lado, um aventureiro desmedido, que não pensa minimamente nas consequências dos seus atos, que corre risco pelo simples prazer de aventura, também pode levar a empresa ao fracasso.
   Ao analisarmos as biografias de JESUS CRISTO, principalmente os evangelhos de Mateus e Marcos, sob a ótica dos discípulos e das transformações que ocorreram em suas vidas, ficamos fascinados. A Felipe ele disse simplesmente: "SEGUE-ME. João 1.42". Sob o impacto das suas palavras, ele o seguiu. Os discípulos correram riscos intensos. Não entenderam a dimensão da proposta, mas sentiram que era feita por um homem vibrante. 
   Embora fossem inseguros, os jovens galileus tiveram, pela primeira vez, uma coragem contagiante. Não pensaram nos perigos que correriam, nas perseguições e no suprimento das suas necessidades básicas. Nem mesmo se preocuparam em saber onde dormiriam. O convite de JESUS carregava um desejo de mudança do mundo. Era simples, mas forte e arrebatador como as ondas do mar.
   tento analisar o que aconteceu no âmago da mente desses jovens, mas tenho limitações. Há fenômenos que ultrapassam a previsibilidade lógica. Havia algo "MÁGICO", no melhor sentido do termo, no chamado de JESUS CRISTO.
   Era algo parecido, embora muito mais forte, com o olhar que á primeira vista cativa dois amantes, com a inspiração do poeta que o conduz a criar a mais bela poesia, com a descoberta do cientista que há anos procura uma resposta, com o dia em que, embora rodeados de problemas, acordamos animados e exclamamos para nós mesmos: "COMO A VIDA É BELA!"
   Como mudar todos os planos e seguir um estranho? Se fosse você que aceitasse esse convite do Mestre da Vida, que explicação daria aos seus país? Seus amigos entenderiam sua atitude? Que justificativa daria a si mesmo? Os conflitos eram enormes. Mas aconteceu algo nos solos da alma e do espírito desses jovens, levando-os a correr todos os riscos.
   É fascinante ver as pessoas investindo sua vida naquilo em que acreditam, nos sonhos que as alimentam. As atitudes de Pedro, André, João Tiago foi repetida inúmeras vezes ao longo dos séculos. Em cada geração, milhões de pessoas resolveram seguir JESUS. Seguir alguém que não conhecem. Seguir alguém que nunca viram, que apenas tocou-lhe o coração. Um toque que deu um novo significado á vida dessas pessoas. Que mistério é esse?
   Se analisarmos a história, veremos que muitas pessoas, como Agostinho, Francisco de Assis, Tomás de Aquino e tantos outros, ouviram um chamado inaudível  um chamado inexplicável pela psicologia, que as fez romper a estrutura do egoísmo e preocupar-se com as dores e necessidades dos outros. Um chamado que os estimulou a serem pescadores de seres humanos e a amá-los, aliviá-los, ajudá-los. Seduzidos por essa inaudíveis palavras, largaram tudo para trás.
   Deixaram suas redes, seus barcos e as expectativas da sociedade. Deixaram sua profissão e seu futuro, se transformaram nos íntimos seguidores do Mestre. Tornaram-se líderes espirituais, padres, pastores, freiras, missionários, pessoas anônimas que se doaram sem medidas. Viveram para os outros. Eles talvez tenham dificuldades de explicar por que abandonaram o "MAR", mas estão convictos de que não puderam resistir ao chamado interior do Mestre do AMOR.
   Antigamente achava-se que correr riscos para seguir alguém invisível parecia sinal de insanidade. depois de anos de pesquisas científica sobre  funcionamento da mente, sobre o desenvolvimento da inteligência, e de exercício da psiquiatria e psicoterapia, admiro esses homens e mulheres. Muitos não abandonaram suas atividades seculares, mas doaram seu tempo, seu dinheiro, sua profissão e o seu coração ao ser humano, se tornaram-se igualmente poetas do amor.
   Independentemente da religião que professam e dos seus erros e acertos, investiram a vida deles num plano transcendental. A prenderam a amar o ser humano e a considerar a vida um fenômeno que não se repetirá. Resolveram desenvolver uma das mais nobres inteligências: A inteligência espiritual.
   Compreenderam que a vida é muito mais do que o dinheiro, a fama ou a segurança material. Por isso, andando na contramão do mundo moderno, eles procuram os mistérios que se escondem além da cortina do tempo e do espaço.
   Hoje, a humanidade se dobra aos pés de JESUS CRISTO por causa da ousadia dos seus primeiros seguidores. Ser um dos seus discípulos, no primeiro século, era assinar o maior contrato de risco da história. Pelo fato de esses jovens terem tido a coragem de segui-lo, suas ideias, pensamentos e reações permearam a história.
   As palavras de JESUS CRISTO são utilizadas em todas as religiões. Maomé, no Alcorão, valoriza-o ao extremo, chamando-o de Sua Dignidade. O budismo, embora tenha sido criado antes de JESUS CRISTO, incorporou seus principais ensinamentos. Pequenos acontecimentos incendiaram civilizações e mudaram a vida de bilhões de pessoas.

EXTRAÍDO DO LIVRO:
O MESTRE INESQUECÍVEL.
AUGUSTO CURY.
JESUS, O MAIOR FORMADOR DE PENSADORES DA HISTÓRIA.

DIÁCONO: LUIS MARIANO SIQUEIRA.
CARPINA - PERNAMBUCO. 15/06/2013

JESUS CRISTO.         O PODER DA PALAVRA DE DEUS       "Conjuro-te pois diante de DEUS, e do SENHOR JESUS CRISTO, que há de julgar os v...